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História Desconhecida de Portugal: quando Braga foi capital da Galiza

Primeiro no tempo dos romanos e depois no Reino dos Suevos: Braga foi capital do território que hoje é a Galiza em duas ocasiões. Conheça a história.

VxMag by VxMag
Jun 7, 2021
in História
2
Reis Suevos

Período de maior expansão do Reino Suevo

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Muitos conhecerão a história da Galiza e que Braga foi em tempos capital da sua região, mas nem todos saberão o contexto. Fundada pelos romanos em cerca de 16 a.C., a Bracara Augusta representou o domínio estratégico e económico sobre o noroeste peninsular, sendo que, dois séculos mais tarde, a cidade foi elevada a capital da província romana da Galécia.

É precisamente nesta altura que o Império se confronta com as invasões bárbaras, a que os soldados romanos não resistiram. Bracara Augusta acabou por ser invadida por suevos em 409. Sob domínio suevo, Braga recebe o título de capital do reino, tornando-se um centro político e intelectual do noroeste peninsular, tendo sido ainda sede eclesiástica da Galiza, até o fenómeno de Santiago de Compostela ter surgido, dando origem à rivalidade entre estas capitais religiosas.

Resumindo, não só Braga foi capital da Galécia no tempo dos romanos, como foi também capital do reino Suevo, que incluía os territórios da atual Galiza até ao Algarve, bem como muitas cidades hoje pertencentes a Espanha. Mas quem eram os Suevos e porque fizeram de Braga a sua capital?

Reino Suevo
Reino Suevo

Com origem na Germânia, entre os rios Elba e Oder, os suevos foram uma das primeiras tribos a migrar para o Império Romano, na segunda metade do séc. IV. d.C., compelidos pela chegada dos Hunos à Europa. Pouco se sabe sobre os seus costumes e historiografia, devido à falta de informação escrita. Os poucos textos existentes são de fonte romana.

Com a migração de diversas tribos, desencadeada pelos Hunos, Roma decidiu conceder-lhes espaços territoriais em troca de auxílio e aliança militar. Assim, os suevos ficaram-se no território que hoje corresponde à Baviera e parte da Suíça, em finais do séc. IV/inícios do séc. V.

No entanto, uma parte destes suevos continuou a migração até se ficarem na Galécia, em 409. Outros povos os acompanharam: os Alanos, os Vândalos, os Búrios e mais tarde os Visigodos aqui chegaram também. Tornaram a província da Galécia no reino suevo da Galécia, com Braga como capital, e com Hermerico como primeiro rei. Outras cidades influentes na altura eram Portus Cale (o nosso Porto) e as atuais cidades de Lugo e Astorga.

Ibéria no ano 455
Ibéria no ano 455

Uma vez que a maioria da população local era cristã, não tardou até que os suevos se convertessem à religião, já no tempo de Requiário, neto de Hermerico. As primeiras décadas dos suevos na Galiza foram de confronto com os Alanos, pelos territórios da Galécia e Lusitânia. Após a morte de Requiário, em 465, o Reino mergulha no caos e no conflito sucessório entre diversas fações.

O poder suevo foi assim enfraquecido, sendo que, em 585, o Reino Suevo foi anexado ao Reino Visigótico. Embora mantivesse uma certa autonomia, os suevos misturaram-se progressivamente com a população local e visigótica, acabando por se diluir na história.

Ao longo da curta história do Reino dos Suevos, existiram 13 reis que governaram este território. O primeiro foi Hermerico, que conduziu 40 mil pessoas desde a Germânia até ao atual território português.

A linhagem sueva terminaria com Miro, rei entre os anos 559 e 583. Em 571, Miro decidiu atacar um povo do norte da Península Ibérica, mais propriamente da Cantábria. Tratou-se de uma campanha militar fora das suas fronteiras, o que alertou Leovigildo, rei dos Visigodos. 

Leovigildo resolve atacar Miro e, entre os anos 572 e 574, desenvolvem-se duras batalhas no vale do Rio Douro. Os visigodos vencem, empurram os suevos para dentro das suas fronteiras com ataques constantes e fundam as cidades de Toro e Astorga. A partir destas 2 cidades continuam a lançar ataques contra os suevos até que chegam a cidades como Porto e Braga, a capital.

Desesperado e sem saída possível deste conflito, Miro pediu a paz. Os suevos acabariam assim por ser derrotados. O seu reino desapareceu para sempre e os seus habitantes foram misturados com os visigodos e outras tribos. Braga perdia também o estatuto de capital do reino que outrora tinha.

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Comments 2

  1. Joana says:
    5 anos ago

    A herança sueva em territorio português está no individualismo, na “capelinha” e no minifundio.
    Prefiro a herança visigótica mais gregária e “cosmopolita”.

    Responder
  2. Pedro R. says:
    4 anos ago

    Suevos e visigodos eram iguais. Para marcar uma diferença, os suevos optaram por se converterem ao cristianismo pela ação evangelizadora de São Martinho de Dume, enquanto os godos se mantiveram arianos. Estes viriam a converter-se após vencerem os suevos e unificarem a Península. A origem desses povos era a mesma, todos eram germânicos, exceto os alanos. A germanização e cristianização da Europa (iniciada já com Teodósio) viriam a traduzir-se num milénio de marasmo e retrocesso civilizacional.

    Responder

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