Natureza

Galinhas no quintal no outono: as medidas da DGAV contra a gripe das aves e quando avisar

Galinhas no quintal no outono: as medidas da DGAV contra a gripe das aves e quando avisar
Galinhas no quintal no outono: as medidas da DGAV contra a gripe das aves e quando avisar

Na última época, os focos de gripe das aves na Europa começaram a subir em outubro e atingiram o máximo em novembro. Para quem tem galinhas, patos ou pombos no quintal, esta é a altura de reforçar a proteção da capoeira.

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) resume a prevenção em três cuidados: vedar o espaço das aves, separar as espécies e limitar quem entra. Várias mortes súbitas em menos de 24 horas devem ser comunicadas de imediato aos serviços regionais da DGAV ou ao veterinário municipal.

Porque agora

Portugal recuperou o estatuto de país livre de gripe aviária de alta patogenicidade a 13 de março de 2026. Mas, entre maio e agosto, foram confirmados três casos de H5N1 em gaivotas selvagens, na Gafanha da Nazaré, em Ílhavo e em Belém, em Lisboa.

Na época 2025/2026, a DGAV contou 29 focos no país, 16 deles em aves domésticas. Os reservatórios naturais do vírus são as aves aquáticas palmípedes, como os patos, e as limícolas. Por isso, a DGAV desaconselha lagos junto às aves e comedouros ou bebedouros em parques exteriores.

O que fazer na capoeira

  • Garantir água e alimentação adequadas e manter as instalações limpas e em bom estado.
  • Vedar a zona das aves para impedir a entrada de outras aves e espalhar cal em pó à volta do galinheiro.
  • Separar as galinhas dos patos, gansos e cisnes.
  • Manter comedouros e bebedouros dentro do abrigo, longe do alcance de aves selvagens.
  • Entregar o tratamento das aves a uma pessoa habitual e evitar visitas.
  • Lavar as mãos e as solas dos sapatos com água e sabão antes e depois de cuidar das aves.
  • Isolar durante uma semana as aves recém-compradas e comprar aves e ovos apenas de origem autorizada.

Para desinfetar, a DGAV indica que o vírus é inativado pela lixívia (hipoclorito de sódio) e pelo álcool com 60 a 95% de concentração.

Sinais de alerta e quem contactar

SituaçãoO que fazer
Várias aves mortas de repente em menos de 24 horas, ou mortes repetidas ao longo de diasComunicar de imediato aos serviços regionais da DGAV ou ao serviço veterinário municipal
Crista e barbilhões azulados ou arroxeados, cabeça inchada, dificuldade em respirar, quebra na postura, aves a andar em círculosComunicar de imediato à DGAV, tal como no caso anterior
Ave selvagem mortaNão lhe tocar e evitar superfícies sujas com fezes; registar na plataforma ANIMAS ou avisar o ICNF, o SEPNA da GNR, a DGAV ou o veterinário municipal
Ave selvagem doente ou feridaNão a alimentar e contactar o ICNF ou o SEPNA da GNR

Os serviços regionais da DGAV atendem nestes números:

RegiãoTelefone
Norte253 783 016
Centro271 025 214
Lisboa e Vale do Tejo263 146 800
Alentejo266 730 580
Algarve289 870 723
Açores295 404 200
Madeira291 145 465

E o risco para as pessoas?

O vírus está adaptado às aves, mas pode passar de forma esporádica para pessoas e outros mamíferos. O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças considera o risco baixo para a população em geral e baixo a moderado para quem lida com aves.

O princípio de não mexer e reportar vale também para outros alertas desta estação, como os ninhos de vespa-asiática.

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Fontes

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VxMag

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