Início História 6 invenções portuguesas que mudaram o mundo

6 invenções portuguesas que mudaram o mundo

Apesar de ser um país pequeno e com poucas patentes registadas, Portugal foi responsável pela invenção de artefactos, objectos ou sistemas que contribuíram decisivamente para mudar o mundo. De entre muitas que poderíamos citar, destacamos 6.

149397
24
invenções portuguesas
Passarola de Gusmão

São muitas as invenções portuguesas, por ventura muitas mais do que possa imaginar. Mas quando falamos de invenções portuguesas que mudaram o mundo, o número torna-se mais restrito. No entanto, isso não significa que essas invenções foram criações menores. Longe disso. Algumas transformaram por completo o nosso dia-a-dia, outras deram início a grandes revoluções tecnológicas e outras vieram tornar a nossa vida mais fácil. Descubra 6 invenções portuguesas que mudaram o mundo.

 

1. Caravela

nau2

Este tipo de embarcação marítima surgiu no século XV pela mão dos portugueses. Foi especialmente utilizada durante a era dos Descobrimentos entre os séculos XV e XVI.

A origem do nome está envolta num mistério, enquanto se discute que pode ter origem em “cáravo” ou “cárabo”, um termo que vem da língua grega e significa “barco ligeiro utilizado no Mediterrâneo”, outros historiadores discutem que pode até vir de “carvalho”, a madeira que era utilizada para construir as caravelas.

A sua primeira utilização documentada na língua portuguesa data de 1255 e última referência em documentos impressos data de 1766, o que leva a pensar que o termo terá sido aplicado a várias embarcações ao longo do tempo.

 

2. Passarola

passarola1

Apesar de Leonardo da Vinci ter desenhado, no século XVI, a primeira máquina voadora, Bartolomeu de Gusmão foi o primeiro a construir e a ter alvará (pedido ao Rei D.João V) em 1709, fazendo com que Portugal se tornasse pioneiro mundial na aviação.

Bartolomeu Lourenço de Gusmão nasceu em Dezembro de 1685 em Santos, no Brasil, que era então território português. Estudou em Belém, na Baía, ingressou na Companhia de Jesus e deslocou-se definitivamente para a capital em 1708.

Ainda no Brasil, destacou-se como inventor, tendo construído uma bomba hidráulica que elevava a água do rio até ao Seminário onde estudava. Em 1709 teria já a ideia de construir uma máquina voadora, pelo que dirigiu ao rei D. João V uma petição em que requeria para si uma patente sobre os proveitos de um «instrumento que inventou para andar pelo ar».

 

3. Via Verde

viaverde

Surgiu pela primeira vez em 1991, criada pela empresa Brisa Auto-Estradas. Este sistema já é usado em vários pontos do mundo, permitindo, assim, a facilidade de pagamento nas portagens das auto-estradas e pontes.

Ao passar pela via exclusiva a utentes numa portagem, um identificador DSRC colado ao pára-brisas do veículo dialoga com uma antena presente na via e, salvo situações anómalas, a importância da portagem debita-se directamente na conta bancária do cliente.

Se o identificador não for válido (ou inexistente) ou a classe do veículo (tal como é detectada pelos sensores electrónicos da pista) não corresponder à classe codificada no identificador, o veículo infractor é fotografado e inicia-se a tramitação legal.

 

4. Multibanco

picture_1

A Rede Multibanco apareceu em 1985 e foi uma das grandes mudanças no sector bancário em Portugal. É uma das mais avançadas no mundo, com capacidade de fazer qualquer tipo de pagamentos de serviços.

No início, foram instaladas apenas 12 caixas, espalhadas pelo Porto e por Lisboa, contando actualmente com 13 mil caixas. É, sem dúvida, uma das invenções mais marcantes no nosso país e no nosso dia-a-dia.

 

5. Coloradd

painel222

O Coloradd é um sistema de identificação de cores para daltónicos (problema que afeta 10% da população masculina mundial), desenvolvido por um designer gráfico português.

Desde que foi criado, o Coloradd tem sido aplicado em várias áreas, nomeadamente na saúde e educação, como por exemplo: embalagens de comprimidos, nas pulseiras de hospital, lápis de cor, nos mapas de rede de metro, semáforos, sinalética, embalagens, entre outros.

 

6. Cartões pré-pagos

prepago

Quase todos os portugueses têm ou já tiveram um dia um cartão pré-pago no seu telemóvel. Consiste em carregar o cartão com determinado montante, que posteriormente pode gastar em chamadas ou mensagens telefónicas.

O que a maior parte das pessoas não sabe é que a TMN, actual MEO, foi a “inventora” deste sistema de pagamento que hoje em dia está espalhado um pouco por todo o mundo.

