Jardinagem

Camélias: guia completo para plantar e cuidar destas lindíssimas flores

Camélias
Camélias

As camélias são uma das flores mais apreciadas nos jardins portugueses. Elegantes e resistentes, podem florir do outono à primavera, dependendo da espécie, e são perfeitas para dar cor a espaços sombreados ou semissombreados.

Originárias da Ásia — sobretudo da China e do Japão —, pertencem ao género Camellia, da família Theaceae. Algumas espécies são exclusivamente ornamentais, enquanto outras, como a Camellia sinensis, são usadas para produzir chá.

Espécies mais comuns em Portugal

  • Camellia japonica – a mais popular, com flores grandes e vistosas, simples ou dobradas, em várias cores. Floresce no fim do inverno e no início da primavera, em geral de janeiro a abril (algumas variedades começam em dezembro).
  • Camellia sasanqua – flores mais pequenas, simples e perfumadas; tolera melhor o calor e floresce no final do verão e outono.
  • Camellia reticulata – conhecida pelas flores muito grandes e dobradas; floresce entre o fim do inverno e o início da primavera.
  • Camellia sinensis – usada na produção de chá, com flores pequenas e brancas.

Além destas, existem inúmeros híbridos e variedades, disponíveis em viveiros e coleções especializadas.

Como plantar camélias

As camélias podem ser cultivadas em vasos ou diretamente no solo.

Em vasos:

  • Escolha recipientes fundos e com boa drenagem.
  • Utilize substrato ácido e rico em matéria orgânica (turfa, casca de pinheiro, vermiculita).
  • Coloque a planta à meia-sombra, evitando sol direto nas horas mais quentes.

No solo:

  • Prefira locais protegidos do vento, com luz filtrada.
  • O solo deve ser ácido, bem drenado e enriquecido com composto orgânico.
  • Evite zonas encharcadas. Aplique cobertura morta para manter a humidade.

Cuidados essenciais

  • Rega: gostam de humidade constante, mas sem excesso de água. No verão regue 2–3 vezes por semana; no inverno basta uma vez, consoante o solo. Regue sempre junto à base. De julho a setembro a rega regular é ainda mais importante, porque é nessa altura que se formam os botões das flores do ano seguinte; se a terra secar, os botões podem cair antes de abrir.
  • Adubação: depois da floração, na primavera, use um adubo para plantas acidófilas (o mesmo das azáleas e das hortênsias azuis) e repita, se quiser, até ao fim de julho. A partir de agosto não adube: a planta precisa de abrandar antes do inverno.
  • Poda: faça logo após a floração. Retire ramos secos, cruzados ou demasiado longos. Corte também flores murchas para estimular novos rebentos.
  • Proteção: vigie pragas como afídeos ou cochonilhas. Se necessário, recorra a sabão de potássio ou inseticidas adequados.

Como multiplicar

  • Estacas: corte ramos jovens e saudáveis com cerca de 10–15 cm. Plante em substrato húmido e ácido. Em 2–3 meses surgem raízes.
  • Sementes: podem ser usadas, mas o processo é mais demorado. Exigem estratificação a frio antes da germinação.
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