Limpeza

Óleo de fritar usado: porque não deve ir pelo ralo e onde se deita depois de arrefecer

Óleo de fritar usado: porque não deve ir pelo ralo e onde se deita depois de arrefecer
Óleo de fritar usado: porque não deve ir pelo ralo e onde se deita depois de arrefecer

Depois de uma fritura, a tentação é despejar o óleo no lava-loiça e abrir a torneira de água quente. Parece desaparecer, mas o problema só mudou de sítio: fica nos canos da casa e, mais à frente, na rede de esgotos.

O óleo alimentar usado tem um circuito próprio de recolha em Portugal, e entregá-lo corretamente dá pouco trabalho. Basta uma garrafa e alguns minutos de paciência.

O que acontece ao óleo no cano

Quando arrefece, o óleo solidifica e cola-se às paredes dos tubos. Junta-se a restos de comida, detergente e cabelos, e forma camadas que reduzem a passagem da água.

Segundo a DECO, estas acumulações estão entre as principais causas de entupimentos nas redes urbanas. Nas estações de tratamento de águas residuais, as gorduras dificultam o processo e aumentam os custos.

Dentro de casa, o primeiro sinal costuma ser a água a escoar devagar no lava-loiça. Quando isso acontece, a gordura já está instalada no sifão ou no tubo de saída, e os truques caseiros nem sempre chegam. O artigo sobre como desentupir ralos sem produtos agressivos ajuda nos casos mais simples.

A sanita também não serve

Deitar o óleo na sanita é outro erro comum. O destino final é o mesmo esgoto, e o efeito é idêntico: a gordura endurece nas canalizações do prédio e da rua.

Também não deve ser deitado no lixo indiferenciado em recipientes abertos, nem na terra do quintal. O óleo não se decompõe depressa e pode atrair animais e criar maus cheiros.

Como guardar o óleo em casa

O processo é simples:

  • deixar o óleo arrefecer por completo na frigideira ou na fritadeira;
  • passar por um funil para uma garrafa de plástico, por exemplo, de 1,5 litros;
  • fechar bem a garrafa e guardá-la num armário, longe do fogão;
  • quando estiver cheia, levar ao oleão ou ao ecocentro.

Um funil de cozinha reservado para este fim evita derrames. Pequenos restos de comida podem ser retirados antes, com uma escumadeira, para a garrafa não ganhar cheiro tão depressa.

Onde fica o oleão

O enquadramento legal da recolha é o Decreto-Lei n.º 267/2009, que obrigou os municípios a criar redes de pontos de recolha. Os oleões costumam estar junto aos ecopontos, a supermercados ou a juntas de freguesia.

Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, em 2016 já existiam mais de 5000 pontos municipais de recolha no país. A localização pode ser consultada no site da câmara municipal ou da empresa de resíduos da região.

Ao entregar, a garrafa fechada vai inteira para dentro do oleão. Não se deve despejar o óleo solto nem deixar garrafas no chão quando o contentor está cheio.

Uma segunda vida para o óleo

O óleo recolhido não é desperdiçado. Segundo a DECO, a partir de 1000 litros de óleo alimentar usado é possível produzir mais de 900 litros de biodiesel.

Há ainda um cuidado que convém lembrar: o óleo alimentar não deve ser misturado com óleo de motor, que tem um circuito diferente. Misturar os dois inutiliza o conteúdo da garrafa.

Reduzir a quantidade de óleo também ajuda. Fritar em recipientes mais pequenos e limpar a gordura do fogão com regularidade torna a cozinha mais fácil de manter, tal como manter o exaustor da cozinha a funcionar bem.

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VxMag

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