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Os 12 melhores locais para visitar em Marvão e arredores

No alto da Serra de São Mamede fica uma das vilas mais bonitas de Portugal. Estes são os melhores locais para visitar em Marvão e arredores.

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Marvão
Marvão

Entre Castelo de Vide e Portalegre, a poucos quilómetros de Espanha, encontramos a tranquila vila de Marvão, no ponto mais alto da Serra de São Mamede. Geograficamente, Marvão é um ponto de defesa estratégico natural, marcado por encostas muito íngremes a Norte, Sul e Oeste, e com acesso a pé apenas pelo lado Este, para onde se desenvolveu a povoação.

Dentro das muralhas, revela-se um bonito conjunto de arquitectura popular alentejana. Nas estreitas ruas de Marvão, descobrem-se facilmente arcos góticos, janelas manuelinas, varandas de ferro forjado embelezando as casas e outros detalhes de interesse em recantos marcados pelo granito local. Um dos principais motivos para visitar a vila é a bela vista sobre a região. Elegemos como miradouros a alta Torre de Menagem e a Pousada de Santa Maria, uma adaptação de duas casas da aldeia, onde também poderá descansar e saborear a gastronomia regional. Perto de Marvão encontra ainda diversos pontos de interesse e locais dignos de visita, com especial destaque para Castelo de Vide, para as Ruínas Romanas de Ammaia e para a Serra de São Mamede. Estes são os melhores locais para visitar em Marvão e arredores.

 

1. Castelo de Marvão

O castelo de Marvão situa-se no mais alto pico da Serra de São Mamede, em pleno Parque Natural, a ocupação deste território pode remontar à pré-história, mas não há certezas quanto a isso, como também não há, sobre a sua ocupação pelos romanos, todavia a proximidade de uma via romana, que atravessava o rio Sever, aponta para essa possibilidade. O que parece certo é que D. Afonso Henriques, terá conquistado esta fortificação aos mouros, por volta de 1166, na sequência da campanha que se iniciou com a conquista de Alcácer do Sal.

Castelo de Marvão
Castelo de Marvão – João Serra

A data mais antiga que atesta a pertença portuguesa deste castelo, é 1214. Novas obras foram iniciadas depois da restauração da independência em 1640, para adaptação da fortaleza ao uso de artilharia e antes das obras terminarem foi atacada pelas forças espanholas, que voltaram a atacar este castelo em 1704 e 1772. Já no século XIX, durante as invasões francesas, chegou a ser ocupado por estas forças. Classificado como Monumento Nacional, tem vindo a ser mantido em bom estado de conservação com o apoio da Liga dos Amigos do Castelo e da Câmara Marvão.

 

2. Cidade Romana de Ammaia

A cidade romana de Ammaia, ficou perdida no vale da Aramanha, no Alentejo e só foi redescoberta no século passado. Desde então está a ser escavada e investigada por cientistas de todo o mundo. Entre a população local os vestígios romanos são conhecidos desde sempre, mas só no princípio do século passado se começou a perceber que aquilo que estava enterrado no Vale da Aramanha era uma cidade Romana. Construída de raiz no século I DC alcançou o seu esplendor nos trezentos anos seguintes. A partir do século IX desaparecem as referências à cidade como urbe habitada. As suas pedras serviram para construir outros lugares e monumentos.

Ammaia
Ammaia

Da antiga cidade sobrava um mito, até que no princípio do século XX surgiram indícios fortes que indiciavam a existência de uma cidade de grande dimensão naquela zona. A meio do século concretizaram-se as primeiras escavações e na última década intensificaram-se os trabalhos que recorrem também a novas tecnologias. Os arqueólogos conhecem hoje o desenho e a arquitectura de Ammaia, graças a uma tecnologia que permitiu radiografar toda a área. Os trabalhos de exploração, geridos por uma fundação privada, prometem trazer mais revelações sobre esta cidade que conta a história do poder romano e da sua decadência na Península Ibérica.

 

3. Casa da Cultura de Marvão

É um dos mais importantes elementos da arquitectura civil da vila e, simultaneamente, o maior edifício antigo da mesma, o que, conjugado com a sua localização, atesta a sua importância política e administrativa através dos tempos. Com efeito, situa-se na confluência de três ruas (Rua de Cima, Rua das Portas da Vila e Rua do Relógio) que por sua vez procedem das três portas da cerca urbana medieval (respectivamente, Portas de Ródão, Portas da Vila e Postigo do Torrejão). A confluência constitui-se na praça, a do Pelourinho (também chamada praça da Vila), tendo ao centro este dispositivo de aplicação de justiça e símbolo do poder local, também ele manuelino.

Casa da Cultura de Marvão
Casa da Cultura de Marvão

O espaço onde antes se localizava a antiga secretaria camarária, foi reabilitado para Auditório e dotada da mais moderna aparelhagem audiovisual, sendo agora oferecido, tal como a Sala de Reuniões, para a realização dos mais variados eventos. A cantaria fingida encontra-se coroada por ameias de inspiração manuelina e por quatro torrinhas decoradas, respectivamente, da esquerda para a direita, pela Cruz de Malta, pela esfera armilar, pelo antigo brasão municipal e pela Cruz de Cristo. A fachada da entrada da Câmara Velha apresenta, contudo, uma clara marca barroca na decoração da porta, atestada, temporalmente, por uma pequena lápide com a data inscrita de 1759.

 

4. Museu Municipal

A Igreja de Santa Maria, há muito fechada ao culto, e em avançado estado de ruína, foi recuperada para a instalação do Museu Municipal de Marvão. No dia 7 de Novembro de 1987 abriram-se, pela primeira vez, aos visitantes as portas do Museu, tornando-se realidade uma velha aspiração das populações deste concelho, que, oferecendo ou cedendo peças, em muito contribuíram para tornar possível este projecto.

Museu Municipal
Museu Municipal

O portal principal, de granito, voltado a nascente, reestruturado no século XVI, apresenta um frontão interrompido, encimado por uma janela rectangular, ladeado por uma torre, quadrangular, com dois olhais. O acesso à torre é feito através de escada, em caracol, de granito, do século XVI. A apresentação do rico e variado espólio obedeceu ao propósito de oferecer ao visitante um passeio pela História do Concelho de Marvão, desde o Paleolitico aos tempos dos nossos avós.

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