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8 provas de que os Açores já eram habitados antes da chegada dos portugueses

São cada vez mais as provas de que alguém terá chegado aos Açores antes dos portugueses. Umas mais evidentes, outras mais fantasiosas. Conheça 8 delas.

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açores
Grota do Medo (trilhas.pt)

 

São dezenas de estruturas em pedra ou escavadas na rocha encontradas em várias ilhas dos Açores e estão a gerar polémica, porque parecem apontar para a presença humana no arquipélago muito antes da chegada dos portugueses. A multiplicação de descobertas arqueológicas no Corvo, na Terceira e noutras ilhas dos Açores está a provocar polémica, porque parece indicar a presença de navegadores muitos séculos antes da chegada oficial dos portugueses, em 1427 (Diogo de Silves).

Lagoa das Sete Cidades, São Miguel, Açores
Lagoa das Sete Cidades, São Miguel, Açores

Celtas, fenícios, cartagineses, romanos podem ter passado pelo arquipélago, porque o regresso ao Mediterrâneo ou ao norte da Europa de qualquer barco que viajasse ao longo da costa africana teria de ser feito pela chamada volta do Atlântico, por causa da direcção dominante dos ventos de nordeste.

Essa rota passava precisamente pelo grupo central das ilhas dos Açores e pelos seus dois melhores portos naturais: Angra do Heroísmo, na Terceira, e Horta, no Faial.

Açores
Açores

Faltam sondagens, escavações e datações por radiocarbono para se tirarem conclusões definitivas, mas se fosse provada a origem pré-portuguesa dos achados arqueológicos, a História teria de ser rescrita, tanto no que diz respeito à descoberta das ilhas como ao paradigma da navegação no Atlântico.

 

1. A estrutura geológica das Lages

A Terceira continua a ser uma ilha misteriosa, onde os achados arqueológicos pré-portugueses se têm multiplicado (ver caixa ao lado). A suposta necrópole das Lajes, escavada na rocha macia e porosa de um tufo vulcânico, tem sete metros de altura, um tecto semelhante a uma abóbada romana e 178 nichos dispostos de forma semicircular, com sete níveis do chão até à cúpula.

estrutura geológica das Lages
estrutura geológica das Lages

A forma dos nichos, o chão da estrutura e a porta de entrada têm nítidas semelhanças com o columbário romano de Castle Boulevard, em Lenton, no Reino Unido, construído há 3000 anos, e que servia para guardar as cinzas dos mortos. Também possui possui características dos columbários do Vale de Elá e de Beit Lehi, em Israel (o último construído há 2500 anos), com semelhanças formais com as Lajes, em termos de lógica construtiva e de arranjos arquitectónicos.

 

2. Coluna romana em Angra do Heroísmo

Coluna romana em Angra do Heroísmo
Coluna romana em Angra do Heroísmo

Na zona da Grota do Medo, a norte de Angra do Heroísmo (Terceira), foi encontrada a base em pedra de uma escultura com uma inscrição que parece da época romana. O investigador espanhol António Colmenero defende que tem referências ao imperador romano Marco Opelio Macrino, nascido na Mauritânia.

 

3. Construções megalíticas na Grota do Medo

Grota do Medo
Grota do Medo

Existe um complexo megalítico na Grota do Medo com antas, restos de torres e outras construções. Matéria orgânica recolhida por Félix Rodrigues, professor de ciências do ambiente da Universidade dos Açores, numa pia esculpida numa rocha nesta zona, foi datada com 950 anos de idade por um laboratório americano.

 

4. Templos no Monte Brasil

Junto à Baía de Angra do Heroísmo, no Monte Brasil, existem cisternas que podem ser hipogeus (túmulos escavados na rocha) ou templos parecidos com os que foram construídos pela civilização fenício-púnica em toda a região do Mediterrâneo há mais de 2000 anos. Os templos parecem ser dedicados à deusa cartaginesa Tanit, relacionada com o culto da água. No interior destas pequenas grutas existem estruturas semelhantes a altares. Um dos monumentos localiza-se no “Monte do Facho” e possui estruturas tipo pias, associadas a canais provavelmente para libações, “cadeiras” escavadas na rocha, um tanque cerimonial coberto pela vegetação e dezenas de buracos de poste, que confirmam a existência de coberturas leves destes espaços.

