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Portugal: 15 fantásticos locais para visitar na Primavera

A Primavera chega e a Natureza começa a fazer magia: despontam flores e prados verdejantes. Os melhores locais para visitar na Primavera em Portugal.

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locais de visita obrigatória em Trás-os-Montes
Amendoeiras em Flor - Foz Côa

A Primavera chega e, um pouco por todo Portugal, regressa o bom tempo, os campos voltam a ficar verdejantes e as flores começam a despontar. O país ganha uma nova vida e não faltam locais para visitar onde pode ver a Natureza em todo o seu esplendor, a fazer a sua habitual magia desta época do ano, em que o Inverno dá lugar à vida própria da Primavera.

Para elaborar este roteiro, escolhemos locais onde é possível apreciar a Primavera em todo o seu esplendor, seja nas amendoeiras em flor de Foz Côa, seja nos pastos verdejante do Sistelo ou seja nas ruas floridas de Trancoso. Descubra os melhores locais para visitar na Primavera em Portugal.

1. Foz Côa

Situada na região do Alto Douro, numa área de terras xistosas também conhecidas como “Terra Quente”, Vila Nova de Foz Côa é uma cidade, sede de concelho, que viu o seu nome correr fronteiras pela descoberta e classificação como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO das suas gravuras rupestres paleolíticas ao ar livre no vale do Rio Côa, um dos maiores centros arqueológicos de arte rupestre da Europa.

Região maioritariamente agrícola, é também conhecida como a “Capital da Amendoeira”, devido à grande densidade desta árvore no concelho, em parte derivada do especial microclima de cariz mediterrânico que aqui se faz sentir, permitindo paisagens sem igual quando estas amendoeiras florescem e vestem os campos de branco e rosa, normalmente na segunda semana de Fevereiro prosseguindo até aos primeiros dias de Março.

Amendoeiras em Flor no Douro
Amendoeiras em Flor no Douro

Este mundo agrícola molda a paisagem de vinha, olivais e das referidas amendoeiras, permitindo panoramas únicos de grande beleza, por entre montes e vales, onde cursos de água abundam. Por todo o concelho existem Aldeias Rurais, xistosas, onde a tradição e costumes ainda imperam.

Perto de Vila Nova de Foz Coa, está a localidade de Numão, um importante bastião aquando da ocupação romana, e onde se encontram ainda as ruínas de um castelo do século X, bem como interessantes casas Judaicas.

2. Sistelo

A aldeia de Sistelo situa-se no concelho de Arcos de Valdevez, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gêres, junto à nascente do rio Vez. Famosa pelas suas paisagens em socalcos, onde se cultiva o milho e pasta o gado, a aldeia encontra-se muito bem preservada, tendo sido recuperadas as casas típicas de granito, os espigueiros e os lavadouros públicos.

O Castelo de Sistelo, ex-líbris da aldeia, merece uma cuidadosa visita: trata-se de um palácio de finais do século XIX onde viveu o Visconde de Sistelo.

Sistelo
Sistelo – Rui Videira

Deambule pelas ruelas de Sistelo e aprecie a Igreja Paroquial, a Casa do Visconde de Sistelo, a Ponte Romana e o Moinho, a ponte de Sistelo de jusante, a Ermida de Nossa Senhora dos Aflitos e as Capelas de Santo António, de São João Evangelista, da Senhora dos Remédios e da Senhora do Carmo.

Não deixe de subir ao miradouro do Chã da Armada para admirar a magnífica vista panorâmica! Se é apreciador de caminhadas na natureza, percorra o Trilho das Brandas de Sistelo (10 km), que tem início na aldeia, e fique a conhecer as brandas de Rio Covo, em Sistelo, do Alhal, no Padrão, e da Cerradinha, terrenos que, durante o verão, serviam de apoio à pastorícia. O artesanato característico da aldeia é composto pelas meias redondas de lã e pelos aventais de lã.

3. Soajo

O Soajo, uma das mais típicas aldeias portuguesas, pertence ao concelho de Arcos de Valdevez e situa-se numa das vertentes da serra da Peneda, inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês. A aldeia foi vila e sede de concelho entre 1514 e meados do século XIX mas, a sua história, começa muito antes, como o comprovam o Santuário Rupestre do Gião, na serra do Soajo, e as inúmeras antas e mamoas que existem nesta zona.

Possui um grandioso conjunto de espigueiros (classificados como imóvel de interesse público) erigidos sobre uma gigantesca laje granítica e que, ainda hoje, são utilizados para secar o milho, pelas gentes da terra.

