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Quanto custa refrescar a casa com ar condicionado? E há soluções mais baratas?

Um ar condicionado fixo de 12.000 BTUs custa entre 18 e 22 euros por mês a ligar 4 horas por dia. Saiba o que gastam as alternativas e as estratégias gratuitas para aguentar o calor.

VxMag by VxMag
Jun 22, 2026
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Quando as temperaturas sobem, a dúvida instala-se antes de carregar no botão: quanto vai custar ligar o ar condicionado? O receio da fatura paralisa muita gente — e em muitos casos de forma desnecessária, porque os aparelhos modernos são significativamente mais eficientes do que a maioria das pessoas imagina.

O que gasta realmente um ar condicionado

Os cálculos variam consoante a potência do aparelho, a tarifa da operadora e o isolamento da habitação. Mas com base num preço médio de eletricidade de 0,15 euros por kWh, é possível ter uma estimativa razoável.

Um aparelho fixo do tipo split de 12.000 BTUs — adequado para uma sala de dimensão média — consome entre 0,8 e 1 kW por hora em funcionamento máximo. O custo por hora fica entre 0,12 e 0,15 euros. Ligado quatro horas por dia durante um mês, o impacto na fatura é de aproximadamente 18 a 22 euros por divisão.

Um detalhe relevante: quase todos os aparelhos novos têm tecnologia inverter. Em vez de desligar e ligar constantemente, o motor reduz a velocidade quando atinge a temperatura desejada e mantém o ambiente fresco com consumo mínimo. É a principal razão pela qual os aparelhos atuais são muito mais eficientes do que os modelos de há dez anos.

Os ar condicionados portáteis são a exceção a esta lógica. Para arrefecer o mesmo espaço, consomem frequentemente o dobro ou o triplo de um sistema fixo — e com resultados inferiores. Se o objetivo é eficiência, os portáteis raramente são a melhor escolha.

Climatização · Custos reais · Portugal 2026
Quanto custa refrescar a minha casa este verão?
Escolhe o equipamento, indica as horas de uso e vê o custo mensal, o custo da época e a comparação com as alternativas.
AC Split AC Portátil Ventoinha Climatizador evaporativo
Seleciona o teu equipamento
Parâmetros de uso
Horas de uso por dia4 h/dia
1 h/dia24 h/dia
Meses de uso por ano3 meses
1 mês6 meses (Abr–Set)
Preço do kWh0,15 €
0,10 €0,30 €
Valores estimados. AC Split 12.000 BTU inverter: consumo médio ~0,9 kW/h. AC portátil: ~1,8 kW/h. Ventoinha de pé: ~0,065 kW/h. Climatizador evaporativo: ~0,08 kW/h. Preço médio em Portugal (2026): ~0,15–0,22 €/kWh. Consumo real varia com a potência do aparelho, isolamento e temperatura exterior.

Alternativas com menor custo de aquisição

Para quem não quer ou não pode instalar um sistema fixo, há opções com custos de funcionamento muito mais baixos.

Uma ventoinha de teto ou de pé não arrefece o ar — mas cria uma corrente que facilita a evaporação do suor na pele e reduz a sensação térmica até cerca de 3°C. O consumo é de 50 a 100 watts. Nas mesmas quatro horas diárias, o custo mensal fica abaixo dos dois euros.

Os climatizadores evaporativos usam um depósito de água e um ventilador que faz passar o ar por um filtro húmido, baixando ligeiramente a temperatura e aumentando a humidade do ambiente. São mais eficazes em climas secos e têm um custo de funcionamento semelhante ao de uma ventoinha — dois a três euros por mês.

O que não custa nada

Antes de gastar energia a arrefecer, o mais eficaz é evitar que o calor entre. Fechar persianas, estores ou portadas nas horas de maior calor — especialmente nas janelas orientadas a sul e a oeste — reduz significativamente a temperatura interior sem qualquer custo energético.

A ventilação cruzada noturna é igualmente eficaz: abrir janelas em extremidades opostas da casa durante a noite ou ao início da manhã cria uma corrente que renova o ar e baixa a temperatura acumulada durante o dia.

Outro ponto frequentemente ignorado: fornos, máquinas de lavar e televisores antigos geram calor residual. Evitar usá-los nas horas mais quentes do dia contribui para manter a casa mais fresca sem esforço adicional.

A combinação de um ar condicionado bem dimensionado — ou uma boa ventoinha — com hábitos simples de isolamento é, na prática, o que separa uma fatura razoável de uma fatura que surpreende negativamente no fim do mês.

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