Monte Brasil
Monte Brasil

Os especialistas adiantaram que no primeiro existem quatro pias circulares, associadas a canais, visando a recolha de água doce e a realização de rituais com libações, associadas com a água, provavelmente associadas a sacrifícios. Quanto ao segundo “templo-santuário” também escavado na rocha, do tipo hipogeu, encerra no seu interior um tanque ritual, que se acede por pequenas escadas, tendo ao longo do seu interior um banco onde se praticavam abluções, possuindo ainda dois nichos onde se poriam a estátua da divindade»

 

5. O genes dos ratos trazidos pelos Vikings

Estudos genéticos recentes à população de ratos domésticos (ratos que habitam geralmente em conjunto com humanos e os acompanham nas suas migrações) indicam que os genes das populações deste animal em algumas ilhas dos Açores são totalmente semelhantes ao genoma das populações de países como a Suécia e a Dinamarca e pouco ou nada iguais aos genes dos ratos existentes em Portugal.

Vikings
Vikings

Os cientistas descobriram que não havia nenhuma identidade entre a Madeira e o Continente, mas há sequências obtidas naquele arquipélago 100% idênticas a sequências encontradas na Alemanha, Dinamarca, Suécia e Finlândia. E em três ilhas dos Açores há semelhanças com a Noruega, Islândia, Escócia e Irlanda.

 

6. A estátua da Ilha do Corvo

A estátua equestre do Corvo foi uma estátua em pedra, representando uma figura humana a cavalo, com um braço apontando para Oeste, alegadamente descoberta na ilha do Corvo, no arquipélago dos Açores, aquando do reconhecimento da ilha no século XV.

Ilha do Corvo
Ilha do Corvo

A informação de que dispomos sobre o monumento, a noroeste do cume do vulcão, é do cronista Damião de Góis (1502-1574). Hoje a estátua já não se encontra lá porque, no tempo de D. Manuel, veio do reino um homem, mandado pelo rei, para a apear e levar. Descuidando-se, a estátua quebrou-se em pedaços, dos quais alguns foram levados ao rei. Mas ainda, na parte noroeste da ilha, encontramos o promontório onde se levantou a estátua equestre e, mais abaixo, o marco que deu o primeiro nome à ilha — ilha do Marco.

 

7. As misteriosas pirâmides da Ilha do Pico

Anzóis, pontas de metal, ossos, conchas, pesos de redes de pesca, utensílios feitos de basalto, carvões e fragmentos de peças de cerâmica, foram descobertos nas primeiras sondagens arqueológicas autorizadas pelo Governo Regional dos Açores (Direcção Regional da Cultura) às misteriosas estruturas piramidais da Ilha do Pico.

Pirâmide nos Açores
Pirâmide nos Açores

As pirâmides estão quase todas concentradas numa área de 6 km2 no concelho da Madalena, junto à costa oeste da ilha dominada pela montanha mais alta de Portugal (2351 metros).

 

8. Relheiras de Cabrito

Existem uns trilhos rasgados na pedra em varias regiões da ilha, normalmente associados aos sulcos dos carros de bois. Sucede que ao se limparem as «relheiras», nome dado a estes trilhos, no local denominado precisamente «Passagem das Bestas», em Cabrito, verificou-se que tinham sido subterradas por piroclastos de uma erupção vulcânica acontecida há cerca de mil anos. Sendo assim, as relheiras terão uma antiguidade superior a mil anos, constituindo um enigma, dado que a ilha começou a ser povoada pelos portugueses no século XV.

Relheiras de Cabrito
Relheiras de Cabrito

Assinale-se que a ilha de Malta tem relheiras semelhantes (cart ruts), para as quais também não há uma explicação satisfatória quanto à sua origem. Neste âmbito, recolhemos o testemunho da existência de relheiras submergidas na enseada de Porto Martins (Praia da Vitória), facto que tentaremos verificar na próxima expedição com a ajuda de mergulhadores.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Lembra os povos que habitavam o Brasil. Na época de Cabral eram os indígenas. Pesquisas arqueológicas apontam que outros habitantes residiam no litoral. Foram dizimados pelos índios que chegaram da região norte. A humanidade está em constantes movimentos. Há corrente s científicas que defendem a teoria que povos da Austrália aportaram nas Américas. Há estudos que indicam que a emigração oriunda pelo estreito e Bhering aconteceu em várias períodos diferentes. Atualmente, assistimos a emigração em massa de asiáticos e africanos para o Velho continente. Vida que segue.

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