O toucinho do céu é um dos doces conventuais mais antigos de Portugal — a sua origem remonta ao convento de Santa Clara de Guimarães, segundo a tradição, e o nome não engana: leva banha de porco, amêndoa moída e uma quantidade generosa de açúcar e gemas que o torna extraordinariamente denso e rico.
É uma sobremesa para servir em fatias pequenas — concentrada ao ponto de uma fatia ser suficiente, duas serem excesso e três serem uma decisão com consequências. Serve-se frio, e melhora de um dia para o outro.
Ingredientes (para 12 a 16 fatias)
- 250 g de amêndoa moída (sem pele)
- 250 g de açúcar
- 100 ml de água
- 6 gemas
- 2 ovos inteiros
- 50 g de banha de porco (ou manteiga)
- Raspa de 1 limão
- Açúcar em pó e canela para polvilhar
Modo de preparação
- Pré-aqueça o forno a 170 °C. Unte uma forma baixa e rectangular com banha ou manteiga e forre com papel vegetal.
- Num tacho, leve o açúcar e a água ao lume até obter uma calda em ponto de fio — quando a calda escorre da colher em fio contínuo sem se partir. Retire do lume e deixe arrefecer ligeiramente.
- Junte a amêndoa moída à calda e misture bem. Adicione a banha amolecida e a raspa de limão.
- Bata ligeiramente as gemas com os ovos inteiros e incorpore à mistura de amêndoa em fio, mexendo sempre para não cozer.
- Verta na forma e leve ao forno 35 a 40 minutos. O toucinho está pronto quando a superfície estiver firme e dourada e um palito inserido no centro sair limpo. O interior deve ficar húmido — não seco.
- Deixe arrefecer completamente antes de desenformar. Polvilhe com açúcar em pó e uma pitada de canela antes de servir. Corte em fatias pequenas.
Dica: O toucinho do céu está no ponto quando a superfície fica firme e dourada, mas o interior continua húmido — se secar por completo no forno, perde a textura que o torna característico.
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