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Constância: a vila onde o Zêzere se junta ao Tejo e onde a tradição diz que Camões viveu

Constância: a vila onde o Zêzere se junta ao Tejo e onde a tradição diz que Camões viveu
Constância: a vila onde o Zêzere se junta ao Tejo e onde a tradição diz que Camões viveu

Casas brancas em socalcos, ruas que descem até à água e dois rios que se encontram aos pés da vila. Constância tem uma das localizações mais bonitas do Ribatejo, precisamente no ponto onde o Zêzere desagua no Tejo.

É uma vila pequena, que se percorre a pé numa manhã, mas carregada de história e de poesia. Não é por acaso que lhe chamam vila poema.

De Punhete a Constância

Durante séculos, a vila chamou-se Punhete. O nome atual foi dado por D. Maria II, em 1836, como reconhecimento pela constância com que a terra apoiou a causa liberal.

A vida da vila sempre esteve ligada aos dois rios, à pesca e aos barcos que navegavam no Tejo. Essa memória continua viva no Museu dos Rios e das Artes Marítimas, uma das paragens obrigatórias para perceber a história local. As ruas sobem pela encosta a partir da margem, e cada miradouro mostra o encontro das águas de um ângulo diferente.

A vila de Camões

A tradição local diz que Luís de Camões viveu em Constância por volta de 1548 a 1550, afastado da corte. Não há prova documental definitiva, mas a vila abraçou essa ligação como parte da sua identidade.

A expressão vila poema foi criada em 1989 pelo historiador António Matias Coelho, como conta o jornal médioTejo. Da mesma ideia nasceram, em 1994, as Pomonas Camonianas, que se realizam por volta do 10 de junho.

  • A estátua de Camões, virada para o Zêzere
  • O Jardim-Horto de Camões, com 52 espécies de plantas referidas na obra do poeta
  • A Casa-Memória de Camões
  • O Museu dos Rios e das Artes Marítimas.

O Jardim-Horto foi desenhado pelo arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles e inaugurado em 1990. Percorrê-lo é uma forma diferente de ler a obra do poeta, planta a planta.

A festa dos barcos na segunda-feira de Páscoa

Se houver uma altura especial para visitar Constância, é a segunda-feira de Páscoa. Nesse dia realiza-se a Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, com a bênção dos barcos: primeiro no Zêzere e depois no Tejo.

A tradição tem pelo menos três séculos e atrai tripulações de todo o vale do Tejo. Os barcos engalanados enchem o rio, e a vila vive um dos dias mais animados do ano.

Depois da bênção no rio, há ainda a bênção dos veículos na praça principal, sinal de como a festa se foi adaptando aos tempos. A segunda-feira de Páscoa é também o feriado municipal, por isso a vila enche-se de visitantes e convém chegar cedo para encontrar lugar junto à margem.

Almourol, a poucos quilómetros

Constância é também uma excelente base para visitar o Castelo de Almourol, numa ilha do Tejo, já no concelho de Vila Nova da Barquinha. Reconstruído pelos Templários sob Gualdim Pais, com obras terminadas em 1171, é Monumento Nacional desde 1910 e só se alcança de barco.

O erro mais comum é ver Almourol e seguir viagem sem parar em Constância. As duas visitas completam-se, e a vila é o sítio ideal para almoçar junto ao rio. Para preparar a visita ao castelo, vale a pena ler sobre o Castelo de Almourol.

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VxMag

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