Espigueiros
Espigueiros do Soajo

Enquanto caminha pelas ruas pavimentadas com lajes de granito repare nas casas típicas construídas no mesmo material. Aprecie a Casa da Câmara, a Casa do Enes, a Igreja Paroquial de São Martinho do Soajo, o moinho em ruínas e o pelourinho. Atente na calçada medieval que proporciona uma vista panorâmica da aldeia.

As inúmeras casas de turismo aqui existentes nasceram da recuperação de edifícios antigos. São espaços muito bem restaurados que mantiveram a traça tradicional e que proporcionam estadias confortáveis em pleno Parque da Peneda-Gerês.

4. Trancoso

Com um passado a par da História de Portugal, Trancoso é uma vila protegida por muralhas onde se preserva o ambiente medieval nas ruas estreitas e nas casas de pedra. O planalto onde está situada, a 870 metros de altitude, deu-lhe a posição estratégica na defesa da fronteira com Espanha e transformou-a numa importante praça de armas durante a Idade Média.

A imponente Porta d’El Rei é a entrada principal nas muralhas e também uma homenagem a D. Dinis que aqui celebrou o seu matrimónio com Isabel de Aragão, em 1282, na Ermida de São Bartolomeu.

D. Dinis ofereceu a vila à Rainha Santa em dote e instituiu a feira franca, na origem da grande Feira de Trancoso que ainda acontece a partir de 15 de Agosto, dia da padroeira Nossa Senhora da Fresta.

Trancoso
Trancoso

O labirinto de ruas de pedra conduz-nos ao centro da vila onde se encontra o Pelourinho, no cruzamento entre a Vila Velha e a Vila Nova. Na parte mais antiga, encontramos o Castelo muito disputado entre mouros e cristãos e conquistado definitivamente pela força de D. Afonso Henriques em 1160, e a Igreja de São Pedro, onde descansa para a eternidade o misterioso Bandarra (1500-45), um sapateiro poeta que profetizou a perda da independência de Portugal em 1580 e a sua restauração em 1640. Foi na Vila Nova que a população se estabeleceu.

No séc. XV existiu aqui uma importante comunidade judaica que muito contribuiu para o desenvolvimento do comércio. A memória dessa época permanece na arquitectura das casas com duas portas (uma larga, de entrada na loja, e outra estreita, com acesso à área de residência) e na Casa do Gato Negro (no Largo Luís de Albuquerque), um dos edifícios mais emblemáticos da vila identificado como sendo a antiga sinagoga e residência do rabino.

5. Óbidos

A lindíssima vila de Óbidos, de casas brancas enfeitadas com buganvílias e madressilvas foi conquistada aos mouros pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, em 1148. Mais tarde, D. Dinis doou-a a sua mulher, a rainha Santa Isabel. Desde então e até 1883, a vila de Óbidos e as terras em redor foram sempre pertença das rainhas de Portugal.

Envolvida por uma cintura de muralhas medievais e coroada pelo castelo mouro reconstruído por D. Dinis, que hoje é uma pousada, Óbidos é um dos exemplos mais perfeitos da nossa fortaleza medieval. Como nos tempos antigos, a entrada faz-se pela porta sul, de Santa Maria, embelezada com decoração de azulejos do séc. XVIII.

Óbidos
Óbidos

Dentro das muralhas, que sob o sol poente tomam uma coloração dourada, respira-se um alegre ambiente medieval feito de ruas tortuosas, de velhas casas caiadas de branco com esquinas pintadas de azul ou de amarelo, de vãos e janelas manuelinas, lembrando que D. Manuel I (séc. XVI) aqui fez grandes obras, de muitas flores e plantas coloridas. Não deixe de visitar a Igreja Matriz de Santa Maria, a linda capela de São Martinho e, fora das muralhas, a Igreja do Senhor da Pedra.

6. Piódão

A Aldeia de Piódão é considerada uma das mais bonitas do País, classificada como “Aldeia Histórica de Portugal“. Situada no Centro do País, pertencente ao concelho de Arganil, na encosta da bonita Serra do Açor.

As suas típicas casas de xisto e lousa, com janelas em madeira de azul pintadas, descem graciosamente a encosta da serra, formando um anfiteatro nesta íngreme serra, sendo por muitos apelidada de “aldeia presépio”.

