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Os 12 melhores locais para visitar em Montalegre

Terra de gente aguerrida e hospitaleira, entre Trás-os-Montes e o Gerês. Estes são os melhores locais para visitar em Montalegre.

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Montalegre
Montalegre (Fernando Ribeiro)

A vila de Montalegre é uma das mais carismáticas e bonitas de Portugal. Esta pequena localidade transmontana distingue-se pela sua natureza deslumbrante, englobando no seu território parque do Parque Nacional Peneda Gerês, com muitos pontos de interesse e atracções turísticas para visitar. A população de Montalegre sempre viveu intimamente ligada ao meio que a rodeava e isto pode ser comprovado ainda hoje nos seus vestígios arqueológicos e nas suas tradições. O povo desta terra soube, como poucos, aproveitar os poucos recursos ao seu dispor e maximizá-los.

Montalegre
Montalegre

Não é à toa que Montalegre atrai milhares de turistas que aqui chegam para provar os produtos regionais na sua feira do fumeiro, divertir-se nas suas festividades a cada sexta-feira 13 ou procurar a cura de “certas maleitas” no congresso anual de medicina tradicional de Vilar de Perdizes. Toda esta atenção que Montalegre consegue captar deve-a sobretudo a um grande homem da terra, o Padre Fontes, um transmontano puro, feito de honra, dignidade e amor pela sua terra e pelo seu povo. Estes são os melhores locais para visitar em Montalegre.

 

1. Castelo de Montalegre

O castelo de Montalegre tem o início da sua construção atribuída ao rei D. Afonso III, por volta de 1270, mas as obras continuaram nos reinados seguintes e ainda no reinado de D. Afonso IV, por volta de 1330, há referências a obras, nomeadamente à construção da Torre de Menagem. As preocupações com esta fortificação justificavam-se com a necessidade de defesa da fronteira, do reino de Portugal, de que esta região fez parte a partir da independência e que ao longo de séculos foi ameaçada por Castela. O local onde foi edificada apresenta testemunhos de uma ocupação remota, provavelmente com um castro pré-histórico e depois pelos romanos, visigodos, muçulmanos e voltou à posse cristã a partir do século VIII. Durante a crise de 1383, devido à morte do rei D. Fernando, sem herdeiros masculinos, com sua filha D. Beatriz, casada com o rei de Castela, a reclamar o trono português, o que não interessava por significar a perda da independência, este castelo tomou o partido de D. Beatriz.

Castelo de Montalegre
Castelo de Montalegre

A resolução da crise passava pela possibilidade de subir ao trono, ou o filho do Rei Pedro I e Inês de Castro, a viver em Castela, ou João, Grão-Mestre de Aviz, filho de D. Pedro I e da aia de Inês de Castro, Teresa Lourenço, optou-se então pelo segundo, e uma guerra com Castela, que estava ao lado de D. Beatriz. Já no final desta guerra, por volta de 1385, o castelo foi submetido pelas forças de D. João I, que o doou ao Condestável, D. Nuno Álvares Pereira. Depois de 1640, com a Guerra da Restauração da independência portuguesa a estrutura defensiva foi modernizada para utilizar artilharia. Classificado como Monumento Nacional, recebeu já no século XX, obras restauro e nele foi instalado um núcleo museológico.

 

2. Vilarinho de Negrões

Na margem sul da Albufeira do Alto Rabagão encontra-se Vilarinho de Negrões, uma das aldeias mais pitorescas de toda a região, pelo seu casario ainda relativamente preservado e, acima de tudo, por se encontrar sobre uma estreita e bela península – um pedacinho de terra poupado à subida das águas.

Vilarinho de Negrões
Vilarinho de Negrões

Vilarinho de Negrões é assim uma terra que se vê diariamente ao espelho e se distingue à distância pela sua perfeita simetria, uma espécie de Jardim do Éden português. Perto, situa-se a freguesia de Negrões, alma gémea, que possui um forno todo em granito. É um monumento a contrastar com canastros esguios, onde o milho e o centeio se conservam. Prepare-se, a região do Barroso é diferente de tudo aquilo que alguma vez já viu!

 

3. Pitões das Júnias

Localizada em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, no bonito concelho de Montalegre, Pitões das Júnias é uma das mais tradicionais e pitorescas aldeias transmontanas, que tem conseguido manter ao longo dos séculos a sua pequena população e o aspecto medieval, de construções em pedra, sendo um dos principais atractivos turísticos desta região nos meses de Verão, contando já com algumas unidades de turismo ecológico.

Pitões das Júnias
Pitões das Júnias – Rui Videira

A origem desta aldeia origem confunde-se com a do Mosteiro de Santa Maria das Júnias, localizado num vale isolado, consagrado à Senhora das Unhas que acabou por se tornar Senhora das Júnias. O ano de 1147 será a data provável da fundação do mosteiro das Júnias, como atesta a data gravada no muro da igreja. Sabe-se que a incorporação na importante Ordem de Cister ocorreu no séc. XIII, sendo este o estabelecimento cisterciense mais isolado que se tem conhecimento.

 

4. Ponte da Mizarela

A Ponte da Misarela (ponte do diabo) localiza-se sobre o rio Rabagão, a cerca de um quilómetro da sua foz no rio Cávado, na freguesia de Ruivães, concelho de Vieira do Minho, distrito de Braga, em Portugal. Liga as freguesias de Ruivães à de Ferral, no concelho de Montalegre. Está implantada no fundo de um desfiladeiro escarpado, assente sobre os penedos e com alguma altitude em relação ao leito do rio, sendo sustentada por um único arco com cerca de 13 metros de vão. Foi erguida na Idade Média e reconstruída no início do século XIX. Segundo a lenda local, esta ponte foi construída pelo próprio Diabo: Havia um mau homem em terras de Além Douro, a quem a justiça encarniçadamente perseguia por vários crimes e que sempre escapava, como conhecedor que era dos esconderijos proporcionados pela natureza.

Ponte da Misarela
Ponte da Misarela

Apertado, porém, muito de perto, embrenhou-se um dia no sertão e, transviado, achou-se de repente à borda de uma ribeira torrencial, em sítio alpestre e medonho, pelo alcantilado dos penedos e pelo fragor das águas que ali se despenhavam em furiosa catadupa. Apelou o malvado para o Anjo-Mau e tanto foi invocá-lo que o Diabo lhe apareceu. ‘Faz-me transpor o abismo e dou-te a minha alma’, disse-lhe. O Diabo aceitou o pacto e lançou uma ponte sobre a torrente. O réprobo passou e seguiu sem olhar para trás como lhe fora exigido, mas pouco depois sentiu grande estrépito, como de muitas pedras que se derrocavam, e ninguém mais ouviu falar da improvisada ponte.

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