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Salpicar um peão ao passar por uma poça de água dá multa? A infração que muitos desconhecem

Molhar um peão ao passar por uma poça é contraordenação leve, com coimas de 60 a 300 €. Saiba o que diz o Código da Estrada e quando pode existir responsabilidade civil.

VxMag by VxMag
Dez 14, 2025
in Notícias
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Salpicar um peão ao passar por uma poça de água dá multa? A infração que muitos desconhecem

Salpicar um peão ao passar por uma poça de água dá multa? A infração que muitos desconhecem

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Num dia de chuva intensa, é comum ver condutores a passar por poças junto ao passeio sem reduzir a velocidade. O resultado pode ser imediato: uma onda de água que atinge quem circula a pé.

Apesar de muitos considerarem esta situação um simples azar ou algo inevitável, o Código da Estrada prevê regras específicas que responsabilizam o condutor.

Salpicar um peão é, juridicamente, uma forma de projeção de matérias e pode resultar numa contraordenação.

O que diz o Código da Estrada

A base legal encontra-se no Artigo 75.º, que proíbe a projeção de matérias ou detritos a partir do veículo.

Embora o texto se refira a objetos físicos, como lixo ou terra, a interpretação das autoridades inclui também a projeção de água quando esta resulta de falta de prudência.

O princípio é claro: o condutor deve evitar comportamentos que causem incómodo, sujidade ou risco a terceiros.

Quando existe infração

O ato de molhar um peão não é sancionado pela água em si, mas pela negligência demonstrada.

Perante a presença de poças e peões próximos, o condutor tem o dever de ajustar a velocidade e garantir que não provoca salpicos.

Ignorar este dever configura falta de cuidado e pode levar à aplicação de coima.

Coimas aplicáveis

A projeção de água que afete um peão é tratada como contraordenação leve, com coimas entre 60 e 300 euros.

Embora nem sempre haja autoridade no local, a coima pode ser aplicada se o peão ou testemunhas identificarem o veículo e a situação for posteriormente reportada.

Responsabilidade civil adicional

Além da contraordenação, o condutor pode ser responsabilizado civilmente, caso o incidente provoque danos materiais ou morais.

Exemplos incluem:

  • danos em equipamentos eletrónicos, como telemóveis;
  • estragos em vestuário ou acessórios;
  • incómodo ou prejuízo significativo para o peão.

Nestes casos, o condutor pode ser obrigado a indemnizar o lesado.

Em síntese

Passar por uma poça e salpicar um peão não é apenas um gesto de pouca consideração — é uma infração prevista no Código da Estrada e pode originar coima e responsabilidade civil.

Circular com prudência, sobretudo em condições de chuva, continua a ser a melhor forma de prevenir acidentes e evitar situações desagradáveis.

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A VxMag é a assinatura editorial coletiva da Vortex Magazine. Os artigos publicados sob este nome são escritos e revistos pela equipa da redação, que cobre sociedade, cultura, viagens, tecnologia e atualidade com o mesmo compromisso de rigor e verificação de factos.

Comments 1

  1. Mario Pereira says:
    8 meses ago

    Embora o texto se refira a objetos físicos, como lixo ou terra, a interpretação das autoridades inclui também a projeção de água quando esta resulta de falta de prudência.

    No meu entender é assim: a lei é clara mas a autoridade interpreta diferente juntando mais uma partícula à lei.
    Pergunta: porque razão a autoridade que aplica a lei usa o poder de entender como quiser? Lei é lei “não foi o agente que fez a lei”. Ela não fala de ÁGUA em algum lado. Estou de acordo que o condutor seja punido caso se prove a má intenção, mas a LEI TEM QUE SER REFORMULADA,

    Responder

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