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Os 15 maiores portugueses de sempre

São reis, navegadores, médicos, poetas, generais... Será sempre difícil elaborar uma lista deste tipo, mas aqui estão os 15 maiores portugueses de sempre.

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15
maiores portugueses de sempre
Vasco da Gama

A escolha dos maiores portugueses de sempre será sempre controversa. Que critérios utilizar? Como agradar às diversas correntes de pensamento? O primeiro critério, o essencial, é ter em conta quais foram as personalidades cuja obra se reflectiu não apenas no seu tempo mas durante os séculos seguintes, com benefício para a maioria de nós e para Portugal enquanto nação. Porque um grande líder governa para as futuras gerações, não apenas para as gerações actuais. Descubra os 15 maiores portugueses de sempre.

 

1. D. Afonso Henriques

D. Afonso Henriques
D. Afonso Henriques

Ainda que no principio do seu reinado, D. Afonso Henriques fosse obrigado a submeter-se a seu primo Alfonso VII, começou a usar o título de rei, depois da sua vitória sobre os Muçulmanos em Ourique ( 25 de Julho de 1139 ).

Em 1143 o seu primo aceitou a sua autonomia, mas o título de rei só foi formalmente concedido em 1179, quando Afonso Henriques colocou Portugal sob a protecção directa da Santa Sé ( no pontificado de Alexandre III), prometendo um tributo anual. Ao mesmo tempo, foi reconhecido o título de rei a D. Afonso Henriques, reafirmando-se os seus laços de vassalagem em relação a Leão, porque Afonso VII considerava-se Imperador e portanto podia ter reis como vassalos.

Conquistou Santarém (Março de 1147) e Lisboa (Outubro de 1147), esta com a ajuda de cruzados Ingleses, Franceses, Alemães e Flamengos que iam para a Palestina. Tomaria ainda Almada e Palmela, que se entregaram sem luta, conquistando posteriormente, em 1159, Évora e Beja, que perderia pouco depois a favor dos mouros. A reconquista de Beja foi de novo possível em 1162, reocupando-se também Évora, com a ajuda de Geraldo Sem-Pavor, em 1165.

 

2. Infante D. Henrique

Infante D. Henrique
Infante D. Henrique

Infante D. Henrique nasceu numa quarta-feira de cinzas, dia então considerado pouco propício ao nascimento de uma criança. Era o quinto filho de João I de Portugal, fundador da Dinastia de Avis, e de Dona Filipa de Lencastre.

Foi baptizado alguns dias depois do seu nascimento, tendo sido o seu padrinho o bispo de Viseu. Os seus pais deram-lhe o nome Henrique possivelmente em honra do seu tio materno, o duque Henrique de Lencastre (futuro Henrique IV de Inglaterra).

Pouco se sabe sobre a vida do infante até aos seus catorze anos. Tanto ele como os seus irmãos (a chamada Ínclita geração) tiveram como aio um cavaleiro da Ordem de Avis.

Em 1414, convenceu seu pai a montar a campanha para a conquista de Ceuta, na costa norte-africana junto ao estreito de Gibraltar. A cidade foi conquistada em Agosto de 1415, assegurando ao reino de Portugal o controlo das rotas marítimas de comércio entre o Atlântico e o Levante. Na ocasião foi armado cavaleiro e recebeu os títulos de Senhor da Covilhã e duque de Viseu.

A 18 de Fevereiro de 1416, foi encarregado do governo de Ceuta. Cabia-lhe organizar, no reino, a manutenção daquela praça-forte em Marrocos.

Em 1418, regressou a Ceuta na companhia de D. João, seu irmão mais novo. Os infantes comandavam uma expedição de socorro à cidade, que sofreu nesse ano o primeiro grande cerco, imposto conjuntamente pelas forças dos réis de Fez e de Granada. O cerco foi levantado, e D. Henrique tentou de imediato atacar Gibraltar, mas o mau tempo impediu-o de desembarcar: manifestava-se assim uma vez mais a temeridade e fervor anti-muçulmano do Infante.

Ao regressar a Ceuta recebeu ordens de seu pai para não prosseguir tal empreendimento, pelo que retornou para o reino nos primeiros meses de 1419. Aprestou por esta época uma armada de corso, que actuava no estreito de Gibraltar a partir de Ceuta. Dispunha assim de mais uma fonte de rendimentos e, desse modo, muitos dos seus homens habituaram-se à vida no mar. Mais tarde, alguns deles seriam utilizados nas viagens dos Descobrimentos.

