Início Viagens As 25 vilas medievais mais bonitas da Europa (3 são portuguesas)

As 25 vilas medievais mais bonitas da Europa (3 são portuguesas)

Um pouco por todo o velho continente, aldeias, vilas e cidades parecem paradas no tempo à sua espera. Descubra as 25 vilas medievais mais bonitas da Europa.

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Monsaraz

A Europa, o Velho Continente, está repleto de pequenas e encantadoras cidades medievais. Um pouco por todos os países, existem pequenos locais que, de tão parados no tempo e de tão bem conservados, nos fazem viajar pelo passado olhando apenas para as suas pedras, para as suas ruas, para os seus castelos e igrejas. Os estilos são bem diferentes consoante os países. Se em Portugal podemos encontrar vilas medievais caiadas de branco, na Rússia podemos encontrar influências fortes da Igreja Ortodoxa, na Áustria e na Suiça domina a paisagem dos Alpes, na Itália e na Espanha são as cores típicas do Mediterrâneo.

De qualquer das formas, pese embora serem muito diferentes, todas estas aldeias medievais estão entre as mais bonitas, as típicas e as mais bem conservadas da Europa. Se é fã de história, de monumentos e de autenticidade, preste atenção à nossa lista e comece já a fazer o seu roteiro.

NOTA: talvez tenha reparado que usámos os termos aldeia, vila ou cidade no texto de introdução. Não é por acaso. Embora o título diga “vilas medievais mais bonitas da Europa”, o facto de se encontrarem em países diferentes, com regras diferentes na forma de organizar povoações, faz com que desta lista façam parte locais que tanto podem ser aldeias, como vilas ou até cidades. Desfrute! E a propósito, se tiver curiosidade… aqui pode também encontrar os países mais bonitos da Europa.

 

1. Bruges (Bélgica)

A Bélgica fica no coração da Europa. Bruges, uma das suas belíssimas cidades, parece ter parado no tempo. Fundada no século 9, era um porto interior ligado ao mar por rios e canais. Com base no lucrativo comércio têxtil e de lã, desenvolveu-se na Idade Média, tornando-se uma das cidades mais ricas do norte da Europa. O seu apogeu ocorreu nos séculos 14 e 15, quando as ruas de Bruges apinhavam-se de comerciantes e banqueiros de todo o continente. A cidade adormecida foi redescoberta pelos românticos do século 19. que enalteciam a sua atmosfera de abandono e começaram a sua restauração.

Bruges

Bruges recebeu seu nome, segundo se afirma, da palavra Brug, que, em flamengo, quer dizer ponte. Com efeito, tudo bem contado, a cidade possui, creio, cinquenta e seis. Bruges tem, além disso, sete portas, oito praças públicas e duzentas ruas. Por isso, mestre Adrien Bartaud, professor de eloquência em Louvain, onde morreu em 1542, disse: “Pulchra sunt oppida Gandavum, Antuérpia, Lovanium, Mechlina, , sed nihil ad Bruges”. O que significa: “Gand, Antuérpia, Louvain e Malines são belas cidades, mas nada em comparação com Bruges”. Com efeito, na época em que o bom doutor escrevia este elogio pomposo, ou seja, sob o reino de Filipe, o Bom (pai de Carlos, o Temerário), Bruges era não somente uma das mais belas, mas ainda uma das mais ricas cidades do mundo.

 

2. Sveti Stefan (Montenegro)

Localizado na Riviera do Mar Adriático, Montenegro é famoso pelas suas belezas naturais, encantando milionários de diversas partes da Europa que escolhem as suas praias paradisíacas para passar as férias de verão, desfrutando das águas calmas, num deslumbrante tom cristalino de azul turquesa. É praticamente impossível falar sobre Montenegro sem mencionar a ilha de Sveti Stefan. A ilha é toda murada e data do século XV e está ligada ao continente por estreito istmo, localizada a cerca de 6 km a sudeste de Budva, na costa do Adriático. Um dos charmes de Montenegro é hospedar-se no Hotel Ãman Sveti Stefan ou almoço no The Olive Tree, restaurante ao ar livre do hotel Ãman.

