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Ilha da Culatra: a aldeia de pescadores da Ria Formosa junto ao ponto mais a sul do continente

Ilha da Culatra: a aldeia de pescadores da Ria Formosa junto ao ponto mais a sul do continente
Ilha da Culatra: a aldeia de pescadores da Ria Formosa junto ao ponto mais a sul do continente

A poucos minutos de barco de Olhão, a paisagem muda por completo. Em vez de estradas e prédios, há caminhos de areia, casas baixas de pescadores e praias que se estendem até onde a vista alcança. É a Ilha da Culatra, na Ria Formosa.

A ilha tem cerca de 6 quilómetros de comprimento e 1,2 quilómetros de largura. Pertence ao concelho de Faro e é uma das ilhas-barreira que separam a ria do oceano.

Três núcleos diferentes

A Culatra divide-se em três povoados, cada um com personalidade própria:

  • Culatra: o maior, com cerca de mil habitantes, na maioria ligados à pesca artesanal e à apanha de marisco;
  • Farol: junto ao farol, com poucos residentes permanentes e muitas casas de verão;
  • Hangares: o mais pequeno, com construções ligadas à atividade piscatória.

O núcleo da Culatra é o coração da ilha. Ali se vêem os barcos no areal, as redes a secar e a vida de uma comunidade que continua a viver da ria. Os restaurantes do povoado servem peixe e marisco apanhados ali perto, e o ritmo é marcado pelas marés e pela chegada dos barcos.

O farol e o ponto mais a sul

O Farol do Cabo de Santa Maria está em funcionamento desde 1851. Segundo a Autoridade Marítima Nacional, a torre foi alteada para 42 metros em obras iniciadas em 1921 e voltou a funcionar em 1923.

A luz está a 50 metros acima do mar e tem um alcance de 25 milhas náuticas. O cabo onde se situa é o ponto mais a sul de Portugal continental.

As praias

Do lado do oceano, a ilha tem um areal contínuo de areia fina, com água limpa e muito espaço, mesmo em pleno verão. Do lado da ria, as águas são calmas e pouco profundas, apreciadas por famílias com crianças.

Entre o povoado e o mar ficam as dunas, com vegetação adaptada ao vento e ao sal. São zonas frágeis, que seguram a própria ilha, e por isso o acesso à praia deve ser feito pelos caminhos existentes. Convém levar água, protetor solar e chapéu-de-sol, porque a sombra é escassa.

Um parque natural

A ilha integra o Parque Natural da Ria Formosa, criado em 1987 a partir de uma reserva natural de 1978. O parque abrange cerca de 18 mil hectares, incluindo a área submersa, em cinco concelhos algarvios.

Por isso, convém respeitar as regras: ficar nos passadiços e caminhos marcados, não pisar as dunas e levar de volta todo o lixo. As aves limícolas alimentam-se nas zonas de lodo durante a maré vazia.

Como chegar

O acesso faz-se apenas por barco. Há ligações a partir de Olhão durante todo o ano, com paragens na Culatra e no Farol. A partir de Faro, as ligações são sazonais.

Os horários variam com a estação e com as marés, pelo que devem ser confirmados no cais de embarque ou junto dos operadores antes da viagem. Em dias de maior procura, chegar cedo ao cais evita filas.

O erro mais comum é perder o último barco do dia. Fora da época alta, as ligações são menos frequentes.

Na mesma ria, a nascente, fica outra ilha com história ligada ao mar, onde está a Praia do Barril, na Ilha de Tavira. Mais informação sobre o farol está no site da Autoridade Marítima Nacional.

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VxMag

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