É um dos utensílios mais usados na cozinha e, ao mesmo tempo, um dos mais negligenciados. A esponja da loiça, pela sua estrutura porosa e permanentemente húmida, cria condições ideais para a proliferação de microrganismos.
Vários estudos laboratoriais têm mostrado que uma esponja usada pode concentrar níveis de bactérias superiores aos encontrados num assento de sanita. A razão é simples: restos de alimentos, gordura e humidade ficam retidos no interior das fibras, formando um ambiente favorável à multiplicação microbiana.
Para quem prefere não recorrer ao micro-ondas — ou utiliza esponjas com componentes metálicos — existem alternativas eficazes e seguras.
Limpar a esponja apenas com água não elimina a maioria dos microrganismos. Para reduzir de forma eficaz a carga bacteriana, devem ser usados métodos térmicos ou químicos.
Água a ferver
O calor elevado continua a ser uma das formas mais simples de desinfecção doméstica.
A esponja deve ser colocada numa taça resistente ao calor e completamente coberta com água a ferver. Após cinco a dez minutos de imersão, grande parte dos microrganismos é eliminada.
Este método é adequado para uma higienização frequente.
Máquina de lavar loiça
A esponja pode ser colocada no cesto superior da máquina e lavada num programa com temperatura igual ou superior a 60 °C.
O elemento decisivo neste processo é a fase de secagem a quente, que prolonga a exposição ao calor e aumenta a eficácia da desinfecção.
Solução com lixívia
Quando a esponja esteve em contacto com carne crua ou com sujidade mais crítica, a desinfecção química é a opção mais segura.
Deve ser preparada uma solução com uma colher de sopa de lixívia por cada litro de água fria. A esponja fica submersa durante cerca de cinco minutos e, no final, é indispensável um enxaguamento abundante.
Nem todas as esponjas podem ser recuperadas
Há situações em que a limpeza deixa de ser suficiente.
Cheiros persistentes que reaparecem pouco tempo depois da desinfecção, manchas de bolor visíveis ou alteração significativa da textura são sinais de que a esponja deve ser descartada.
Mesmo quando aparenta estar em bom estado, a maioria dos especialistas recomenda a substituição da esponja a cada duas semanas.
Secar bem é tão importante como desinfectar
A humidade é o principal factor de crescimento bacteriano. Depois de cada utilização — e após qualquer processo de desinfecção — a esponja deve ser bem espremida e colocada num suporte que permita a circulação de ar.
Deixá-la no fundo do lava-loiça ou sobre uma superfície plana, onde a água fica acumulada, anula grande parte do esforço de higienização.
Um gesto simples com impacto real
Manter a esponja da loiça limpa não exige procedimentos complexos, mas exige regularidade. A utilização de água a ferver, da máquina de lavar loiça ou de uma solução adequada com lixívia permite reduzir de forma significativa a carga microbiana e diminuir o risco de contaminação cruzada na cozinha.







