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Os 12 melhores locais para visitar em Reguengos de Monsaraz

No Alentejo profundo, mesmo ao lado do grande lago do Alqueva e com muito para descobrir: os melhores locais para visitar em Reguengos de Monsaraz.

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9. Cromeleque do Xerez

O conjunto megalítico da Herdade do Xerez ou Cromeleque do Xerez pode ser visitado actualmente numa área junto ao Convento da Orada, perto de Monsaraz. Encontra-se destacado na paisagem, beneficiando do plano elevado da planície em que se encontra. O acesso é muito fácil. É constituído por um recinto de planta quadrangular regular, centralizada, definida por 50 menires de granito, com tamanhos entre os 120 e 150 cm de altura cada um. Ao centro, existe um monólito de aspecto fálico com cerca de 4 metros de altura, em que foi identificada uma fiada de covinhas na face Oeste.

Cromeleque do Xerez
Cromeleque do Xerez

O Cromeleque data do período entre o início de 4000 a.C. e meados de 3000 a.C. O conjunto foi encontrado deitado por terra na Herdade do Xerez, tendo sido composto com a disposição actual em 1969, com base num desenho de um dos menires mais pequenos, que se julgou ser a planta original. É um dos poucos cromeleques existentes em território português.

 

10. Ermida de Santa Catarina

A Ermida de Santa Catarina foi construída no século XVIII, provavelmente pelos Templários, para dar protecção aos viajantes que passavam pelos arredores de Monsaraz. Esta histórica edificação mostra símbolos templários e um estilo arquitectónico típico da Ordem do Templo.

Monsaraz
Monsaraz

Dentro tem um grande espaço com um arco romano, que permite o acesso à abside. Está coberta por uma cúpula ogival, debaixo da qual apresenta um conjunto de arcos. Na actualidade está classificada como Monumento Nacional e encontra-se situada fora das muralhas de Monsaraz.

 

11. Olaria de São Pedro do Corval

A tradição da cerâmica em São Pedro do Corval, Reguengos de Monsaraz, remonta aos tempos pré-históricos, graças à existência de depósitos de argilas com características específicas nesta zona do Concelho de Reguengos de Monsaraz, que motivaram desde sempre esta actividade. Por entre potes, rodas de oleiros e fornos descobrem-se peças utilitárias tradicionais únicas que nos transportam para os tempos antigos em que o barro se moldava às necessidades dos trabalhos dos campos e das vidas humildes no Alentejo.

São Pedro do Corval
São Pedro do Corval

Actualmente encontramos em São Pedro do Corval verdadeiras obras de arte, quer na forma, quer na decoração – a pintura cerâmica – feitas com um saber ancestral e uma estética característica da região. Aliado à experiência única de poder ver ao vivo o barro a ser moldado pelas experientes mãos do mestre oleiro na sua roda e de poder partilhar dos seus conhecimentos e vivências, São Pedro do Corval, com mais de duas dezenas de olarias em constante funcionamento é por excelência o maior centro oleiro do país e um dos maiores da Península Ibérica.

 

12. Centro Interactivo da História Judaica

Percorrendo as brancas e inclinadas ruas de Monsaraz, deparamo-nos, para as bandas da alcáçova, ao fundo da Rua de Santiago, com uma casa de dois pisos, com painel azulejado entre duas janelas de cantaria, que a tradição local afirma ter sido um tribunal da inquisição. Não foi, de certeza, um tribunal da Inquisição, porque o pequeno burgo de Monsaraz nunca possuiu semelhante desígnio e os julgamentos dos crimes dos cristãos-novos montesarenses eram da competência do Santo Ofício de Évora. Julgamos que o “edifício da Inquisição” em Monsaraz tenha apenas funcionado como albergue de um familiar do Santo Ofício ou, quanto muito, como estadia temporária de acusados, que mais tarde seriam julgados no Tribunal do Santo Ofício em Évora.

Centro Interactivo da História Judaica
Centro Interactivo da História Judaica

Mas a nossa história judaica não começa com a Inquisição no século XVI. A antiguidade da minoria hebraica de Monsaraz encontra-se já documentada no foral concedido por D. Afonso III em 1276, e suspeita-se ainda nos termos da carta lavrada em Monsaraz a 15 de maio de 1317, já no reinado de D. Dinis, aludindo à venda de Mourão ao mercador Martim Silvestre, pai do cavaleiro Gomes Martins, em 19 de Abril do mesmo ano. São várias as fontes que nos indicam, com alguma precisão, a existência de provas documentais e arqueológicas que atestam a subsistência de uma próspera comunidade judaica em Monsaraz.

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