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Vacina da gripe 2026/2027: quem tem direito gratuito, onde a tomar e o que mudou este ano

Vacina da gripe 2026/2027: quem tem direito gratuito, onde a tomar e o que mudou este ano
Vacina da gripe 2026/2027: quem tem direito gratuito, onde a tomar e o que mudou este ano

A campanha de vacinação contra a gripe arrancou a 30 de setembro e, este ano, chega a mais crianças pequenas.

A vacina é gratuita para os grupos definidos na norma da Direção-Geral da Saúde para o outono-inverno 2026-2027. Pode ser tomada até 31 de março de 2027:

  • pessoas com 60 ou mais anos;
  • crianças entre os 6 meses e os 4 anos, inclusive;
  • grávidas;
  • pessoas dos 5 aos 59 anos com doença de risco, como doenças respiratórias, cardíacas, renais ou hepáticas, diabetes, obesidade de grau III ou imunossupressão;
  • residentes em lares e outras instituições, utentes de apoio domiciliário, pessoas em situação de sem-abrigo e reclusos;
  • profissionais do SNS e outros grupos profissionais indicados pela DGS, como bombeiros em contacto com doentes de alto risco.

O que mudou este ano

A principal novidade é o alargamento da vacinação gratuita às crianças saudáveis dos 2 aos 4 anos.

Os bebés entre os 6 e os 23 meses que nunca foram vacinados contra a gripe devem receber duas doses. Os que já tomaram a vacina num ano anterior fazem apenas uma.

Segundo o Governo, o SNS comprou cerca de 2,7 milhões de doses para esta campanha, mais do que no ano passado. O objetivo é proteger as pessoas mais vulneráveis antes dos meses frios, quando os serviços de saúde ficam sob mais pressão.

infografia vacinas

Centro de saúde ou farmácia: onde se pode vacinar

Quem tem direito à vacina gratuita pode sempre ir a uma unidade do SNS. As farmácias aderentes só vacinam gratuitamente alguns grupos:

GrupoSNS (centro de saúde ou hospital)Farmácia aderenteVacina
60 a 84 anosSimSim, mesmo sem doença de riscoDose padrão
85 ou mais anosSimNão prevista na normaDose elevada
Residentes em lares com 60 ou mais anosSim (também na própria instituição)Não prevista na normaDose elevada
18 a 59 anos com doença de riscoSimSim, com elegibilidade validadaDose padrão
GrávidasSimNão prevista na normaDose padrão
Crianças dos 6 meses aos 4 anosSim, ou hospitais e clínicas autorizadosNãoDose padrão (2 doses na primeira vacinação, até aos 23 meses)

Na farmácia, é preciso apresentar um documento de identificação válido. Quem invoca uma doença de risco precisa de ter a elegibilidade confirmada no sistema da farmácia ou uma mensagem de elegibilidade válida.

Quem não pertence a nenhum destes grupos pode vacinar-se numa farmácia com receita médica, fora da vacinação gratuita do SNS.

E a vacina contra a COVID-19?

A campanha contra a COVID-19 começou no mesmo dia. A principal mudança é a idade: a recomendação geral passou a abranger as pessoas a partir dos 70 anos, em vez dos 60.

A vacina continua recomendada a pessoas com doenças de risco e a residentes em lares e outros contextos vulneráveis. Nas farmácias aderentes, podem vacinar-se as pessoas dos 70 aos 84 anos, com ou sem doença associada, e as dos 18 aos 69 anos com doença de risco.

Bebés: a proteção contra o vírus sincicial respiratório

Desde 16 de setembro, e pelo terceiro ano consecutivo, os bebés recebem gratuitamente um anticorpo contra o vírus sincicial respiratório (VSR). A medida abrange os nascidos entre 1 de abril de 2026 e 31 de março de 2027 e os bebés prematuros ou com outros fatores de risco.

A imunização é feita nas maternidades, nos centros de saúde e nos hospitais, segundo o comunicado do Governo.

Leia também: o que os especialistas diziam sobre a intensidade da última época de gripe.

Informação verificada em outubro de 2026. Confirme sempre junto da entidade oficial.

NOTA DO AUTOR

Nos últimos anos, a retórica antivacinas ganhou força um pouco por todo o mundo. As consequências estão à vista de toda a gente: os casos de sarampo, por exemplo, explodiram em locais onde já estava praticamente erradicado.

O discurso contra as vacinas é fruto da ignorância e da desinformação. A lógica de atuação das mesmas é um dos maiores feitos da ciência e os seus riscos e benefícios estão perfeitamente documentados.

Um dos argumentos da campanha antivacinas é a presença de mercúrio nas mesmas. O que não lhe dizem é que existe mais mercúrio numa única sardinha do que em todas as vacinas que, eventualmente, poderá tomar ao longo da sua vida. Ou seja, a quantidade de mercúrio presente nas vacinas é residual e totalmente inofensiva.

As vacinas continuam a ser (e sempre serão) uma das formas mais eficazes de prevenir doenças. Mas só continuarão a sê-lo se todos participarmos do processo. Vale a pena pensar nisso.

Fontes

Sobre o autor

VxMag

A VxMag é a assinatura editorial coletiva da Vortex Magazine. Os artigos publicados sob este nome são escritos e revistos pela equipa da redação, que cobre sociedade, cultura, viagens, tecnologia e atualidade com o mesmo compromisso de rigor e verificação de factos.