VortexMag
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle
No Result
View All Result
VortexMag
No Result
View All Result
Home Notícias

Como os navios dos Templários deram origem ao Império Português

Em 1307, a frota templária desapareceu. Meses depois, Portugal nomeava o seu primeiro almirante. A ligação improvável que está na origem dos Descobrimentos.

VxMag by VxMag
Jun 6, 2026
in Notícias
1
Como os navios dos Templários deram origem ao Império Português

Como os navios dos Templários deram origem ao Império Português

Partilhar no FacebookGuardar no Pinterest

ArtigosRelacionados

Palácio de Santos: o segredo mais bem guardado de Lisboa

Palácio de Santos: o segredo mais bem guardado de Lisboa

Jun 6, 2026
lamno

Lamno: o povo de olhos azuis da Indonésia que descende de portugueses

Jun 6, 2026
São Luís do Maranhão

A cidade do mundo mais parecida com Lisboa… fica no Brasil

Jun 6, 2026
Castelo de Almourol

O mais especial dos castelos dos Templários em Portugal

Jun 5, 2026

Na madrugada de 13 de outubro de 1307, os agentes do rei Filipe IV de França prenderam simultaneamente, em todo o território, os cavaleiros da Ordem do Templo. A operação tinha sido preparada em segredo durante meses — uma rusga coordenada a uma escala que a Europa medieval raramente tinha visto.

Prenderam muita gente. Mas não encontraram os navios.

A frota templária, que estava ancorada no porto de La Rochelle, desapareceu nessa mesma noite sem deixar registo. Nunca mais foi vista. Para onde foi, com o quê a bordo, e quem a comandava — nenhuma fonte da época responde. É um dos silêncios mais completos da história medieval europeia.

O rei que não obedeceu ao Papa

O processo contra os Templários foi uma construção de Filipe IV — o Belo —, que tinha dívidas enormes com a Ordem e percebia que a extinção dela resolvia vários problemas ao mesmo tempo.

O Papa Clemente V, suficientemente dependente de França para não resistir, foi empurrando na direcção que o rei queria. Em 1312, a Ordem foi formalmente extinta. Os seus bens foram entregues à Ordem do Hospital. O Grão-Mestre Jacques de Molay foi queimado em Paris em 1314.

Em Portugal, D. Dinis fez outra coisa. Recusou entregar os cavaleiros, protegeu os seus bens, e em 1318 fundou a Ordem dos Cavaleiros de Cristo — uma nova ordem que herdou o património templário em Portugal, acolheu muitos dos seus membros, adoptou uma cruz derivada da cruz templária, e ficou com uma diferença importante em relação ao original: a obediência não era ao Papa, mas ao rei de Portugal.

Se eram os mesmos Templários com outro nome ou pessoas diferentes que herdaram uma estrutura — os historiadores não são unânimes. O que é certo é que a continuidade foi suficientemente visível para que toda a Europa percebesse o que D. Dinis estava a fazer.

A Ordem que construiu o império

Nos séculos seguintes, a Ordem de Cristo tornou-se o motor institucional da expansão portuguesa. Financiou expedições, construiu estaleiros, estabeleceu escolas náuticas, produziu cartas de navegação.

O Infante D. Henrique foi Grão-Mestre da Ordem — e foi sob essa autoridade que a exploração sistemática da costa africana avançou, cabo a cabo, ao longo do século XV.

As velas das caravelas que chegaram ao Brasil em 1500 levavam a Cruz da Ordem de Cristo. Não era decoração — era a marca de quem financiava e autorizava a viagem. Vasco da Gama era membro da Ordem. Pedro Álvares Cabral também. Cristóvão Colombo, que navegou ao serviço de Castela mas era português de origem, igualmente.

A Ordem tinha mudado entretanto: os votos de pobreza e castidade tinham sido suprimidos, o que permitia que homens com família e fortuna própria integrassem as suas fileiras sem contradição. Era menos uma ordem religiosa e mais uma estrutura de poder com vocação marítima e imperial — exactamente o que Portugal precisava para o que estava a fazer.

O fio que liga La Rochelle a Belém

A ligação directa entre a frota desaparecida de La Rochelle e a marinha portuguesa que construiu o primeiro império global é uma hipótese, não uma certeza.

As fontes não dizem explicitamente que os navios templários chegaram a Portugal — dizem apenas que desapareceram, e que pouco depois D. Dinis nomeava o primeiro almirante português de que há memória, numa época em que Portugal não tinha marinha organizada.

Pode ser coincidência. Pode ser que os navios tenham ido para outro lado, ou que tenham afundado, ou que a documentação que provaria a ligação não tenha sobrevivido. A história medieval tem muitos arquivos que não existem.

O que sobreviveu foi a Cruz da Ordem de Cristo nas velas, e o império que essas velas ajudaram a construir. Quanto ao resto — à frota que desapareceu numa noite de outubro de 1307 —, o silêncio continua.

VxMag

VxMag

Comments 1

  1. Pedro R. says:
    22 segundos ago

    Os Templários trouxeram com eles o Santo Graal que deu aos portugueses a força necessária para a realização dos feitos extraordinários de que apenas uma parte conhecemos.

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Palácio de Santos: o segredo mais bem guardado de Lisboa
Notícias

Palácio de Santos: o segredo mais bem guardado de Lisboa

by VxMag
Jun 6, 2026
0

No bairro de Santos, em Lisboa, existe um palácio que sobreviveu ao terramoto de 1755, passou por D. Sebastião, pelo...

Read moreDetails
lamno

Lamno: o povo de olhos azuis da Indonésia que descende de portugueses

Jun 6, 2026
São Luís do Maranhão

A cidade do mundo mais parecida com Lisboa… fica no Brasil

Jun 6, 2026
Como os navios dos Templários deram origem ao Império Português

Como os navios dos Templários deram origem ao Império Português

Jun 6, 2026
Castelo de Almourol

O mais especial dos castelos dos Templários em Portugal

Jun 5, 2026
praças mais bonitas de portugal

Provavelmente, a cidade mais charmosa de Portugal

Jun 5, 2026

© 2024 Vortex Magazine

Mais infomação

  • Ficha Técnica
  • Quem somos
  • Política de privacidade
  • Estatuto editorial

Redes Sociais

No Result
View All Result
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle

© 2024 Vortex Magazine