VortexMag
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle
  • Natureza
No Result
View All Result
VortexMag
No Result
View All Result
Home Notícias

Castro de Curalha: viagem ao passado Celta de Portugal

O Castro de Curalha, perto de Chaves, foi habitado do século VIII a.C. ao III d.C. Três linhas de muralhas celtas, casas circulares e cisterna com abóbada. Monumento Nacional.

VxMag by VxMag
Jul 7, 2026
in Notícias
0
Castro de Curalha: viagem ao passado Celta de Portugal

Castro de Curalha: viagem ao passado Celta de Portugal

Partilhar no FacebookGuardar no Pinterest

ArtigosRelacionados

Porque as begónias não florescem mesmo à sombra certa

Porque as begónias não florescem mesmo à sombra certa

Ago 17, 2026
Como proteger o jardim de caracóis e lesmas sem venenos agressivos

Como proteger o jardim de caracóis e lesmas sem venenos agressivos

Ago 17, 2026
Pensões em Portugal garantidas até 2070, segundo a Comissão Europeia - mas valor da reforma desce

Pensões em Portugal garantidas até 2070, segundo a Comissão Europeia – mas valor da reforma desce

Ago 16, 2026
Porque a roseira tem folhas com manchas pretas

Porque a roseira tem folhas com manchas pretas

Ago 16, 2026

A 6 quilómetros de Chaves, na margem direita do Tâmega, o Castro de Curalha foi construído entre os séculos VIII e VII a.C. e ocupado até aos séculos II ou III d.C. — um período de cerca de mil anos que atravessou a cultura celta e chegou ao final do domínio romano da Península Ibérica.

É um dos vestígios arqueológicos mais bem conservados de Trás-os-Montes, e um Monumento Nacional.

A estrutura da povoação

O castro tinha três linhas de muralhas concêntricas em forma de pirâmide, com três portas e respetivas rampas de acesso. No interior, as casas eram circulares ou ovais, feitas em pedra com telhados de colmo, alinhadas ao longo das muralhas e com pátio interior.

Existia uma cisterna circular coberta por abóbada de pedra — com cerca de três metros de diâmetro e dois de profundidade — para armazenar água da chuva, um forno para cozer pão, e uma praça aberta no centro da povoação que serviria de espaço de encontro e mercado.

Toda a fortificação estava ligada à estrada romana que unia Chaves a Braga, uma das vias mais importantes da região para comunicação e comércio.

O abandono e a redescoberta

O castro foi abandonado no final do período romano, muito provavelmente com as invasões bárbaras e a decadência do Império. Ficou esquecido durante séculos, coberto pela vegetação, até ser redescoberto no século XIX por estudiosos locais e escavado no século XX por arqueólogos.

Os objetos encontrados nas escavações — cerâmica, bronze, moedas e outros artefactos — revelaram aspectos do quotidiano dos habitantes e das suas relações com outros povos. Alguns desses objetos estão hoje disponíveis para consulta através dos registos arqueológicos do local.

O pinheiro centenário

No centro do castro ergue-se um pinheiro manso com mais de 100 anos — símbolo tanto do castro como da aldeia. Diz-se que foi plantado por um padre para marcar o local onde se celebrava missa ao domingo, numa época em que o espaço já estava abandonado mas ainda era frequentado pelos habitantes de Curalha.

É o tipo de detalhe que coloca a história em camadas: um castro celta, com adaptações romanas, depois abandonado, depois marcado com um pinheiro para servir de altar improvisado.

A vista e o que se vê hoje

Do castro, a vista sobre o Tâmega, a aldeia de Curalha e os campos agrícolas em redor é ampla — o tipo de panorâmica que confirma porque este local foi escolhido para uma povoação defensiva. As muralhas, as casas e a cisterna são ainda distinguíveis para quem percorre o espaço com atenção.

O Castro de Curalha tem mil anos de ocupação contínua, três linhas de muralhas, casas que ainda se distinguem, uma cisterna com abóbada, e um pinheiro plantado por um padre para marcar onde se rezava missa num lugar que tinha sido abandonado séculos antes.

É uma sobreposição de histórias no mesmo lugar que poucas visitas de uma hora conseguem esgotar.

Ajude-nos a chegar mais longe

Gosta do que lê na VortexMag? Adicione-nos como fonte preferida no Google e passe a ver mais dos nossos artigos nos seus resultados de pesquisa.

Adicionar como Fonte Preferida  →
VxMag

VxMag

A VxMag é a assinatura editorial coletiva da Vortex Magazine. Os artigos publicados sob este nome são escritos e revistos pela equipa da redação, que cobre sociedade, cultura, viagens, tecnologia e atualidade com o mesmo compromisso de rigor e verificação de factos.

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Língua Portuguesa: porque "há" e "à" se confundem tanto na escrita
Sociedade

Língua Portuguesa: porque “há” e “à” se confundem tanto na escrita

by VxMag
Ago 26, 2026
0

Porque "há" e "à" se confundem tanto na escrita: soam exatamente igual, mas pertencem a categorias gramaticais completamente diferentes.

Read moreDetails
Torta de Viana

Torta de Viana: receita original de um doce que vai conquistar o seu coração

Ago 26, 2026
Bola de Berlim: a receita original trazida pelos judeus para Portugal

Bola de Berlim: a receita original trazida pelos judeus para Portugal

Ago 26, 2026
Palavras portuguesas de origem italiana que usamos sem saber

Palavras portuguesas de origem italiana que usamos sem saber

Ago 26, 2026
Palavras inglesas que já nem parecem estrangeiras em português

Palavras inglesas que já nem parecem estrangeiras em português

Ago 25, 2026
Palavras portuguesas que só existem no plural

Palavras portuguesas que só existem no plural

Ago 25, 2026

© 2024 Vortex Magazine

Mais infomação

  • Ficha Técnica
  • Quem somos
  • Política de privacidade
  • Estatuto editorial

Redes Sociais

No Result
View All Result
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle
  • Natureza

© 2024 Vortex Magazine