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12 fantásticos locais para visitar perto de Leiria

É uma cidade privilegiada e com muito para descobrir nos seus arredores. Estes são os melhores locais para visitar perto de Leiria.

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Castelo de Ourém

A belíssima cidade de Leiria é, talvez, uma das mais privilegiadas de Portugal no que diz respeito à sua centralidade e à quantidade de locais que pode visitar nos seus arredores. Bem perto de Leiria situam-se alguns dos mais imponentes monumentos portugueses, como o Mosteiro da Batalha ou o Mosteiro de Alcobaça, assim como o Santuário de Fátima e localidades muito interessantes como Tomar, Peniche ou Nazaré. Assim sendo, nos arredores de Leiria pode desfrutar de todo o tipo de atracções turísticas e de pontos de interesse. Em poucos minutos, tem acesso a praias, como as praias da Nazaré ou as praias de Peniche, a grandiosos monumentos e a cidades repletas de história. Além disso, perto de Leiria tem ainda a possibilidade de fazer turismo de Natureza no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros ou visitar as grutas da Moeda e de Alvados, por exemplo. Estes são os melhores locais para visitar nos arredores de Leiria.

 

1. Fátima

De origens remotas, foi o domínio árabe que marcou o desenvolvimento do lugar e lhe deu o nome, Fátima. Segundo a lenda, durante a Reconquista Cristã o cavaleiro templário Gonçalo Hermingues, conhecido por Traga-Mouros, apaixonou-se por Fátima, uma moura cativa durante uma emboscada. Correspondendo ao amor, a jovem converteu-se ao cristianismo tomando o nome de Oureana. No séc. XVI, a localidade foi elevada a paróquia da colegiada de Ourém, integrando-se então na Diocese de Leiria. A localidade desenvolveu-se bastante a partir do acontecimento das Aparições de Fátima, no início do séc. XX, transformando-se num dos maiores centros do culto mariano em Portugal, reconhecido mundialmente pela Igreja Católica.

Santuário de Fátima
Santuário de Fátima

A 1º aparição teve lugar em 1917, no lugar da Cova da Iria, onde se situa actualmente o Santuário. As maiores manifestações dos devotos ocorreram a 13 de Maio (onde se destacam a Procissão das Velas, no dia 12 à noite, e a Procissão do Adeus, no dia 13, que encerra as celebrações) e a 13 de Outubro. No entanto, entre estas duas datas, todos os dias 13 são de devoção. Relacionado com o culto a Nossa Senhora de Fátima, podem visitar-se as casas onde viveram os pastorinhos videntes, na aldeia de Aljustrel. No quintal da Casa de Lúcia, um monumento assinala a 2ª aparição do Anjo da Paz e o fim da Via Sacra, iniciada no Santuário. Ao longo da via existem 14 capelinhas oferecidas pelos católicos húngaros refugiados no Ocidente. Destaca-se a passagem por Valinhos, a 400 metros da aldeia, onde monumentos assinalam o local da 4ª aparição em 1917 e a Loca do Anjo, onde em 1916 os pastorinhos viram o Anjo da Paz da 1ª e 3ª vezes.

 

2. Mosteiro da Batalha

Classificado pela UNESCO como Património da Humanidade desde 2007, o Mosteiro da Batalha, ou Convento de Santa Maria da Vitória é uma das maiores jóias arquitectónicas Portuguesas, e também o símbolo mais marcante da Dinastia de Avis. Mandado edificar pelo rei D. João I, Mestre de Avis, como agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota que deu o mote final na difícil crise de 1383-85, os trabalhos de construção iniciaram-se em 1388, atribuídas ao Mestre Afonso Domingues. O Mosteiro da Batalha é hoje o grande monumento do Gótico final português e o primeiro onde se estreou a “Arte Manuelina”. Em 1402 surge a influência Gótica Flamejante, pela mão do Mestre Huguet que se encarrega das obras de construção do Mosteiro, dotando a estrutura de um novo fôlego, iniciando-se a construção da abóbada da Sala do Capítulo, da Capela do Fundador e das Capelas Imperfeitas (panteão do rei D. Duarte).

Mosteiro da Batalha
Mosteiro da Batalha – Dimitry Shaikyn

Sabe-se que ao projecto inicial da construção deste Mosteiro correspondem as diversas dependências monásticas como a Sala do Capítulo, o Refeitório, a Sacristia, a Igreja e o Claustro, entre outros, assemelhando-se em muito em termos estruturais este projecto ao “vizinho” Mosteiro de Alcobaça. De destacar, igualmente, que no Mosteiro da Batalha se encontra o mais importante núcleo de Vitrais Medievais Portugueses, visíveis na Capela-Mor e na Sala do Capítulo, albergando ainda o importante arquivo e o espólio da oficina de Ricardo Leone. Sabe-se hoje que um pequeno e modesto templo, conhecido por Igreja Velha, terá sido construído no início das primeiras obras de construção do Mosteiro, onde se celebravam as cerimónias para todos os operários do estaleiro.

 

3. Mosteiro de Alcobaça

A construção do templo foi iniciada em 1178, tendo como inspiração a abadia de Claraval (em França), sede da Ordem de Cister. O Mosteiro de Alcobaça foi assim construído num estilo a que se chamou Gótico Primitivo, que tem o seu expoente máximo na Catedral de Notre Dame, em Paris. Um dos aspectos mais impressionantes deste monumento é a nave central; simples e pouco ornamentada, é bem demonstrativa do despojamento da época medieval. No entanto, falar no Mosteiro de Alcobaça é falar também da maior história de amor da História de Portugal. A paixão trágica de D. Pedro e D. Inês de Castro está imortalizada naquele local. Os túmulos dos dois amantes recordam, desde o século XIV, que o amor pode ser eterno. Foram colocados frente a frente, para que os dois apaixonados se reencontrem no Dia da Ressurreição.

Mosteiro de Alcobaça
Mosteiro de Alcobaça

Da época medieval são igualmente algumas dependências que permitem imaginar como seria o quotidiano dos monges que o habitaram: o refeitório, o dormitório, a Sala do Capítulo e o Claustro de D. Dinis. Do século XVI é o Claustro do Cardeal, que constitui uma homenagem ao Infante D. Henrique. Posteriores, e seguindo por isso a complexa estética barroca, há espaços igualmente interessantes, como a Sacristia Nova, a Capela Relicário, assim chamada por possuir 89 esculturas-relicário, e a Capela do Desterro, com um interior revestido a azulejos, com episódios bíblico, como a Fuga e o Regresso do Egipto e passos da vida de Jesus.

 

4. Óbidos

Óbidos dispõe de um maravilhoso centro histórico, cercado por muralhas com ameias clássicas, composto por um labirinto de ruas calcetadas e casas caiadas de branco, decoradas com flores assim como brilhantes toques de tinta amarela e azul. Esta charmosa vila atinge o seu esplendor durante a tarde, mas há também inúmeras razões para também pernoitar aqui; pois há um excelente ambiente nos bares medievais, assim como um enorme castelo no alto de uma colina, que se tornou uma das pousadas mais luxuosas de Portugal.

Óbidos
Óbidos

Passear pelo seu enredo de ruas antigas e casas caiadas de branco é uma experiência fabulosa em qualquer época do ano, porém ainda mais especial se visitar durante um dos seus muitos festivais. Visitar Óbidos é como regressar ao passado!

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