Durante o verão, muitas plantas de interior passam uns meses na varanda ou no quintal e agradecem a luz extra. Com o outono, as noites arrefecem depressa, e há um momento certo para as trazer de volta.
Fazer a mudança tarde demais pode queimar folhas com o frio. Fazê-la à pressa pode trazer pragas para dentro de casa. Alguns cuidados simples evitam os dois problemas.
O sinal dos 10 graus
Segundo a Universidade do Minnesota, muitas plantas de interior começam a sofrer danos abaixo dos 7 a 10 graus. A recomendação é trazê-las para dentro antes de as temperaturas noturnas descerem com regularidade abaixo dos 10 graus.
Plantas tropicais, como a costela-de-adão, são ainda mais sensíveis. A Royal Horticultural Society indica para esta espécie uma temperatura mínima entre 10 e 15 graus.
Em grande parte de Portugal continental, isso acontece entre outubro e novembro, mas varia muito de região para região. Acompanhar as previsões do IPMA para as mínimas da semana é a forma mais segura de decidir.
Inspecionar antes de entrar
Uma planta que passou meses ao ar livre pode trazer passageiros indesejados. Antes de a levar para dentro, convém verificar:
- a página de baixo das folhas, onde se escondem cochonilhas e ácaros;
- os caules e as axilas das folhas;
- a superfície da terra;
- os furos de drenagem do vaso.
As extensões universitárias sugerem lavar as folhas com água e um pouco de sabão suave. Mergulhar o vaso em água morna durante cerca de 15 minutos faz subir à superfície insetos escondidos na terra.
O guia sobre pragas comuns em plantas de interior ajuda a identificar o que se encontra.
Uma mudança gradual
A diferença de luz entre a varanda e a sala é enorme, e a planta sente-a. Uma mudança brusca pode provocar folhas amarelas, murchas e queda de folhagem.
O ideal é fazer uma transição de alguns dias. Primeiro, a planta passa para um local mais abrigado e com menos sol na varanda. Só depois vai para dentro de casa, junto à janela mais luminosa.
Mesmo assim, é normal que perca algumas folhas nas primeiras semanas. Segundo os jardineiros certificados da Virgínia do Norte, a adaptação pode demorar duas a três semanas.
Menos água, menos adubo
Dentro de casa e com menos luz, a planta cresce mais devagar e gasta menos água. Manter o ritmo de rega do verão é um dos erros mais comuns, e leva muitas vezes ao apodrecimento das raízes.
A regra prática é tocar na terra antes de regar e só o fazer quando a camada de cima estiver seca. O adubo também deve ser reduzido ou suspenso até à primavera.
Se o vaso ficou pequeno durante o verão, é melhor esperar pela primavera para o trocar. Nessa altura, vale a pena rever como escolher o vaso certo em tamanho e drenagem.
Onde as colocar
Dentro de casa, as plantas devem ficar longe de aquecedores, lareiras e saídas de ar condicionado. O ar quente e seco desidrata as folhas e favorece ácaros.
Janelas viradas a sul ou a poente costumam dar a melhor luz no inverno. Rodar o vaso de duas em duas semanas evita que a planta cresça torta, inclinada para o vidro.
Com estes cuidados, a maioria das plantas atravessa o inverno sem grandes perdas e regressa à varanda na primavera com força renovada.
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