Natureza

Tempestades de 2026/2027 já têm nome: a lista do IPMA e o que significa cada cor de aviso

Tempestades de 2026/2027 já têm nome: a lista do IPMA e o que significa cada cor de aviso
Tempestades de 2026/2027 já têm nome: a lista do IPMA e o que significa cada cor de aviso

A próxima tempestade forte a ameaçar Portugal vai chamar-se Adam. Seguem-se Bruna, Charles e Diane, até um máximo de 21 nomes. A lista vale para a época que começou a 1 de setembro de 2026 e termina a 31 de agosto de 2027.

A lista completa de 2026/2027

Os nomes, por ordem, alternam entre masculinos e femininos: Adam, Bruna, Charles, Diane, Eric, Flora, Gabriel, Heloise, Igor, Julia, Kevin, Lola, Michel, Nathalie, Oscar, Paola, Rafael, Sandra, Thomas, Vera e Walter.

A lista é comum ao grupo do sudoeste da Europa. Segundo o IPMA, o grupo junta os serviços meteorológicos de Portugal, Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo e Andorra. Por isso alguns nomes surgem sem acentos ou com grafia estrangeira. Não é obrigatório usar todos: só recebe nome uma tempestade que cumpra os critérios.

Quando uma tempestade recebe nome

O critério é a previsão de avisos meteorológicos de nível laranja ou vermelho. O vento é o fator principal, mas outros fenómenos severos também podem contar. O primeiro serviço do grupo a prever esses avisos atribui o nome, e os restantes passam a usá-lo.

Estas tempestades são extratropicais: formam-se fora dos trópicos, no encontro entre massas de ar frio, vindas de norte, e de ar mais quente. É entre o outono e o inverno que esse contraste costuma ser mais forte no Atlântico Norte.

O que significa cada cor de aviso

avisos meteorológicos do ipma

A cor de cada distrito no mapa do IPMA corresponde ao parâmetro mais grave entre vento, precipitação, neve, trovoada, frio, calor, nevoeiro persistente e agitação marítima.

AvisoSignificado segundo o IPMAO que fazer
VerdeNão se prevê nenhuma situação meteorológica de riscoRotina normal
AmareloRisco para determinadas atividades dependentes do tempoAcompanhar a evolução da previsão
LaranjaRisco moderado a elevadoSeguir as orientações da Proteção Civil
VermelhoRisco extremoManter-se informado e cumprir as diretivas da Proteção Civil

Quando uma tempestade ganha nome, já se prevê pelo menos um aviso laranja.

É a altura de prender vasos e toldos nas varandas, evitar a orla costeira e ter em casa o essencial para um eventual corte de luz, como explica este guia sobre o que ter na despensa.

NOTA DO AUTOR

Há uma curiosidade interessante sobre estas tempestades: não é o nome que indica a sua força, mas sim os fenómenos meteorológicos que podem provocar.

Uma tempestade com nome não tem de atingir diretamente Portugal para causar problemas. Por vezes, o seu centro passa a centenas de quilómetros, mas os efeitos do vento, da chuva e da agitação marítima fazem-se sentir no nosso território.

É por isso que importa prestar mais atenção aos avisos do IPMA do que ao nome da tempestade.

As alterações climáticas não significam necessariamente que teremos mais tempestades. O que preocupa os cientistas é a possibilidade de alguns fenómenos associados a estas depressões, como a precipitação extrema, se tornarem mais intensos.

E se não acredita em alterações climáticas, tente lembrar-se: no seu tempo, quando começava a sério o calor do Verão? Provavelmente, na segunda quinzena de Julho.

Chuva, calor, frio… isso sempre tivemos. O que nunca tivemos é uma quantidade tão elevada de fenómenos extremos, sejam eles tempestades ou ondas de calor.

Fontes

Sobre o autor

VxMag

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