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As 10 cidades portuguesas que mais perderam habitantes na última década

Entre 2011 e 2021, 257 dos 308 municípios portugueses perderam população. Estes são os 10 que mais encolheram - e o que isso diz sobre Portugal.

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Abr 16, 2026
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Em abril de 2021, quando o INE publicou os resultados dos Censos, um número resumia o problema: 257 dos 308 municípios portugueses registaram decréscimos populacionais.

Apenas 51 cresceram. Dez anos antes, a lista dos municípios em declínio tinha 198 nomes. O interior português não está apenas a envelhecer — está a esvaziar-se a um ritmo que não tem precedente desde a vaga emigratória dos anos 60.

Portugal perdeu 2,1% da população entre 2011 e 2021, totalizando 10.343.066 residentes, invertendo a tendência de crescimento registada nas décadas anteriores.

Mas esse número médio esconde uma realidade muito mais brutal em certas regiões. Há municípios onde a perda passou dos 20%. Há outros onde quase metade da população já tem mais de 65 anos. E há um padrão que se repete sem exceção: os que perdem estão no interior, os que ganham estão junto ao litoral e a Lisboa.

INE · Censos 2021 · Despovoamento
Os municípios que mais perderam pessoas em Portugal
Entre 2011 e 2021, 257 dos 308 municípios portugueses perderam população. Nestes 10, o esvaziamento ultrapassou os 13% — em alguns casos, mais de um quinto dos habitantes.
−21,6%
Máximo — Barrancos
−2,1%
Média nacional
257
Municípios em declínio
10,3M
Habitantes em 2021
Perda populacional 2011–2021 Média nacional (−2,1%)
Fonte: INE, Censos 2021 — Resultados Definitivos, novembro de 2022. Percentagens de variação relativa face a 2011. A perda média nacional foi de −2,1%. Alguns valores absolutos são estimativas baseadas nos dados publicados — confirme os valores exactos no INE antes de publicar.

1. Barrancos: -21,6%

No município de Barrancos, no distrito de Beja, o número de habitantes caiu de 1.834, em 2011, para 1.435, em 2021 — uma perda de 21,8%. É o município que mais encolheu em Portugal na última década.

Com pouco mais de mil e quatrocentas pessoas, Barrancos fica encravado na fronteira com a Espanha, a mais de cem quilómetros de Beja. A perda de 399 pessoas pode parecer um número pequeno em termos absolutos, mas num município desta dimensão representa mais de um quinto de toda a população. O que fica são, sobretudo, idosos.

2. Tabuaço: -20,7%

Tabuaço, no distrito de Viseu, registou uma perda de 20,6% da população entre 2011 e 2021. O município fica no coração do Douro vinhateiro, numa das regiões mais fotografadas de Portugal — e também uma das mais despovoadas.

A beleza da paisagem não reteve as pessoas. O vinho do Porto continua a exportar-se; quem o cultiva vai desaparecendo.

3. Torre de Moncorvo: -20,4%

Torre de Moncorvo perdeu 1.750 residentes em termos absolutos, registando uma queda de 20,4% e contabilizando agora 6.822 habitantes. No distrito de Bragança, foi o município que mais perdeu população em números absolutos dentro dos cinco primeiros.

A extração de lítio na região deu ao nome do município uma notoriedade recente, mas a dinâmica demográfica conta uma história diferente: a população que existe é envelhecida, e a que saiu foi sobretudo jovem.

4. Nisa: -20,1%

Nisa fica no distrito de Portalegre, Alto Alentejo. Com uma perda de 20,1%, é um dos dois municípios alentejanos no top cinco nacional, a par de Barrancos.

O distrito de Portalegre é, no conjunto, o que tem a capital de distrito mais castigada do país: Portalegre, com uma queda de 10,3%, é a capital de distrito que mais perdeu população nos últimos dez anos, registando apenas 22.369 habitantes em 2021 quando tinha 24.930 em 2011.

5. Mesão Frio: -19,8%

O mais pequeno dos cinco em área e população, Mesão Frio situa-se no distrito de Vila Real, às margens do Douro. Com uma perda de 19,8%, fecha o grupo dos cinco municípios com maior quebra populacional do país.

São três municípios do Norte e dois do Alentejo a liderar este ranking, o que mostra que o esvaziamento não é um fenómeno exclusivamente alentejano — é uma realidade de todo o interior profundo.

6. Mértola: -14,7%

No Baixo Alentejo, a seguir a Barrancos, surge Mértola com uma perda de 14,7%. O município, conhecido pela sua herança mourisca e pelo castelo que domina a confluência do Guadiana com o Oeiras, perdeu mais de um em cada sete habitantes.

O turismo cultural que tem procurado reposicionar Mértola não tem sido suficiente para fixar população jovem.

7. Alfândega da Fé: -15,3%

No distrito de Bragança, Alfândega da Fé registou uma perda de 15,34%, contando agora com 4.324 habitantes. É um dos doze concelhos de Bragança que perderam população na última década — num distrito onde todos os 12 concelhos registaram decréscimos populacionais, com uma perda total de 13.448 residentes.

8. Freixo de Espada à Cinta: -15%

Freixo de Espada à Cinta perdeu cerca de 15% da população residente, tendo ficado com 3.201 habitantes. O nome exótico não disfarça a realidade: é um dos municípios mais isolados do Nordeste Transmontano, sem acesso a autoestrada e a horas de distância de qualquer centro urbano relevante.

A falta de serviços básicos — escola secundária, hospital, emprego — torna a partida quase inevitável para as gerações mais jovens.

9. Vinhais: -14,3%

Vinhais apresentou uma redução de 14,32%, ficando com 7.768 habitantes. O município é hoje um dos casos mais extremos de envelhecimento em Portugal: quase metade da sua população, 46,30%, tem mais de 65 anos — o valor mais alto do país.

Não é apenas um município que perde gente. É um município onde a estrutura etária deixou de ter equilíbrio.

10. Mogadouro: -13%

Mogadouro perdeu 13% da população, ficando com 8.301 habitantes. Também no distrito de Bragança, Mogadouro fecha uma lista onde Trás-os-Montes e o Alto Alentejo dividem o protagonismo negativo. Municípios com história, com paisagem, com identidade — e sem gente suficiente para os manter vivos.

O que fica depois da perda

O padrão de litoralização do país e de concentração da população junto da capital foi reforçado na última década, com cerca de 20% da população a concentrar-se nos sete municípios mais populosos, que abrangem uma área de apenas 1,1% do território.

No outro extremo, os municípios deste ranking ocupam vastas extensões de território nacional com uma densidade de população que se aproxima do deserto humano.

Os dados dos Censos são de 2021, mas a tendência não inverteu. Alguns destes municípios já perderam mais habitantes desde então. O que está em jogo não é apenas um número num relatório do INE — são serviços que fecham, escolas que ficam vazias, médicos que não vão, autocarros que deixam de passar.

O esvaziamento do interior português é lento o suficiente para não fazer manchetes, mas rápido o suficiente para ser irreversível se nada mudar.


Fonte: INE, Censos 2021 — Resultados Definitivos, novembro de 2022.

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