 

3. Aristides de Sousa Mendes

Aristides de Sousa Mendes
Aristides de Sousa Mendes

Cônsul de Portugal em Bordéus no ano da invasão da França pela Alemanha Nazi na Segunda Guerra Mundial, Sousa Mendes desafiou ordens expressas do ditador António de Oliveira Salazar que acumulava a função de ministro dos Negócios Estrangeiros, e durante cinco dias concedeu milhares vistos de entrada em Portugal a refugiados de várias nacionalidades que desejavam fugir da França em 1940.

Por muitos considerado um herói, Aristides de Sousa Mendes terá salvado dezenas de milhares de pessoas do Holocausto. Chamado de “o Schindler português”, Sousa Mendes também teve a sua lista e salvou a vida de milhares de pessoas, das quais cerca de 10 mil judeus. Mas segundo, Avraham Milgram historiador da Yad Vashem num estudo publicado em 1999 pelo Shoah Resource Center, International School for Holocaust Studies, a diferença entre o mito dos 30 mil vistos e a realidade é grande.

15 COMENTÁRIOS

  1. […] Um exército de cerca de 19 000 a 20 000 cavaleiros e soldados portugueses, ingleses, galegos e biscainhos havia largado de Lisboa a 25 de Julho de 1415, embarcado em 212 navios de transporte e vasos de guerra (59 galés, 33 naus e 120 embarcações pequenas). Na expedição seguia a fina flor da aristocracia portuguesa do século XV, incluindo os príncipes Duarte (o herdeiro), Pedro, Duque de Coimbra e Henrique, Duque de Viseu, além do condestável Nuno Álvares Pereira. […]

  2. Faltou falar de Salazar que não permitiu já naquela época os planos do governo mundial,. De Alexandre Herculano , João Bonanza

    • Oh sim esse grande democrata e defensor dos direitos humanos. Aquando de ano de 1975 ele tinha deixado uma taxa de 70% de analfabetismo como herança. …

      • Paulo Duarte, pelo que leio de si, o Sr é um desses 70% de analfabetos.
        Triste ignorância e grande ressabiamento.
        Seja realista e não facciosa, informe-se de como nos deixou a 1° República a nível económico, educação e moral, o maus baixo possível.
        Foi como Salazar encontrou o país quando tomou conta da pasta da económica.
        Nunca em tempo algum se construiu tantas escolas como no consulado de Salazar, inclusive nas ex-provincias ultramarinas onde ainda hoje se pode encontrar o símbolo da bola armilar nas fachadas de muitas delas especialmente no norte de Angola, vi-as eu com os meus olhos.
        Esses 70% de iletrados de que fala ou mais ainda em 1928, quando faleceu deixou pouco mais de 20% mesmo com uma guerrilha terrorista em tres frentes distintas, guerra que estava ganha militar e economicamente , o que se perdeu foi graças avtraicao de uma dúzia de cobardes traidores que a história os julgará.

  3. Milgram não disse o que lhe atribuem… o que está transcrito é uma “interpretação” de alguém da Wikipedia em português.

  4. Destes todos destaco Don João II, Marquês de Pombal, talvez Don Dinis. Faltam três grandes portugueses que a tutela do Noticias ao Minuto se esqueceu, se calhar propositadamente porque interessa que sejam os comentadores a fazê-lo. São eles Dr. Oliveira Salazar, Álvaro Cunhal e Gen. Ramalho Eanes. Incluo novamente o Marquês de Pombal nos últimos quatro grandes portugueses.

  5. João Ferreira de Almeida, traduziu a Bíblia para o Português a partir dos originais Aramaico, hebraico e grego, começou quando tinha 16 anos.

  6. O Salgueiro Maia como dos 15 maiores portugues é sem duvida uma provocação, senão um insulto à memória de todos os portugueses que lutaram e viveram por Portugal. Realmente há que ser “grande” para destruir tudo aquilo que os outros construiram.

  7. De acordo.Nesta matéria (como em muitas outras) há opiniões divergentes ou discordantes. Pela minha parte, poderia retirar alguns guerreiros e incluiria escritores, artistas…

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