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Alimentar animais na rua pode custar até 1.500 euros – e há boas razões para isso

Alimentar animais na rua pode dar multa até 1.500 euros: o que está em causa
Alimentar animais na rua pode dar multa até 1.500 euros: o que está em causa

Deixar comida para gatos ou pombos na rua parece um gesto de compaixão. Em muitos municípios portugueses, é também uma infração que pode resultar numa multa até 1.500 euros.

A proibição não tem como alvo quem gosta de animais. Tem como alvo as consequências reais de uma prática que, multiplicada por muitas pessoas e muitos dias, cria problemas sérios de saúde pública.

Onde está proibido e quanto custa

Lisboa, Porto, Cascais, Sintra, Leiria e Entroncamento são alguns dos municípios que proíbem a alimentação de animais em espaços públicos. A lista é mais longa — e a fiscalização tem aumentado.

As coimas variam consoante o município e as circunstâncias, mas podem ultrapassar os 1.000 euros e chegar aos 1.500 euros nos casos mais graves. Valores que transformam um hábito aparentemente inofensivo num risco financeiro concreto.

O problema não é estético – é sanitário

Restos de comida na via pública atraem mais do que os animais a quem se destinam. Ratos, baratas e outros vetores de doenças concentram-se nesses pontos com rapidez. A acumulação de pombos, em particular, está associada a infeções como a salmonelose e a criptococose — doenças transmissíveis a humanos.

Nas zonas históricas, os dejetos de aves corroem fachadas e monumentos, obrigando a intervenções dispendiosas que recaem sobre os municípios — e, indiretamente, sobre os contribuintes.

O problema agrava-se em zonas densamente habitadas, onde a concentração de animais torna a limpeza urbana mais difícil e os riscos sanitários mais elevados.

O que pode fazer sem infringir a lei

A proibição de alimentar animais na rua não impede quem quer ajudar de o fazer de forma responsável. Existem alternativas que são simultaneamente legais e mais eficazes a longo prazo.

Colaborar com associações e ONG’s que tenham programas autorizados de alimentação e esterilização é uma delas. Apoiar campanhas municipais de controlo populacional é outra. Quem tiver espaço privado pode instalar comedouros desde que respeite as normas de higiene e tenha autorização adequada.

Antes de agir, vale a pena contactar a autarquia local para perceber que projetos de proteção animal existem na área — muitos municípios têm iniciativas em curso que aceitam voluntários e colaboradores.

A lógica por detrás das multas

Estas regras não existem para punir a compaixão. Existem porque a alimentação não controlada de animais na via pública cria desequilíbrios que afetam toda a comunidade — e porque há formas mais eficazes de ajudar do que deixar comida no passeio.

Perceber essa distinção é o primeiro passo para agir bem — tanto pelos animais como pela cidade.

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VxMag

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