24 COMENTÁRIOS

  1. A seguir á caravela há UMA invenção que sim, alterou o rumo do mundo, o NÓNIO de pedro Nunes….só o Nónio de Pedro Nunes nos catapultou para a viagens interplanetárias e todo o progresso entre estes dois passos….o `NÓNIO de Pedro Nunes…Matemático ..o NÓNIO permitiu não só o desenvolvimento técnico como foi a chave do desenvolvimento humano….a consequência…

  2. o resto dos que aqui foi postado é TRETA pois assenta no que já existe e foi uma adaptação económica ou comercial…claro que não lhe reira valor…

  3. os astrolábio…que permitiu mais tarde adaptar para sextante….a vela latina…a vela triangular que permitia navegar com vento adverso….são adaptações muito felizes e criativas….

    • Bartolomeu é Luso-brasileiro. Nasceu no Estado do Brasil. Nos textos históricos os méritos alcançados por ele, deve-se ao Brasil, por ter sido no Brasil, em seu local de nascença.
      Por mais que seja no Brasil Colônia, integrado ao Império Português, Bartolomeu é considerado Luso-Brasileiro.

    • Ele era português. Bartolomeu de Gusmão nasceu na então colônia do Brasil. Não existia uma nacionalidade brasileira, vá na Wikipédia e verá, a nacionalidade dele é definida como portuguesa, não como brasileira ou luso-brasileira, ele não tinha duas nacionalidades, tinha uma, a portuguesa.

  4. pARA Daniel Lima y Heitor: En Europa la ley de nacimiento era Jus saguinis y en América es jus solis. No se si sigue igual la legislación.

  5. A caravela não foi inventada pelos portugueses, mas sim na china e foi trazida para a Europa pelos árabes, podemos dizer que os portugueses melhoraram a caravela fazendo-a mais resistente.

    • Verdade senhora Maria Neves, mas é incontestável que os Portugueses inventaram a vela latina (triangular com traquete) que permitiria navegar contra o vento (à bolina) e desta forma aperfeiçoaram o barco à vela de origem chinesa e árabe, passando a designar-se como caravela portuguesa.

    • Errado. A caravela é indiscutivelmente uma invenção portuguesa. Os portugueses fizeram fizeram caravelas unindo as tecnologias dos barcos do mar do norte e do mediterrâneo, adaptaram as velas latinas para poderem obter maior velocidade, até até madeira com a qual as caravelas eram feitas era específica para a tornar versátil e resistente nos maré que navegava. Estude antes de tentar desmerecer um feito inovador de um povo igualmente inovador.

  6. Desenho de uma nau em vez de uma caravela. O astrolábio já existia, os portugueses adaptaram-no ao mar (comentários). Jus solis e sanguinis actuais de estados independentes não tem nada a ver. Brasil era então um estado português. As ordenaçoes eram claras. Não havia portugueses, algarvios, brasileiros ou asiáticos etc de reino ou estado, mas apenas portugueses de nacionalidade no império.

  7. Dizer que a Caravela foi uma invenção Portuguesa é ANACRÔNICO.
    A Caravela, ou seja, uma EMBARCAÇÃO, já existia há séculos
    O que os portugueses fizeram foi, aprimorar algo, adaptar algo, no que já existia.

  8. O oxigénio e restantes elementos quimicos também já existiam e não é por isso que não se dá valor a quem os descobriu. Quando será que a generalidade dos brasileiros (não todos entenda-se) deixam de ter complexos em relação a Portugal e tudo o que diz respeito aos portugueses?

  9. Não há invenção que não tenha sido recriada a partir de outras formas, sendo geralmente o resultado de uma aplicação prática tão oportuna e útil que ganha uma súbita e abrangente notoriedade. O nosso período das Descobertas foi um enorme laboratório de ensaios que trouxe ao mundo inúmeros exemplos disso. Um deles, o astrolábio, teve imensas etapas evolutivas nas nossas mãos. Já vinha dos gregos e fora (muito) sofisticado pelos árabes, mas nunca tinham sido utilizados como instrumentos de navegação a bordo. Fomos nós que conseguimos essa radical simplificação que o transformou num instrumento de mão (e não de mesa) com a possibilidade de fazer leituras estimadas da latitude com muita rapidez. Fomos também nós que inventámos a sua utilização vertical, tirando partido da gravidade para fixar o zero e os 90 graus. Nós é que invertemos mais tarde esta graduação quando, ao transpormos o equador, passámos a tomar o sol como referência em vez da estrela polar. A par desta peça de um palmo, usávamos uma de três palmos para, em terra firme, ratificarmos com rigor as anotações feitas nas cartas durante os troços oceânicos. Não fomos os autores da sua simplificação para sextante (sexta parte) e, mais tarde octante (oitava parte), mas a nós se deve a introdução do horizonte virtual para adaptar a sua utilização à navegação aérea. Todos este passos são considerados invenções.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here