Início Gastronomia 12 pratos típicos de Lisboa (com as respectivas receitas)

12 pratos típicos de Lisboa (com as respectivas receitas)

Na cidade de Lisboa nasceram várias receitas que hoje são famosas em todo o país. Descubra 12 pratos típicos de Lisboa e como confeccioná-los.

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9. Peixinhos da horta

Não se sabe ao certo a origem do nome desta preparação popular do feijão verde, é provável que derive da sua semelhança com pequenos peixes fritos. Este é um dos muitos exemplos de como com o pouco que tinham ao seu dispor, os portugueses, tiveram a capacidade de criar uma receita. Esta especialidade pode ser servida como petisco, entrada ou acompanhamento de pratos de carne ou peixe. Diz-se que esta foi uma das receitas que deu origem à especialidade japonesa “tempura”, levada pelos missionários portugueses.

Peixinhos da horta
Peixinhos da horta
Receita:
  • 400 gr feijão verde
  • 125 gr farinha com fermento
  • 1 colher sopa de azeite
  • 1 dl cerveja ou leite
  • 2 ovos
  • óleo
  • sal
  • pimenta

 

Preparação:
  • Aparam-se as pontas do feijão, lavam-se e cozem-se em água a ferver cerca de 5 minutos.
  • Escorrem-se e deixam-se arrefecer.
  • Faz-se o polme: deita-se a farinha numa tigela e ao centro abre-se uma cavidade na qual se deita o azeite, uma pitada de sal, pimenta, a cerveja ou leite e mexe-se bem. Adicionam-se os ovos um a um e bate-se bem a massa até ficar leve. Deixa-se repousar meia hora.
  • Envolve-se o feijão verde na massa, um a um, e leva-se a fritar em óleo bem quente.
  • Escorrem-se bem e estão prontos a servir.

 

10. Perdiz à Convento de Alcântara

É considerada por muitos como o único exemplo de receita portuguesa de alta cozinha. Segundo Oliveira Bello – gastrónomo e fundador, em 1933, da Sociedade Portuguesa de Gastronomia – no seu livro “Culinária Portuguesa”, esta é a receita que Auguste Escoffier (1846-1935), grande chef francês, refere no seu “Guide de Culinaire”. Consta que esta receita de perdiz terá sido encontrada pelos soldados de Junot, quando saquearam o convento de Alcântara em Lisboa. A duquesa de Abrantes (Senhora Junot), tendo tido conhecimento da receita, transcreveu-a nas suas memórias e Ecoffier descobriu-a e colocou-a no seu “Guide de Culinaire”.

Perdiz à Convento de Alcântara
Perdiz à Convento de Alcântara
Receita:
  • 3 perdizes
  • 250 gr foie gras
  • 100 gr trufas
  • 2 garrafas vinho do Porto seco
  • 60 gr manteiga
  • 500 ml caldo de ave (caldo de perdiz de preferência)
  • sal
  • fatias de pão

 

Preparação:
  • Arranjam-se as perdizes e desossam-se com todo o cuidado, esfregam-se com sal.
  • Recheiam-se com o fois gras e as trufas, partidas em pequenos pedaços, refazendo a forma original da perdiz.
  • Atam-se as perdizes e colocam-se em infusão (devem ficar bem cobertas) de vinho do Porto, durante 48 horas.
  • Colocam-se as aves num tacho e vão a cozer no vinho da infusão, em lume brando, até ficarem tenras e com o molho reduzido e espesso.
  • Depois de cozidas, colocam-se as perdizes numa caçarola untada com manteiga, sobre uma camada de trufas e regam-se com caldo de ave.
  • Tapa-se bem a caçarola e vai ao forno durante 45 minutos.
  • Dispõem-se as perdizes sobre fatias de pão ligeiramente fritas em manteiga e regam-se com o molho.
    Servem-se quentes ou frias.

 

11. Meia-Unha (Mão de vaca com grão)

A designação “Meia-unha” deve-se ao facto de ser servida metade da mão de vaca em cada dose. Prato muito popular nas antigas tabernas de Lisboa.

Meia-Unha (Mão de vaca com grão)
Meia-Unha (Mão de vaca com grão)
Receita:
  • 1 mão de vaca (arranjada e aberta ao alto)
  • 1 chouriço de carne
  • 2 cebolas grandes
  • 4 dentes de alho
  • 2 cenouras
  • 2 folhas louro
  • 500 gr grão de bico seco
  • azeite
  • salsa
  • 3 ou 4 tomates maduros
  • 1 dl vinho branco
  • sal
  • malaguetas /piripiri

 

Preparação:
  • Deixa-se o grão a demolhar em água, de véspera.
  • Coze-se o grão e guarda-se a água da cozedura.
  • Coze-se a mão de vaca, em água e sal, de preferência na panela de pressão, durante uma hora. Retiram-se os ossos, partem-se as partes moles em pedaços e reserva-se, bem como algum caldo da cozedura.
  • Refogam-se as cebolas e alhos picados em azeite juntam-se os tomates cortados em cubos.
  • Adicionam-se as cenouras e o chouriço cortados às rodelas , as malaguetas e o louro.
  • Deixa-se apurar e junta-se a mão de vaca, rega-se com o vinho branco e um pouco do caldo de cozer o grão e do caldo da mão de vaca.
  • Rectificam-se os temperos e serve-se simples ou acompanhado de arroz branco.

 

12. Pastéis de Nata

A receita original dos pastéis de Belém, oriunda do Mosteiro dos Jerónimos, localizado na zona de Belém, é um segredo bem guardado pelos mestres pasteleiros da Fábrica dos Pastéis de Belém. Estes doces são fabricados nas actuais instalações desde 1837 e segundo a receita secreta do Mosteiro. Embora possam parecer iguais, os pastéis de Belém, somente vendidos na Fábrica dos Pastéis de Belém, e os pastéis de nata (imitação dos de Belém), vendidos por todo o lado, são diferentes tanto no recheio como na textura da massa folhada. Os pastéis de Belém e os pastéis de nata, são o ex-líbris de Lisboa, no que à gastronomia diz respeito. Anualmente realiza-se o concurso “O Melhor Pastel de Nata”, para avaliação desta popular especialidade.

Pastéis de Nata
Pastéis de Nata
Receita (Massa folhada):
  • 300 gr farinha
  • 250 gr margarina para folhados
  • 1/4 colher chá de sal
  • 50 ml água

 

Preparação (Massa folhada):
  • Misture a farinha o sal e a água, trabalhe a massa até ligar.
  • Divida a margarina em 3 porções. Estenda a massa, espalhe sobre ela 1/3 da margarina e enrole como um tapete. Repita esta operação mais duas vezes, até acabar a margarina. Deixe descansar 20 minutos.
  • Com o rolo da massa, estenda a massa num rectângulo.
  • Corte a massa em rodelas de 2 cm de espessura.
  • Coloque cada rodela sobre uma pequena forma lisa, pressionando o centro, de modo a cobrir a forma.

 

Receita (Recheio):
  • 1/2 lt natas
  • 9 gemas
  • 10 colheres sopa de açúcar
  • canela
  • açúcar em pó

 

Preparação (Recheio):
  • Leve ao fogo em banho-maria as gemas batidas com o açúcar e as natas até o preparado engrossar.
  • Deixe amornar e coloque o preparado dentro de cada forma.
  • Leve ao forno pré-aquecido nos 290º, até ficarem cozidos e tostados (cerca de 15 minutos).
  • Retire do forno, desenforme, sirva quentes ou frios, polvilhados com açúcar em pó e canela.

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