Na serra de Fafe, entre os concelhos de Fafe e Guimarães, existe uma casa que usa quatro rochas graníticas gigantes como paredes — literalmente apoiada sobre elas, com as pedras a fazer parte da estrutura do edifício.
A Casa do Penedo foi construída nos anos 70 pela família Rodrigues, com técnicas tradicionais e materiais naturais, criando uma habitação que parece ter emergido da própria paisagem em vez de ter sido construída sobre ela.
O resultado é uma das casas mais fotografadas de Portugal — e um dos edifícios mais partilhados nas redes sociais internacionais, com comparações frequentes a habitações saídas de contos de fadas ou de filmes de fantasia.
O que se vê por dentro
Os interiores são rústicos e funcionais: paredes de pedra exposta, mobiliário simples, janelas com vistas panorâmicas sobre a serra. É uma residência privada — não tem visitas guiadas regulares — mas a arquitetura exterior é acessível a quem se desloca até à serra de Fafe, e as perspetivas de fotografia são abundantes a partir do exterior.
A escala da construção é o que surpreende quem chega pela primeira vez: as rochas graníticas que a envolvem são de dimensão considerável, e a casa parece pequena em comparação com a geologia que a sustenta.
Os trilhos da serra de Fafe
A serra de Fafe tem uma rede extensa de percursos pedestres sinalizados que permitem explorar a região em vários graus de exigência e extensão. Alguns dos mais relevantes:
O PR10 FAF — Trilho do Vento, de 14 quilómetros e partida de Várzea Cova, passa precisamente pela Casa do Penedo — um dos percursos mais procurados da rede por essa razão.
O PR5 FAF — Rota dos Espigueiros, de 12 quilómetros com partida de Arões (São Romão), é dedicado às construções tradicionais de pedra e madeira para guardar o milho — um percurso temático que documenta uma prática agrícola específica desta região do Minho.
Para quem prefere menos exigência, o PR7 FAF — Caminhos de São João da Ramalheira, de 9 quilómetros, é marcado pela presença constante de água, entre rios, fontes e levadas.
O PR11 FAF — Trilho dos Apanha-Pedrinhas, também de 8 quilómetros, homenageia os trabalhadores que recolhiam pedras das serras para construir casas e muros — um ofício que deu nome ao percurso e que define parte da paisagem construída desta zona.
Para quem quer explorar mais, a GR 43 FAF — Grande Rota do Património e do Ambiente das Terras Altas de Fafe tem 50 quilómetros em percurso circular, percorrível em três etapas, atravessando quinze núcleos rurais entre Várzea Cova, Mós e Pontido.
A Casa do Penedo não é uma atração que precise de promoção — é a combinação de quatro rochas e uma família que decidiu construir ali nos anos 70, e que resultou numa das imagens mais reconhecíveis do Norte de Portugal.
Vale a pena ir até lá, enquadrar as pedras na câmara, e depois percorrer o PR10 FAF para ver a serra de onde ela se destaca.






