Apesar do nome, que assusta quem não conhece a receita, o bolo podre não tem nada de estragado — o nome vem da textura húmida e densa que a massa ganha com o mel e o azeite, sem uma migalha seca à vista. É um bolo antigo, feito em várias regiões do interior do país, sobretudo em Trás-os-Montes e na Beira, com ingredientes que qualquer casa tinha à mão.
Não leva manteiga nem leite, o que o tornava um bolo possível de fazer mesmo em anos de vacas magras, e talvez por isso tenha caído em desuso à medida que outras receitas mais açucaradas se popularizaram.
Ingredientes (para uma forma média)
- 4 ovos
- 200 g de açúcar
- 150 ml de azeite
- 150 g de mel
- 300 g de farinha
- 1 colher de chá de canela em pó
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- Raspa de 1 laranja
Modo de preparação
- Bata os ovos com o açúcar até obter um creme claro e volumoso.
- Junte o azeite em fio, batendo sempre, até incorporar por completo.
- Adicione o mel e a raspa de laranja, e envolva bem.
- Peneire a farinha com a canela e o fermento, e junte-os à mistura aos poucos, envolvendo com movimentos suaves.
- Verta a massa numa forma untada e polvilhada com farinha.
- Leve ao forno pré-aquecido a 180°C durante 35 a 40 minutos, até um palito espetado no centro sair limpo.
- Deixe arrefecer na forma durante 10 minutos antes de desenformar.
Dica: este bolo fica ainda melhor no dia seguinte, depois de as horas de repouso ajudarem o mel e o azeite a assentarem por completo na massa.
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