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Os 15 maiores portugueses de sempre

São reis, navegadores, médicos, poetas, generais... Será sempre difícil elaborar uma lista deste tipo, mas aqui estão os 15 maiores portugueses de sempre.

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7. Fernando Pessoa

Fernando Pessoa
Fernando Pessoa

Fernando Pessoa é o mais universal poeta português. Por ter sido educado na África do Sul, numa escola católica irlandesa, chegou a ter maior familiaridade com o idioma inglês do que com o português ao escrever os seus primeiros poemas nesse idioma. O crítico literário Harold Bloom considerou Pessoa como “Whitman renascido”, e o incluiu no seu cânone entre os 26 melhores escritores da civilização ocidental, não apenas da literatura portuguesa mas também da inglesa.

Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa traduziu várias obras em inglês (e.g., de Shakespeare e Edgar Poe) para o português, e obras portuguesas (nomeadamente de António Botto e Almada Negreiros) para o inglês.

Enquanto poeta, escreveu sob múltiplas personalidades – heterónimos, como Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro–, sendo estes últimos objeto da maior parte dos estudos sobre a sua vida e obra. Robert Hass, poeta americano, diz: “outros modernistas como Yeats, Pound, Elliot inventaram máscaras pelas quais falavam ocasionalmente… Pessoa inventava poetas inteiros.”

 

8. Marquês de Pombal

Marquês de Pombal
Marquês de Pombal

Representante do despotismo esclarecido em Portugal no século XVIII, viveu num período da história marcado pelo iluminismo. Iniciou com esse intuito várias reformas administrativas, económicas e sociais. Acabou com a escravatura em Portugal Continental a 12 de Fevereiro de 1761 e, na prática, com os autos de fé em Portugal e com a discriminação dos cristãos-novos, apesar de não ter extinguido oficialmente a Inquisição portuguesa, em vigor “de jure” até 1821.

Durante o reinado de D. João V foi embaixador nas cortes do Reino da Grã-Bretanha, em Londres, Inglaterra, e do Sacro Império Romano-Germânico, em Viena, Arquiducado da Áustria.

A sua administração ficou marcada por duas contrariedades célebres: o primeiro foi o Terramoto de Lisboa de 1755, um desafio que lhe conferiu o papel histórico de renovador arquitectónico da cidade. Pouco depois, o Processo dos Távoras, uma intriga com consequências dramáticas. Foi um dos principais responsáveis pela expulsão dos jesuítas de Portugal e das suas colónias.

 

9. Luís de Camões

Luís de Camões
Luís de Camões

Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, de uma família da pequena nobreza. Sobre a sua infância tudo é conjectura mas, ainda jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos, dominando o latim e conhecendo a literatura e a história antigas e modernas.

Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas a sua passagem pela escola não é documentada. Frequentou a corte de D. João III, iniciou a sua carreira como poeta lírico e envolveu-se, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boémia e turbulenta.

Diz-se que, por conta de um amor frustrado, se auto exilou em África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas.

De volta à pátria, publicou Os Lusíadas e recebeu uma pequena pensão do rei D. Sebastião pelos serviços prestados à Coroa, mas nos seus anos finais parece ter enfrentado dificuldades para se manter.

12 COMENTÁRIOS

  1. […] Um exército de cerca de 19 000 a 20 000 cavaleiros e soldados portugueses, ingleses, galegos e biscainhos havia largado de Lisboa a 25 de Julho de 1415, embarcado em 212 navios de transporte e vasos de guerra (59 galés, 33 naus e 120 embarcações pequenas). Na expedição seguia a fina flor da aristocracia portuguesa do século XV, incluindo os príncipes Duarte (o herdeiro), Pedro, Duque de Coimbra e Henrique, Duque de Viseu, além do condestável Nuno Álvares Pereira. […]

  2. Faltou falar de Salazar que não permitiu já naquela época os planos do governo mundial,. De Alexandre Herculano , João Bonanza

    • Oh sim esse grande democrata e defensor dos direitos humanos. Aquando de ano de 1975 ele tinha deixado uma taxa de 70% de analfabetismo como herança. …

  3. Milgram não disse o que lhe atribuem… o que está transcrito é uma “interpretação” de alguém da Wikipedia em português.

  4. Destes todos destaco Don João II, Marquês de Pombal, talvez Don Dinis. Faltam três grandes portugueses que a tutela do Noticias ao Minuto se esqueceu, se calhar propositadamente porque interessa que sejam os comentadores a fazê-lo. São eles Dr. Oliveira Salazar, Álvaro Cunhal e Gen. Ramalho Eanes. Incluo novamente o Marquês de Pombal nos últimos quatro grandes portugueses.

  5. João Ferreira de Almeida, traduziu a Bíblia para o Português a partir dos originais Aramaico, hebraico e grego, começou quando tinha 16 anos.

  6. O Salgueiro Maia como dos 15 maiores portugues é sem duvida uma provocação, senão um insulto à memória de todos os portugueses que lutaram e viveram por Portugal. Realmente há que ser “grande” para destruir tudo aquilo que os outros construiram.

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