Quando as temperaturas sobem, a dúvida instala-se antes de carregar no botão: quanto vai custar ligar o ar condicionado? O receio da fatura paralisa muita gente — e em muitos casos de forma desnecessária, porque os aparelhos modernos são significativamente mais eficientes do que a maioria das pessoas imagina.
O que gasta realmente um ar condicionado
Os cálculos variam consoante a potência do aparelho, a tarifa da operadora e o isolamento da habitação. Mas com base num preço médio de eletricidade de 0,15 euros por kWh, é possível ter uma estimativa razoável.
Um aparelho fixo do tipo split de 12.000 BTUs — adequado para uma sala de dimensão média — consome entre 0,8 e 1 kW por hora em funcionamento máximo. O custo por hora fica entre 0,12 e 0,15 euros. Ligado quatro horas por dia durante um mês, o impacto na fatura é de aproximadamente 18 a 22 euros por divisão.
Um detalhe relevante: quase todos os aparelhos novos têm tecnologia inverter. Em vez de desligar e ligar constantemente, o motor reduz a velocidade quando atinge a temperatura desejada e mantém o ambiente fresco com consumo mínimo. É a principal razão pela qual os aparelhos atuais são muito mais eficientes do que os modelos de há dez anos.
Os ar condicionados portáteis são a exceção a esta lógica. Para arrefecer o mesmo espaço, consomem frequentemente o dobro ou o triplo de um sistema fixo — e com resultados inferiores. Se o objetivo é eficiência, os portáteis raramente são a melhor escolha.
Alternativas com menor custo de aquisição
Para quem não quer ou não pode instalar um sistema fixo, há opções com custos de funcionamento muito mais baixos.
Uma ventoinha de teto ou de pé não arrefece o ar — mas cria uma corrente que facilita a evaporação do suor na pele e reduz a sensação térmica até cerca de 3°C. O consumo é de 50 a 100 watts. Nas mesmas quatro horas diárias, o custo mensal fica abaixo dos dois euros.
Os climatizadores evaporativos usam um depósito de água e um ventilador que faz passar o ar por um filtro húmido, baixando ligeiramente a temperatura e aumentando a humidade do ambiente. São mais eficazes em climas secos e têm um custo de funcionamento semelhante ao de uma ventoinha — dois a três euros por mês.
O que não custa nada
Antes de gastar energia a arrefecer, o mais eficaz é evitar que o calor entre. Fechar persianas, estores ou portadas nas horas de maior calor — especialmente nas janelas orientadas a sul e a oeste — reduz significativamente a temperatura interior sem qualquer custo energético.
A ventilação cruzada noturna é igualmente eficaz: abrir janelas em extremidades opostas da casa durante a noite ou ao início da manhã cria uma corrente que renova o ar e baixa a temperatura acumulada durante o dia.
Outro ponto frequentemente ignorado: fornos, máquinas de lavar e televisores antigos geram calor residual. Evitar usá-los nas horas mais quentes do dia contribui para manter a casa mais fresca sem esforço adicional.
A combinação de um ar condicionado bem dimensionado — ou uma boa ventoinha — com hábitos simples de isolamento é, na prática, o que separa uma fatura razoável de uma fatura que surpreende negativamente no fim do mês.