Piódão é uma aldeia serrana, de feição rural, e acessos difíceis, um excelente exemplo de como o ser humano se adaptou ao longo dos séculos aos mais inóspitos locais. A natureza envolvente está quase que em estado puro, observando-se pela região diversas espécies de fauna e flora típicas do local.

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Piódão

A aldeia ter-se-á desenvolvido de um anterior Castro lusitano “Casal de Piodam”, hoje em dias em ruínas, que terá sabiamente aproveitado e aperfeiçoado a agricultura em socalcos. Já no século XX o estilo de vida que durante anos perdurou em Piódão sofre uma grande mudança, com a emigração em massa que se fez sentir, perdendo-se a força da terra.

Hoje em dia Piódão renasce com a força turística, preservando sempre a sua essência. O próprio conjunto arquitectónico e a sua disposição tão característica, é o maior atributo de Piódão, destacando-se também locais de interesse como a Igreja Matriz do século XVII ou o Núcleo Museológico do Piódão, onde estão expostos os costumes, as tradições e modo de vida destas antigas paragens.

7. Alqueva

A Barragem do Alqueva é a maior barragem de Portugal e o maior lago artificial da Europa, situada no rio Guadiana, em pleno Alentejo interior, bem próximo da fronteira Espanhola contando com mais de 1.000 km de margens e dezenas de ilhas e ilhotas.

A construção desta grande Barragem teve como propósito o regadio para toda a zona do Alentejo, através de uma estratégica reserva de água, e a produção de energia eléctrica, com vista à rega eléctrica, bem como a oferta de outras actividades complementares.

paisagens mais bonitas de Portugal
Alqueva

A subida do nível das águas, em Fevereiro de 2002, ao encerrar as comportas da barragem, fez desaparecer um habitat único nas margens do Guadiana, composto por moinhos de submersão, açudes e mesmo gravuras paleolíticas ao ar livre.

Actualmente, na Barragem do Alqueva, são possíveis as mais variadas actividades, permitindo a aproximação à natureza, momentos de lazer e relaxamento, e igualmente actividades mais radicais, podendo intercalar entre os diversos Desportos náuticos, a pesca, a caça, múltiplos passeios pedestres, BTT, o aluguer de barcos de pesca, entre tantas outras.

No verão de 2017 foram inauguradas duas praias fluviais no Alqueva com todas as condições de apoio aos utentes; uma junto da vila de Monsaraz e a outra no concelho de Mourão.

8. Sintra

Lindíssima vila no sopé da Serra do mesmo nome, as suas características únicas fizeram com que a UNESCO ao classificá-la como património mundial fosse obrigada a criar uma categoria específica para o efeito – a de “paisagem cultural” – que desta forma considera tanto a riqueza natural como o património construído na vila e na serra.

A Serra de vegetação luxuriante, está inserida no Parque Natural Sintra-Cascais. Sintra foi desde tempos muito remotos o local escolhido para a fixação de diversos povos que passaram pela Península Ibérica e aqui deixaram marcas da sua presença, muitas das quais estão expostas no Museu Arqueológico de Odrinhas, nas redondezas.

Serra de Sintra
Serra de Sintra

No séc. XII, o 1º Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, conquistou o Castelo dos Mouros e mais tarde os seus sucessores, sobre os restos de um palácio árabe, construíram aqui a sua residência de repouso, o Palácio da Vila. Aqui conservam-se ainda muitas reminiscências árabes, nomeadamente os azulejos, os pátios e as fontes.

A sua fisionomia é no entanto marcada pelas duas enormes chaminés cónicas construídas na Idade Média, hoje o ex-libris da Sintra. Sempre foi muito muito apreciada por reis e nobres, exaltada por escritores e poetas de que é exemplo incontornável Lord Byron que lhe chamou Eden glorioso. Sintra possui um rico acervo de chalets e quintas, alguns dos quais oferecem actualmente alojamento nas modalidades de Turismo Rural ou de Habitação.

Destaque também para os palácios como o da Pena, edificado na época do romantismo num dos picos da Serra, o de Seteais, do séc. XVIII, hoje convertido num elegante Hotel, e o de Monserrate, célebre pelos seus belíssimos jardins que possuem espécies exóticas únicas no país.

9. Funchal

A bonita cidade do Funchal, sede de concelho e capital do Arquipélago da Madeira, encontra-se situada na maravilhosa Ilha da Madeira, constituindo o maior pólo turístico, cultural, artístico e político do arquipélago.

