O tapete antiderrapante dentro da banheira ou do duche é uma peça de segurança, sobretudo em casas com crianças ou pessoas mais velhas. Mas basta levantá-lo ao fim de algumas semanas para encontrar manchas escuras, viscosas e com mau cheiro.
O bolor nasce precisamente onde o tapete cumpre a sua função: nas ventosas que o prendem ao fundo. Com alguns hábitos simples, o problema deixa de aparecer.
Porque o bolor surge por baixo
As ventosas criam pequenas bolsas onde a água do banho fica retida. Junta-se a restos de sabão e de células da pele, num local escuro e quente que nunca chega a secar.
É o ambiente ideal para fungos e bactérias. Quando o tapete fica sempre colado ao fundo, o bolor espalha-se também para a superfície da banheira, sobretudo junto ao ralo.
O hábito que resolve quase tudo
O gesto mais eficaz é também o mais simples. Depois de cada banho, o tapete deve ser levantado, passado por água e pendurado para secar, por exemplo, na borda da banheira ou na torneira.
Assim, tanto as ventosas como o fundo da banheira ficam expostos ao ar. Uma casa de banho bem ventilada, com a janela aberta ou o exaustor ligado depois do duche, acelera a secagem.
Uma vez por semana, vale também a pena passar uma esponja no fundo da banheira, na zona onde o tapete costuma ficar. É aí que se acumula a película de sabão que alimenta o bolor.
Como lavar o tapete
Uma lavagem regular impede que a sujidade se acumule nas ventosas. Para os tapetes de borracha ou de plástico, o processo é este:
- esfregar as ventosas com uma escova de cerdas firmes, água morna e detergente;
- insistir nos cantos e nos furos, onde a sujidade se esconde;
- enxaguar bem, de ambos os lados;
- deixar secar ao ar, pendurado.
Alguns tapetes podem ir à máquina de lavar roupa, num programa delicado e com água fria. A etiqueta ou a embalagem indicam se é o caso.
A máquina de secar é inimiga
Os fabricantes de têxteis de casa de banho aconselham evitar o calor nos tapetes com base de borracha. A Parachute, por exemplo, recomenda sempre secagem ao ar, porque o calor degrada a borracha rapidamente.
Um tapete que passou pela máquina de secar pode ficar rígido, rachado ou com as ventosas deformadas. Nesse caso, deixa de aderir bem e perde a função de segurança.
E os tapetes de tecido fora do duche
O tapete de tecido onde se pousam os pés ao sair do banho também acumula humidade. A mesma marca sugere lavá-lo cerca de uma vez por semana, ou com mais frequência em casas com muitas pessoas.
A água fria evita que encolha. Se tiver base antiderrapante de borracha, aplica-se a mesma regra: nada de máquina de secar.
Quando substituir
Há sinais claros de que o tapete chegou ao fim:
- manchas escuras que não saem com a escova;
- ventosas endurecidas ou rasgadas;
- cheiro persistente mesmo depois de lavado.
Nessa altura, a limpeza já não compensa. O bolor também costuma aparecer noutras zonas húmidas, como a cortina de chuveiro de plástico e o silicone da banheira e do lavatório, que merecem a mesma atenção.