O Parque Nacional da Peneda-Gerês reúne quatro serras — Amarela, Soajo, Peneda e Gerês — no maior santuário natural de Portugal. Tem dezenas de lagoas e cascatas, mas algumas são demasiado frágeis ou de acesso demasiado difícil para serem recomendadas.
As que se seguem não são propriamente secretas — mas são pouco conhecidas e seguras para visitar, deixando as verdadeiramente remotas protegidas, como devem continuar a estar.
Poças do Malho

No rio Castro Laboreiro, entre a Mistura das Águas e o Ribeiro de Baixo, as Poças do Malho são quatro poços fundos com quatro quedas de água correspondentes.
Servem de fronteira natural entre Portugal e Espanha — e curiosamente, a melhor forma de lá chegar é pelo lado espanhol, seguindo a rota que começa onde termina a estrada entre Olelas e a Mistura das Águas.
Lagoa dos Druidas

Perto da aldeia de Tibo, na freguesia de Gavieiras, a Lagoa dos Druidas alcança-se pelo trilho da Mistura das Águas — um dos mais bonitos do parque inteiro.
Águas límpidas e cristalinas convidam ao banho nos dias mais quentes, e as Poças do Malho ficam suficientemente perto para combinar as duas visitas num único dia.
Cascata das Lagoas da Mata da Albergaria

Apesar de ficar perto da conhecida Cascata da Portela do Homem, esta é uma das cascatas menos visitadas do Gerês. O acesso faz-se através de uma caminhada pela Mata da Albergaria — um bosque que parece saído de conto de fadas — até chegar a uma sucessão de pequenas cascatas com lagoas de tom esverdeado.
Poço Verde de Fafião

No rio Fafião, perto da aldeia homónima, o Poço Verde ganhou fama nos últimos anos pela beleza e atmosfera serena — o que trouxe também mais visitantes, nacionais e estrangeiros. Ainda assim, escolhendo o dia certo, é possível ter o local praticamente só para si.
Cascata da Rajada

Uma das cascatas menos conhecidas do parque, acessível apenas a pé, com pequenas piscinas naturais na base que recompensam o esforço da caminhada. O isolamento é parte do que torna este local especial — quem chega até lá raramente encontra mais do que um punhado de pessoas.
Poço Azul

Cada vez mais procurado, mas tão pequeno que basta uma dezena de pessoas para parecer lotado. Para ter o Poço Azul só para si, a recomendação é visitar durante a semana e partir cedo — o caminho é longo, e este é um dos pontos mais remotos do parque, com um acesso que leva o visitante a explorar zonas mais profundas do interior do Gerês.
Estas seis lagoas e cascatas mostram a diversidade do Gerês sem comprometer os locais mais frágeis do parque.
Escolha a que mais se ajusta à sua disponibilidade física e ao tempo que tem — e, seja qual for a opção, deixe o local tão limpo como o encontrou. É essa a única forma de garantir que continuam acessíveis para quem vier a seguir.







