VortexMag
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle
  • Natureza
No Result
View All Result
VortexMag
No Result
View All Result
Home História

A estátua desaparecida da Ilha do Corvo: um enigma antes da chegada dos portugueses

Uma misteriosa estátua apontava para o Ocidente na Ilha do Corvo antes da chegada dos portugueses. Seria cartaginesa? Um enigma ainda por resolver.

VxMag by VxMag
Set 14, 2025
in História
1
estátua desaparecida da Ilha do Corvo

estátua desaparecida da Ilha do Corvo

Partilhar no FacebookGuardar no Pinterest

ArtigosRelacionados

A aldeia perdida do Gerês onde a democracia nasceu primeiro

A aldeia perdida do Gerês onde a democracia nasceu primeiro

Ago 19, 2026
Albano Beirão: o "Homem Macaco" que aterrorizou Portugal no início do século XX

Albano Beirão: o “Homem Macaco” que aterrorizou Portugal no início do século XX

Ago 10, 2026
Duarte Pacheco Pereira

Duarte Pacheco Pereira: o navegador que poderá ter descoberto o Brasil antes de Cabral

Set 22, 2025
Suevos

A herança e a importância dos Suevos na história de Portugal

Set 21, 2025

Muito antes de o nome “Portugal” ecoar pelos oceanos, a ilha mais pequena dos Açores já guardava um segredo.

Quando os navegadores portugueses se aproximaram da Ilha do Corvo, no século XV, vindos do noroeste, foram surpreendidos por algo invulgar: no alto de um penhasco erguia-se a figura de um homem a cavalo, talhado em pedra.

A escultura — de dimensões notáveis — mostrava um cavaleiro de olhar fixo no horizonte, com o braço estendido e o indicador apontado a ocidente, como que a indicar um caminho por explorar.

Sobre a pedra que lhe servia de base, lia-se ainda, embora desgastada pelo tempo e pelo mar, a inscrição: “Jesus, avante!”. Uma espécie de apelo simbólico aos descobridores para seguirem rumo ao desconhecido.

De onde veio esta estátua?

Não se sabe quem a colocou ali. Algumas teorias atribuem-na aos cartagineses ou aos seus antecessores fenícios, povos antigos com reconhecida capacidade de navegação no Atlântico.

As viagens de exploradores como Hanno e Himilco, referidas por autores clássicos, indicam que estes navegadores já frequentavam zonas costeiras bem distantes do Mediterrâneo. E há provas de presença cartaginesa em locais como Mogador, na costa atlântica de África.

A presença de moedas púnicas encontradas no Corvo, bem como relatos históricos e representações equestres comuns nas culturas do Mediterrâneo, alimentam a hipótese de que a ilha poderia ter sido conhecida muito antes da chegada dos portugueses. No entanto, nenhuma prova arqueológica foi ainda conclusiva.

O desaparecimento e a persistência do mito

Durante o reinado de D. Manuel I, terá sido enviada uma expedição para remover a estátua e transportá-la para o reino. O plano correu mal e a escultura partiu-se em pedaços, dos quais alguns teriam sido levados para Lisboa.

Hoje, apenas resta a memória — e o promontório a noroeste da ilha, que guarda o nome original do local: ilha do Marco.

Apesar da sua provável origem lendária, a história da estátua do Corvo continua a fascinar. Em 1983, escavações lideradas por B. Isserlin, da Universidade de Leeds, revelaram fragmentos de cerâmica invulgar. A datação não foi conclusiva, mas voltou a alimentar o debate.

Mais tarde, o escritor Gavin Menzies aventou a teoria — sem provas — de que a estátua teria sido obra de navegadores chineses no século XIV. Hipótese que permanece no campo da especulação.

Para lá do mito

A história da estátua equestre da Ilha do Corvo pode não resistir a uma análise histórica rigorosa, mas resiste como símbolo.

Num tempo em que se revê criticamente o mito da primazia portuguesa nas ilhas atlânticas, torna-se cada vez mais importante estudar com abertura e cuidado a pré-história dos Açores e de toda a Macaronésia.

A estátua desapareceu. O mistério, esse, permanece. E continua a inspirar quem se aventura a estudar o passado mais remoto das ilhas portuguesas.

Ajude-nos a chegar mais longe

Gosta do que lê na VortexMag? Adicione-nos como fonte preferida no Google e passe a ver mais dos nossos artigos nos seus resultados de pesquisa.

Adicionar como Fonte Preferida  →
VxMag

VxMag

A VxMag é a assinatura editorial coletiva da Vortex Magazine. Os artigos publicados sob este nome são escritos e revistos pela equipa da redação, que cobre sociedade, cultura, viagens, tecnologia e atualidade com o mesmo compromisso de rigor e verificação de factos.

Comments 1

  1. Vela Zeppelin says:
    12 meses ago

    Cartaginesa ou chinesa e a dizer, em português decerto, “Jesus, avante”! Que historinha…

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

O infinitivo pessoal: a curiosidade gramatical que torna o português quase único
Sociedade

O infinitivo pessoal: a curiosidade gramatical que torna o português quase único

by VxMag
Set 7, 2026
0

O infinitivo pessoal: a curiosidade gramatical que torna a língua portuguesa quase única no mundo, ao permitir conjugar até um...

Read moreDetails
Cabidela de frango à moda antiga: o prato que pede convicção

Cabidela de frango à moda antiga: o prato que pede convicção

Set 7, 2026
Cavacas: a receita original das conchas estaladiças cobertas de glacé

Cavacas: a receita original das conchas estaladiças cobertas de glacé

Set 7, 2026
Quem tem prioridade numa passadeira sem semáforo em Portugal

Quem tem prioridade numa passadeira sem semáforo em Portugal

Set 7, 2026
A verdadeira margem de erro dos radares de velocidade em Portugal

A verdadeira margem de erro dos radares de velocidade em Portugal

Set 7, 2026
Como funciona a pensão de invalidez em Portugal e quem tem direito

Como funciona a pensão de invalidez em Portugal e quem tem direito

Set 7, 2026

© 2024 Vortex Magazine

Mais infomação

  • Ficha Técnica
  • Quem somos
  • Política de privacidade
  • Estatuto editorial

Redes Sociais

No Result
View All Result
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle
  • Natureza

© 2024 Vortex Magazine