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Sveti Stefan

Antiga aldeia de pescadores, foi construída para servir como uma Fortaleza e defender a nação contra os turcos. Posteriormente foi adquirida pelo governo jugoslavo e se transformou, durante o regime de Tito, em um resort de luxo. No entanto, na década de 1990, com o desmembramento da Jugoslávia, viu o declínio do resort. Em 2009, o grupo Aman Resorts, reinaugurou este magnífico hotel, com o cuidado de preservar as casas medievais com sua estrutura externa intacta, com instalações interiores modernas. O Aman Sveti Stefan tem um contrato de arrendamento de 30 anos.

 

3. Carcassonne (França)

A sua primitiva construção remonta aos povos Celtas, Galo-romanos e Visigodos. As fundações das suas casas e muralhas retratam com clareza essas sucessivas ondas migratórias. Durante a Idade Média foi defendida por um imponente conjunto de fortificações, ficando circundada por uma dupla linha de muralhas, que ainda hoje pode ser vista, e representa o ápice da engenharia militar do século XIII. Do alto de suas muralhas, que à época eram protegidas por milhares de guerreiros, podia-se controlar uma importante via comercial que ligava a Península Ibérica com o resto do continente.

Carcassonne

A primeira visão do centro histórico, cuja construção foi iniciada há cerca de mil anos dá a impressão que estamos a viajar no tempo, para uma época de Reis, cavaleiros, princesas e batalhas medievais. A fortaleza é protegida por 52 torres e duas muralhas uma interna e outra externa. A entrada principal, baptizada de Porta Narbonnaise, é guardada por uma ponte levadiça. Nos tempos medievais, cerca de 50 homens ficavam de guarda para impedir a entrada de inimigos. Em Carcassonne, observa-se na verdade duas cidades: A Cidadela, que permaneceu intacta e protegida dentro das muralhas, e a Bastide Saint-Louis ou Cidade Baixa, que cresceu ao redor do centro medieval. À noite, as suas ruas ficam desertas e silenciosas.

 

4. Sergiev Possad (Rússia)

A 75 km do nordeste de Moscovo fica a cidade de Sergiev Posad (Zagorsk na era soviética). Embora seja hoje um centro industrial com uma população de mais de 100 mil habitantes, a sua fama baseia-se na Trindade Lavra de São Sergii (uma Lavra é o mais alto nível do mosteiro ortodoxo e há apenas quatro em toda a Rússia), o equivalente ortodoxo russo do Vaticano, que tem um complexo de edifícios medievais para rivalizar com os do Kremlin.

Sergiev Posad
Sergiev Posad

O mosteiro tem o nome de St. Sergii de Radonezh, um monge do século XIV de Rostov, cuja existência piedosa e ascética atraiu inúmeros seguidores para o retiro do eremita que ele estabeleceu nas florestas ao redor de Moscovo. O mosteiro de madeira construído por Sergii e pelos seus seguidores foi destruído pelos tártaros pouco depois da sua morte, mas o túmulo sobreviveu e, em 1422, ano de sua canonização, começaram os trabalhos na construção da Catedral da Trindade.

 

5. Bled (Eslovénia)

Imaginem um lago com a água verde mais esmeralda que vocês já puderam imaginar e cheio de árvores ao seu redor. Acrescentem um castelo de mais de mil anos no topo de uma colina que trabalha como guardião de toda esta beleza. Como toque final coloquem uma pequena ilha neste lago com uma charmosa pequena igreja e sua torre que pode ser vista de qualquer lugar do lago. Pronto agora parem de imaginar e conheçam mais um Lugar Único do Mundo: o Lago Bled na Eslovénia.

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Bled

De acordo com fontes escritas históricas, este é o castelo mais antigo da Eslovénia, sendo mencionado pela primeira vez em 1011, como castellum veldes. Segundo escritos mais antigos conhecidos, o primeiro aldeamento humano já existia neste local em 1004. Os edifícios do castelo são organizadas em torno dos pátios inferiores e superiores. O pátio está conectado com uma escada em estilo barroco. Há uma capela no pátio superior, construído no século XVI, dedicada aos bispos St. Albuíno e St. Ingenuíno. Por volta de 1700 ela foi pintada com frescos no altar retratando Henrique II E sua esposa Cunegunda. O castelo também tem uma ponte levadiça sobre um fosso.

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