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O navio mais bonito do mundo é português

É o navio mais bonito do mundo e é português. Falamos do Navio Escola Sagres. Descubra a sua história.

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navio escola Sagres
navio escola Sagres

O navio escola Sagres foi construído nos estaleiros da Blohm & Voss, em Hamburgo, em 1937, para desempenhar funções como navio-escola da Marinha Alemã — onde era chamado Albert Leo Schlageter — juntamente com os seus semelhantes da classe Gorch Fock: o primeiro, que deu o nome à classe, o segundo, ex-Horst Wessel (actual USCGC Eagle), e o quarto, Mircea; houve ainda um quinto, o Herbert Norkus, destruído antes de ter sido terminado.

navio escola Sagres
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No final da II Guerra Mundial, foi capturado pelas forças dos Estados Unidos, sendo vendido à Marinha do Brasil em 1948 por um valor simbólico de $5.000 dólares.

No Brasil foi baptizado de Guanabara, servindo como navio-escola até 1961, data em que foi adquirido por Portugal por 150.000 dólares para ser usado em substituição do Sagres II (ex-Rickmer Rickmers).

Muito se ficando a dever o êxito desta compra à acção empenhada do Dr. Pedro Teotónio Pereira, na altura Ministro da Presidência e um grande amante da vela. O navio recebeu o mesmo nome do antecessor, entrando ao serviço da Marinha Portuguesa em 8 de Fevereiro de 1962.

navio escola Sagres
navio escola Sagres

Por vezes o Sagres III é erradamente referido como “Sagres II”, em virtude do desconhecimento da existência do primeiro navio com este nome. Na realidade, o primeiro Sagres foi uma corveta de madeira, construída em 1858 em Inglaterra. Fundeada no rio Douro serviu como navio-escola para alunos marinheiros, entre 1882 e 1898.

navio escola Sagres
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Ao serviço da marinha portuguesa já deu três voltas ao mundo, a primeira em 1978/1979 e a segunda em 1983/1984. Das três viagens à volta do mundo, a última, em 2010, foi a mais longa, demorando 344 dias, durante os quais a Sagres passou por 31 portos e percorreu quase 73 mil quilómetros.

navio escola Sagres
navio escola Sagres

São Petersburgo (então Leninegrado), na Rússia, foi o porto visitado mais a norte do globo, em 1975, e Ushuaia, na Argentina, o porto visitado mais a sul, em 2010. No total, a Sagres tem 6267 dias passados em missão, o que equivale a 17 anos consecutivos fora de Lisboa, e 580.540 milhas percorridas, o que resulta em 26,8 voltas ao mundo.

Com a bandeira de Portugal, o NRP Sagres já foi alvo de diversas homenagens e alcançou inúmeros prémios. Em 2008 o Prémio Defesa Nacional e Ambiente,​ o esforço de redução do impacto ambiental da operação do navio levou a que lhe tenha sido atribuída a Bandeira Azul e o Boston Teapot Trophy em 2009​, ​e o Blue Flag Scheme da Sail Training International (STI) em 2010, tendo sido o primeiro grande veleiro do mundo a ser distinguido pela STI.

O Infante D. Henrique, figura de proa do NRP Sagres, terceiro filho de D. João I, foi o grande impulsionador dos descobrimentos portugueses. No início da expansão portuguesa em África, participou ao lado de seu pai na conquista de Ceuta, em 1415. Durante o período em que o Infante viveu, Portugal consolida a sua opção atlântica, já patente aquando da aliança com Inglaterra, estabelecida em 1373.

11 COMENTÁRIOS

  1. Nunca naveguei na Sagres. O que mais me impressiona, é quando a vejo entrar no Tejo, com as velas desfraldadas. É verdadeiramente uma peça unica.

  2. Mais bonito,,, talvez. O maior não, pois será o Sedov russo. Agora imaginem possuirmos alguns, das centenas, que fizeram parte da chamada «armada branca», (não é exagero…) como o Creoula, Santa Maria Manuela, e mesmo o Kutty Sark (hoje inglês) entre outros… Seria bom todavia, já é tarde. Os «abutres» fizeram estragos…

  3. Fiz parte da guarnição desta “jóia”. Creio que em 1969 fiz parte da guarnição da Sagres na viagem Lisboa-São Malo-Porto Santo-Madeira-Lisboa-Inglaterra-Santa Cruz de Tenerife-Lisboa. Estava-mos fundeados em Inglaterra (na baía de Plymouth) quando morreu Salazar. A bandeira Inglesa, içada no mastro de um quartel militar junto à baía, continuou no topo como seria de esperar para quem na ocasião acompanhava minimamente a política externa britânica em relação à política portuguesa em África.
    Participamos numa regata, a par de outros grandes veleiros europeus (Espanha, Noruega, etc.), cujos nomes já não me recordo, de Plymouth-Tenerife. O tiro de partida foi dado pelo iate Real Inglês.

  4. Tive a honra de receber os oficias deste Navio Escola maravilhoso quanto o barco atracou no cais de Vila Nova de Gaia há mais de 40 anos atrás. Na altura era guia nas Caves Porto Ferreira e coube-me a mim a recepção, visita e providenciar as provas dos não menos maravilhosos vinhos desta Empresa viti-vinícola.
    Na altura, deslumbrada e rodeada de tantos homens belíssimos nos seus impecáveis uniformes alvos e impecavelmente tratados por todos, lembro-me de ter dito que me sentia no céu 🙂
    Ainda hoje guardo a lembrança que me foi oferecida pelos mesmos oficiais e a visita que fiz posteriormente ao barco.
    Obrigada por me terem dado o prazer de reviver este meu belo momento.

  5. Muito lindo e emocionante , sou brasileira,meu a o era filho de Portugal e com 60 anos vim conhecer Portugal ,pra meu orgulho .Fiquei apaixonada por Portugal , ele sempre contava suas histórias de Portugal .

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