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50 palavras antigas da Língua Portuguesa que caíram em desuso

50 palavras antigas da Língua Portuguesa que caíram em desuso
50 palavras antigas da Língua Portuguesa que caíram em desuso

A língua portuguesa está em constante mudança. Palavras que outrora se usaram com naturalidade desapareceram quase sem deixar rasto, substituídas por outras mais atuais ou influenciadas por línguas estrangeiras.

Recorde 50 palavras antigas que hoje mal se ouvem, mas que ajudam a contar a história do nosso idioma.

  1. Absolto: perdoado, isento de culpa
  2. Acartado: diplomado, qualificado
  3. Aguça: pressa, urgência
  4. Anóveas: valor nove vezes superior
  5. Asinha: rapidamente
  6. Assento: morada, habitação
  7. Assunar: revoltar-se, amotinar-se
  8. Botica: farmácia
  9. Brunir: alisar, polir
  10. Cagalhota: mulher de baixa estatura e pescoço curto
  11. Carisma: epilepsia (sentido antigo)
  12. Coitar: magoar, ferir
  13. Comprir: cumprir, realizar
  14. Dada: doação, oferta
  15. Depós: depois
  16. Embora: em boa hora, felizmente
  17. Escala: escada
  18. Franquia: sinceridade
  19. Graveza: gravidade, importância
  20. Jondra: rapariga porca ou suja
  21. Jorna: salário diário
  22. Ladroa: mulher que rouba
  23. Lambisgoia: bisbilhoteira
  24. Lanfranhudo: homem carrancudo
  25. Malota: mulher corcunda
  26. Patego: pessoa simplória ou tola
  27. Pera: forma arcaica de “para”
  28. Pertinência: pertença, posse
  29. Polo: pelo, cabelo
  30. Remelado: com remela ou inflamação nos olhos
  31. Safanão: puxão ou repreensão
  32. Sirigaita: mulher atrevida ou provocadora
  33. Tabefe: bofetada
  34. Vitrola: aparelho para ouvir discos
  35. Zoar: fazer barulho, gritaria
  36. Ranhento: criança com o nariz sempre a escorrer
  37. Trambolho: objeto velho ou inútil
  38. Esturrar: queimar a comida
  39. Arreganhar: mostrar os dentes, rir com desdém
  40. Bulha: discussão ou zaragata
  41. Gandulo: vadio, preguiçoso
  42. Farnel: merenda levada de casa
  43. Marreco: corcunda
  44. Fúfia: mulher sem compostura
  45. Tisnado: escurecido pelo sol ou fumo
  46. Rebentação: ondas a bater nas rochas
  47. Zaragatoa: haste para recolha nasal (hoje usada com outro fim)
  48. Choldra: grupo de pessoas desprezadas
  49. Alforge: saco usado para transportar bens num animal
  50. Cambada: grupo barulhento ou indisciplinado

Por que razão estas palavras caíram em desuso?

Há várias explicações possíveis. Desde logo, a evolução natural da língua: com o tempo, algumas palavras perdem utilidade ou são substituídas por outras mais atuais.

A influência de línguas estrangeiras, como o francês e o inglês, também teve impacto, introduzindo novos termos e desvalorizando os antigos. Além disso, a norma culta e os programas de ensino tendem a privilegiar certos vocábulos, relegando outros ao esquecimento.

A diversidade regional e social da língua portuguesa também desempenha um papel importante. Termos como jorna ou patego podem ainda sobreviver localmente, mesmo que tenham desaparecido do uso generalizado.

Estas palavras, embora esquecidas, revelam traços da cultura, da história e da forma de viver de outros tempos. Recordá-las é uma forma de preservar o património linguístico e reflectir sobre como a língua acompanha a mudança da sociedade.

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VxMag

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