Pleno de história, cosmopolitismo, cultura e uma fantástica vida própria, o Funchal tem muito para ver e admirar, começando pelos núcleos históricos das suas freguesias, como os de São Pedro, de Santa Maria ou da Sé, que convidam a agradáveis passeios.

Funchal
Funchal

O Arquipélago da Madeira terá sido outrora conhecido por Romanos e Fenícios, conquanto foi já em 1418 que a descoberta oficial do arquipélago teve lugar, primeiro com Porto Santo pelos navegadores João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, e no ano seguinte, a Ilha da Madeira com João Gonçalves Zarco e Bartolomeu Perestrelo.

O povoamento do Funchal teve inicio em 1424, tendo-se atribuído o topónimo devido à abundância de funcho, uma planta aromática utilizada nas mais diversas áreas. Serpenteando o acidentado relevo Madeirense, o Funchal encanta com o muito que tem para oferecer, com uma indústria turística de qualidade e em grande escala, mas também monumentos, história, actividades, infra-estruturas para os melhores tempos livres, natureza, e vistas de grande beleza.

10. Ilha das Flores

Integrada na rede mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO, a ilha das Flores, território mais ocidental dos Açores e da Europa, tem paisagens que são verdadeiros paraísos. Esta ilha integra o Grupo Ocidental do arquipélago dos Açores em conjunto com a ilha do Corvo.

Se há lugares privilegiados pela natureza, a ilha das Flores é um deles, e aos seus 141,4 km2 de superfície repartidos por 2 concelhos, o de Santa Cruz e o das Lajes, acresce a simpatia da população, tornando-a num destino obrigatório nos Açores.

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Cascata da Ribeira Grande – Joel Santos

Calcula-se que a sua descoberta terá ocorrido por volta de 1452 pelo navegador Diogo de Teive e embora Inicialmente denominada de ilha de São Tomás ou de Santa Iria, em breve o seu nome seria mudado para Flores, devido à abundância de flores amarelas, os cubres, que revestiam toda a ilha.

Caracterizada por uma costa muito recortada e extremamente escarpada, as Flores conjugam-se sob o elemento água: cascatas, lagoas, ribeiras e poços formam um catálogo de experiências inesquecíveis, parecendo que concentram dentro de si toda a beleza natural que se encontra dispersa pelas outras ilhas do Arquipélago.

11. Monsaraz

Vila medieval, a mais antiga do concelho de Reguengos de Monsaraz, Monsaraz regista indícios de povoamento desde tempos pré-históricos, tendo mesmo sido nos primórdios da sua origem um castro fortificado. Em 1157 foi conquistada aos Mouros por Geraldo Geraldes “O Sem Pavor”, em 1167 doada aos Templários e em 1319 à Ordem de Cristo.

Durante séculos o castelo de Monsaraz desempenhou importante papel de sentinela do Guadiana, vigiando a fronteira com Espanha. Para além de todo o património histórico, arquitectónico e social, Monsaraz está rodeada de uma paisagem maravilhosa, e do alto do seu Castelo é possível observá-la em todo o seu esplendor.

locais para visitar no Alqueva
Monsaraz

Vila de cal e xisto onde o tempo agradavelmente parece ter parado, torna-se palco de eventos inseridos no “Monsaraz Museu Aberto”, programa de actividades culturais que se realiza de dois em anos no Verão alentejano, mostrando os hábitos e costumes alentejanos no artesanato, na gastronomia e nos vários espectáculos culturais que aqui têm lugar.

Por entre lojas de artesanato local e velharias, está um rico património de onde se destacam a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Lagoa (séculos XVI e XVII), os Antigos Paços da Audiência (séculos XIV e XVI), a Ermida de São Bento, a Torre de São Gens do Xarez ou a Ermida de Santa Catarina de Monsaraz (nos arredores).

12. Moura

Moura, cidade típica Alentejana tem, como o próprio nome indica, uma clara influência Mourisca em toda a sua área. Situada próxima da margem esquerda do Rio Guadiana, banhada pela albufeira do Alqueva, Moura está rodeada de oliveiras e sobreiros, e prima pela paz de espírito Alentejana e pelo seu bonito casario branco com pitorescas chaminés.

