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Os 12 melhores locais para visitar em Vila Viçosa

É um dos locais mais bonitos do Alentejo e foi escolhida para residência da família real. Estes são os melhores locais para visitar em Vila Viçosa.

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Vila Viçosa
Vila Viçosa

Estando situada numa das regiões mais férteis do Sul de Portugal, Vila Viçosa conta no seu passado com alguns momentos importantes para a história do país. Aqui foi estabelecida a Casa dos Duques de Bragança, a família nobre mais poderosa a seguir à Casa Real. O 1º Duque de Bragança foi D. Afonso, filho ilegítimo de D. João I (1385-1433). Mas a construção do Palácio Ducal, que se pode visitar actualmente, deve-se ao 4º Duque de Bragança, D. Jaime que, no séc. XVI, muito contribuiu para o desenvolvimento da vila. Durante as Cortes de 1646, D. João IV, 8º Duque de Bragança, coroou e proclamou padroeira de Portugal a imagem de Nossa Senhora da Conceição, venerada na igreja matriz. A partir desse momento os Reis de Portugal deixaram de usar a coroa real. Vila Viçosa é conhecida pelo abundância de mármore na região, pois é extraído e explorado a partir de mais de 160 pedreiras, sendo internacionalmente conhecido (sobretudo o rosa). Estes são os melhores locais para visitar em Vila Viçosa.

 

1. Paço Ducal de Vila Viçosa

No início do século XVI D. Jaime I, 4º Duque de Bragança, decidiu edificar um novo paço em Vila Viçosa. Situado na Horta do Reguengo, fora dos muros do aglomerado urbano medieval, o novo palácio erguia-se num local “caracterizado por extensos olivais e por abundância de água”. Foi durante séculos a sede da sereníssima Casa de Bragança, uma importante família nobre fundada no século XV, que se tornou na Casa Reinante, quando a 1 de Dezembro de 1640, o 8º Duque de Bragança foi aclamado Rei de Portugal (D. João IV). A fachada principal é toda revestida de mármores da região e inspira-se na arquitectura italiana renascentista, com três andares, a cada um deles correspondendo, desde o rés-do-chão ao piso superior, uma das ordens clássicas: dórica, jónica e coríntia.

Vila Viçosa
Vila Viçosa

No interior das suas 50 salas visitáveis guardam-se as peças das preciosas colecções de arte e as raríssimas espécies bibliográficas que pertenceram a D. Manuel II, último monarca reinante de Portugal. Destacam-se pinturas dos membros artistas portugueses do século passado, ourivesaria, tapeçarias flamengas e francesas, pinturas a fresco em paredes e tectos, mobiliário de estilo, porcelanas orientais, portuguesas, italianas e de outras origens, armaria antiga com peças raras de fabrico oriental, português, alemão, francês, etc. Depois da subida de D. João IV ao trono, o Paço de Vila Viçosa deixaria der ser a residência oficial dos Duques de Bragança. No reinado de D. João V, em 1716, o monarca ordenou novas obras no palácio, só terminadas no tempo de D. José. O palácio voltaria a ser remodelado no final do século XIX, sendo então um dos locais preferidos pela Família Real para as suas temporadas fora da capital do reino. Em meados do século XX, por disposição testamentária de D. Manuel II, criou-se a Fundação da Casa de Bragança que passou a tutelar o Paço de Vila Viçosa e que agora funciona como museu.

 

2. Castelo de Vila Viçosa

Vila Viçosa não parece ter sido uma região muito importante, antes da reconquista cristã da península Ibérica, apesar de haver vestígios de ocupação romana, e já na posse portuguesa, só no reinado de D. Afonso III, em 1270, se pode situar o provável início da construção do castelo, que D. Dinis, terá concluído. No reinado de D. Fernando I, o castelo é objecto de melhoramentos e passa a pertencer, depois da crise de 1383 a 1385, a D. Nuno Álvares Pereira, por doação do rei D. João I, como recompensa pelos serviços prestados.

Castelo de Vila Viçosa

Em 1422, os novos donos, os duques de Bragança, mandam construir um paço no castelo, mas o terceiro Duque de Bragança foi acusado de traição e executado, e Já em 1501, depois de ter estado exilado em Castela, D. Jaime de Bragança, filho do duque executado, não quis residir no castelo e mandou construir o actual Paço Ducal. D. Jaime também fez obras no castelo, melhorando as suas defesas, o que voltaria a acontecer durante a Guerra da Restauração, depois de 1640, com a sua adaptação para suportar artilharia, possibilitando-lhe repelir o assalto das tropas espanholas em 1665. Classificado como Monumento Nacional, é propriedade da Fundação da Casa de Bragança, nele funcionam o Museu da Caça e o Museu de Arqueologia da Fundação e também no seu anterior, existe a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

 

3. Igreja e Convento das Chagas

Erigido em 1514, por D. Jaime, para ser o Panteão das Duquesas de Bragança, o Real Convento das Chagas de Cristo, como também é conhecido, foi ocupado em 1535 pelas clarissas provenientes do Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição de Beja. Ali se recolheram jovens da melhor nobreza do reino que ingressavam na vida religiosa, muitas delas nascidas de relações extraconjugais. Apesar do despojamento característico desta ordem religiosa, as muitas doações transformaram este convento num dos mais prósperos e opulentos do país.

Igreja e Convento das Chagas
Igreja e Convento das Chagas

O interior da igreja – classificada, desde 1944, monumento nacional, em conjunto com os claustros do convento –, é totalmente coberto de azulejos policromos datados de 1626, o altar-mor é rico em talha dourada e em pinturas do século XVI. Actualmente o Convento alberga a Pousada D. João IV e nos vários quartos perpetuam-se as lendas encantadas dos tempos em que, nas diversas celas, retiros e oratórios, as religiosas dedicavam o seu tempo à contemplação e oração.

 

4. Igreja e Convento dos Agostinhos

Em frente ao Paço Ducal surge o Convento e Igreja dos Agostinhos, cuja construção teve início em 1267, no reinado de D. Afonso III, sob a invocação de Nossa Senhora da Graça. Entregue à Ordem dos Eremitas Calçados este foi o primeiro convento a ser instituído em Vila Viçosa.

Igreja e Convento dos Agostinhos
Igreja e Convento dos Agostinhos

Aquando do início da construção do Palácio Ducal (1501), o convento foi reestruturado, por ordem de D. Jaime, quarto Duque de Bragança, e a sua fachada ficou virada para o Terreiro do Paço. A igreja, de estilo barroco, transformou-se, a partir de 1677, no Panteão da memória dos Duques de Bragança, acolhendo no seu interior o túmulo do primeiro Duque de Bragança – D. Afonso, classificado monumento nacional desde 1910.

3 COMENTÁRIOS

  1. Bom dia.
    Agradecendo a correção, informo que o Museu do Mármore, em Vila Viçosa, foi transferido no ano 2000 da antiga Estação da CP para as instalações da antiga pedreira da Gradinha. Agrupa num só espaço os aspetos fundamentais e marcantes da indústria extrativa.
    A informação atualizada está no site do Município – http://www.cm-vilavicosa.pt.
    Os meus cumprimentos.

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