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Gás natural mais caro desde 1 de outubro: quanto sobe a fatura de quem está no mercado regulado

Gás natural mais caro desde 1 de outubro: quanto sobe a fatura de quem está no mercado regulado
Gás natural mais caro desde 1 de outubro: quanto sobe a fatura de quem está no mercado regulado

As faturas de gás natural que vão chegar nas próximas semanas já trazem os preços do novo ano gás, que começou a 1 de outubro.

Para as famílias do mercado regulado, a ERSE fixou uma subida média de 6,4%. Em euros, o aumento fica entre 91 cêntimos e 1,62 euros por mês, já com impostos, consoante o consumo.

Quanto sobe a fatura, por mês e por ano

A ERSE usa dois perfis de referência. O valor anual resulta de multiplicar o aumento mensal por 12:

PerfilConsumo anual de referênciaFatura média mensal desde outubroAumento por mêsAumento num ano
Casal sem filhos (1.º escalão)1610 kWh17,38 €0,91 €10,92 €
Casal com dois filhos (2.º escalão)3407 kWh32,53 €1,62 €19,44 €

Uma casa que gaste mais gás do que estes perfis paga um aumento proporcionalmente maior. Os valores referem-se a Portugal continental.

Porque a mudança acontece agora

O ano gás vai de 1 de outubro a 30 de setembro do ano seguinte. As tarifas foram aprovadas pela ERSE em junho, mas só entraram em vigor neste mês.

Não é caso isolado. Nos últimos cinco anos, a variação média anual dos preços finais no mercado regulado foi de 5,3%:

Ano gásVariação das tarifas
2022-2023+10,7%
2023-2024+1,3%
2024-2025+6,9%
2025-2026+1,5%
2026-2027+6,4%

E quem está no mercado livre?

A maioria dos consumidores está no mercado livre: cerca de 1,14 milhões de clientes, contra perto de 431 mil no regulado. Aqui, o preço final depende de cada comercializador.

Há porém uma parte da subida que chega a todos. Segundo o comunicado da decisão tarifária, o aumento deve-se sobretudo às tarifas de acesso às redes, que nas casas sobem 0,098 cêntimos por kWh.

Feitas as contas para o consumo de um casal com dois filhos, essa componente representa cerca de 3,34 euros por ano, antes de impostos. O resto depende do preço da energia e da margem de cada empresa.

O que fazer agora

  • Verificar na fatura se o contrato é do mercado regulado ou do mercado livre e em que escalão de consumo está.
  • Comparar a primeira fatura com os novos preços com a de setembro, para perceber o impacto real em casa.
  • Confirmar se tem direito à tarifa social, que dá um desconto de 31,2% e se aplica nos dois mercados.
  • Antes de mudar de comercializador, comparar ofertas pelo preço total e não só pelo preço do kWh.

Leia também: quem tem direito à tarifa social de eletricidade e pellets ou lenha: o que compensa mais para aquecer a casa.

Informação verificada em outubro de 2026. Confirme sempre junto da entidade oficial.

NOTA DO AUTOR

Talvez já tenham passado os dias áureos do gás natural. Foi, a seu tempo, uma das formas mais convenientes de aquecer a água de casa ou de servir como combustível de aquecimento central.

A tecnologia dos últimos anos trouxe-nos os painéis solares, cada vez vez mais eficientes, não só para aquecer a água de casa mas também como fonte de energia.

Paralelamente, surgiu no mercado o aquecimento a pellets, mais barato, mais ecológico e mais conveniente do que muitos que existiam até então, como o gás natural ou o gasóleo.

Por isso, faça as contas dos seus gastos, analise as características da sua casa e averigue se não estará na hora de mudar. Vale a pena pensar nisso.

Fontes

Sobre o autor

VxMag

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