A região apresenta diversos vestígios de ocupação humana desde longínquos tempos, tendo, durante a ocupação romana, sido apelidada de “Arucci” ou “Civitas Aruccitana Nova”, mudando com as ocupações Muçulmanas para “Al-Manijah”, tendo sido definitivamente conquistada no reinado de D. Dinis em 1295.

locais para visitar no Alqueva
Moura

Bem próxima da fronteira Espanhola, Moura contou desde logo com boas estruturas defensivas que foi mantendo ao longo dos séculos, contudo em 1707, o Duque de Ossuna cercou Moura até 1709, quando finalmente a cidade se viu definitivamente livre do ocupante Espanhol que antes de se retirar destruiu as fortificações.

A história de Moura corre paralela ao que hoje em dia resta do seu Castelo do século XIII, à Mouraria, com uma tipologia tradicional dos bairros Mouros, que se tem conservado ao longo dos anos sem virar costas à clara influência muçulmana, à influência religiosa com bonitas Igrejas como a matriz dedicada a S. João Baptista, a de São Pedro e a de Santo Agostinho, ou os Conventos do Carmo e de S. Francisco, ou ao curioso “Edifício dos Quartéis”, onde num dos extremos se encontra a capela do Senhor Jesus dos Quartéis, ou no interessante Museu Municipal que alberga uma vasta e interessante colecção arqueológica.

13. Passadiços do Paiva

Os Passadiços do Paiva localizam-se na margem esquerda do Rio Paiva, no concelho de Arouca, distrito de Aveiro. São 8 km que proporcionam um passeio “intocado”, rodeado de paisagens de beleza ímpar, num autêntico santuário natural, junto a descidas de águas bravas, cristais de quartzo e espécies em extinção na Europa.

O percurso estende-se entre as praias fluviais do Areinho e de Espiunca, encontrando-se, entre as duas, a praia do Vau. Uma viagem pela biologia, geologia e arqueologia que ficará, com certeza, no coração, na alma e na mente de qualquer apaixonado pela natureza.

Passadiços do Paiva

O percurso dos passadiços liga as praias fluviais do Areinho e do Espiunca, com a praia do Vau a surgir a meio do percurso, sempre com apoios ao caminhante. Em média, é ginástica para duas horas e meia a três horas, alguma resistência física e espírito de aventura (é que, de caminho, se tem de atravessar uma ponte suspensa).

É preciso ter em atenção duas coisas. A primeira, é que há ir e voltar, por isso, o caminho total são quase 18 quilómetros. Uma forma de contornar a volta é, indo em grupo, deixando um carro em cada extremo; outra é combinar com um dos táxis nas entradas dos passadiços.

14. Cascata da Cabreia

Portugal é um país repleto de pequenos recantos paradisíacos, e a Cascata da Cabreia é mais uma das belíssimas quedas de água que o nosso país possui. Situada no concelho de Sever do Vouga, esta queda de água tem uma altura de 25 metros.

Alimentada pelo rio Mau, toda a cascata é formada por várias irregularidades. No cimo desta queda, as rochas são maioritariamente graníticas pelo que resistem à erosão mas, à medida que esta desce, a sua formação é maioritariamente de xisto o que origina uma maior erosão. Envolvida numa vasta vegetação, a Cascata da Cabreia proporciona a quem a visita verdadeiros momentos de tranquilidade.

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Cascata da Cabreia

O guardião deste local sem dúvida que é o Melro-d’Água onde as suas crias aprendem a nadar mesmo antes de conseguirem voar. Dotada de um riquíssimo bosque de onde se destaca o feto-vaqueiro por ser uma espécie em conservação na Europa.

A salamandra-de-fogo mais conhecida como salamandra-de-pintas-amarelas é bastante fácil de encontrar neste local. Perto do rio Mau, alimenta-se de pequenos insectos e lesmas. Aproveite para explorar um pouco mais estas fragas da Serra da Cabreia e visite o Parque da Cabreia.

Este parque tem excelentes acessos e permite admirar a encantadora paisagem sobre a cascata assim como toda a sua biodiversidade envolvente. Perto deste local encontra um parque de merendas para que possa aproveitar as refeições em família ou entre amigos.

15. Rio Poio

O vale do Poio é regado pelo Rio Poio que vai desaguar ao Rio Louredo, afluente do rio Tâmega. Este percurso estende-se pelo sopé dos contrafortes da serra do Alvão.

Rio Poio
Rio Poio – Rui Videira

Nesta caminhada irá encontrar um belo panorama natural, com lameiros, onde poderá encontrar gado bovino em pastoreio, o rio Louredo, com as suas águas límpidas, o património edificado, com as suas igrejas e capelas, assim como as belas casas rurais, a ponte romana, a zona de lazer e os diversos aglomerados rurais.

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