Em outubro e novembro, as castanhas enchem os mercados e as bancas de rua. Assadas são uma tradição, mas há outra forma de as aproveitar que surpreende quem a prova: um pudim cremoso, com o sabor doce e ligeiramente terroso da castanha e uma camada de caramelo por cima.
É uma sobremesa de outono por excelência. Não exige técnica especial, apenas tempo para cozer e descascar as castanhas, e algumas horas de frigorífico.
Ingredientes para uma forma de 20 centímetros
Para o pudim:
- 500 g de castanhas cozidas e descascadas, cerca de 750 g com casca
- 400 ml de leite
- 150 g de açúcar
- 4 ovos
- 1 casca de limão, sem a parte branca
- 1 pau de canela.
Para o caramelo:
- 100 g de açúcar
- 2 colheres de sopa de água.
Cozer e descascar as castanhas
Dá-se um pequeno golpe na casca de cada castanha e coze-se em água durante 20 a 25 minutos. Descascam-se ainda mornas, retirando também a película interior, que é amarga.
Este é o passo mais demorado. Descascadas a frio, as castanhas agarram-se muito mais à película. Por isso, convém tirá-las da água aos poucos, mantendo as restantes quentes no tacho.
Também se podem usar castanhas já cozidas e descascadas, vendidas em embalagem. Poupa-se tempo e o resultado é muito semelhante.
Para um sabor mais intenso, há quem junte uma colher de sopa de vinho do Porto ou de aguardente ao preparado. É opcional, mas combina bem com a castanha e com o caramelo.
Preparar o pudim
- Fazer o caramelo, levando o açúcar e a água ao lume até ganhar uma cor dourada, e forrar com ele a forma
- Aquecer o leite com a casca de limão e o pau de canela, sem deixar ferver, e retirar os aromas
- Triturar as castanhas com o leite morno até obter um creme liso
- Juntar o açúcar e os ovos batidos, misturando bem
- Deitar o preparado na forma caramelizada
- Cozer em banho-maria, no forno pré-aquecido a 180 graus, durante 50 a 60 minutos.
O pudim está pronto quando um palito espetado no centro sai limpo. A superfície deve estar firme, mas ainda ligeiramente trémula ao abanar a forma.
A água do banho-maria deve chegar a cerca de metade da altura da forma e não deve ferver com força, porque isso cria bolhas no pudim. Se o forno aquecer mais de um lado, convém rodar a forma a meio da cozedura.
O truque para desenformar
O pudim deve arrefecer à temperatura ambiente e depois ir ao frigorífico durante pelo menos quatro horas. De um dia para o outro, fica ainda melhor.
Para desenformar, passa-se uma faca fina à volta da forma. Depois, mergulha-se a base da forma em água quente durante alguns segundos, para soltar o caramelo, e vira-se de uma vez sobre o prato.
O erro mais comum é desenformar o pudim ainda morno. Parte-se com facilidade e o caramelo fica agarrado à forma. Com as castanhas que sobrarem, há várias formas simples de assar castanhas em casa. E para outro pudim clássico, o pudim Molotov é sempre uma aposta segura.
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