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Descubra como se chamava a sua cidade no tempo dos romanos

Foram o povo que mais marcou e influenciou Portugal, incluindo no nomes das suas localidades. Descubra como se chamava a sua cidade no tempo dos romanos.

VxMag by VxMag
Abr 19, 2023
in História
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Ammaia

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A presença dos romanos na Península Ibérica teve um impacto significativo na região. Durante quase 700 anos, os romanos permaneceram na Península Ibérica e durante este tempo os costumes das pessoas alteraram-se e foram construídos edifícios e estruturas que influenciaram bastante o modo de vida da população. A todas as alterações provocadas pela presença dos romanos na Península Ibérica chama-se romanização.

Algumas das principais cidades romanas na Península Ibérica incluem Bracara Augusta (atual Braga), Pax Julia (atual Beja), Olisipo Felicitas Julia (atual Lisboa), Ebora Liberalitas Julia (atual Évora), Ossónoba (atual Faro) e Aquae Flaviae (atual Chaves). Essas cidades foram construídas pelos romanos durante a sua presença na Península Ibérica.

A civilização romana teve uma grande influência no mundo ocidental e a sua história continua a ter um impacto significativo até os dias de hoje. Os romanos assimilaram muitos aspectos da cultura dos povos vencidos, principalmente dos gregos.

Templo Romano de Évora
Templo Romano de Évora

A arquitetura romana foi uma importante manifestação artística dos romanos na antiguidade. Eles alcançaram grande eficiência na construção de aquedutos, banhos públicos, pontes e mercados. A arquitetura romana também foi expressiva na construção de templos, palácios, pórticos, tribunais, mosteiros e igrejas.

Os romanos introduziram na arquitetura novos materiais, como o uso do cimento, e também novas técnicas. O arco, desconhecido dos gregos, foi uma inovação dos romanos. Além disso, a influência grega é notória uma vez que os romanos também construíram templos, palácios e pórticos.

A economia romana baseava-se na agricultura. Os romanos utilizavam o arado com auxílio de gado para semear a terra e também provinham de instrumentos maiores para a realização da colheita.

No âmbito económico, houve trocas comerciais entre os estrangeiros e os romanos. Nas relações culturais, a arte e a língua foram influenciadas, por exemplo, surgiram variações do latim em contato com o idioma dos diferentes povos.

Ponte de Trajano
Ponte de Trajano (Chaves) – Fernando Ribeiro

Os romanos deixaram em Portugal inúmeros vestígios da sua passagem pelo nosso país, desde ruínas de vilas, cidades, estradas e locais de culto ou até mesmo industriais, podendo ser apreciadas pontes, teatros, barragens e aquedutos um pouco por todo o território.

Alguns destes monumentos romanos ainda continuam de pé e são testemunhas imponentes das avançadas técnicas de construção deste povo, com muitos destes monumentos a serem usados até há relativamente pouco tempo.

A Ponte Romana de Trajano em Chaves, por exemplo, foi usada para tráfego automóvel até há 20 anos atrás, apesar de já contar com uns respeitáveis 2000 anos de idade.

A arquitetura romana deixou sua marca nas cidades ibéricas com a construção de edifícios e estruturas impressionantes que resistem até aos dias de hoje, como pontes ou aquedutos.

A presença dos romanos na Península Ibérica teve um impacto profundo em vários aspectos da sociedade ibérica. A romanização trouxe mudanças nas relações económicas, culturais e religiosas da região. Confira o nome de algumas aldeias, vilas e cidades portuguesas no tempo dos romanos:

  • Aeminium (Coimbra)
  • Ammaia (São Salvador da Aramenha)
  • Acoutínio (Alcoutim)
  • Aquae Flaviae (Chaves)
  • Arábriga (Alenquer)
  • Aranis, talvez Arandis (Santa Bárbara de Padrões, Castro Verde)
  • Arécio (Alvega)
  • Aruci ou Civitas Arucitana Nova (Moura)
  • Alavário (Aveiro)
  • Avêntela (Arrentela, freguesia da cidade do Seixal)
  • Bésuris; Esuri (Castro Marim)
  • Balatucelo (Bobadela, Oliveira do Hospital)
  • Balsa (Perto de Luz de Tavira)
  • Balto (Albufeira)
  • Bevipo (Alcácer do Sal)
  • Bracara Augusta (Braga)
  • Cale (Vila Nova de Gaia)
  • Cetóbriga (Setúbal)
  • Calípolis (Vila Viçosa)
  • Castra Leuca (Castelo Branco)
  • Cilpes (Rocha Branca, Silves)
  • Cinético Jugo (Cabo de Sines)
  • Civitas Aravoro (Marialva)
  • Civitas Igeditanoro (Idanha-a-Velha)
  • Centum Cellae; Centum Celas (Colmeal da Torre, Belmonte)
  • Colipo (Leiria)
  • Conímbriga (Condeixa-a-Velha, Sul de Coimbra)
  • Conistorgis (localização desconhecida no Algarve ou Baixo-Alentejo)
  • Dúmio (Dume)
  • Ebora, Ebora Cerealis, Liberalitas Júlia (Évora)
  • Eburobrício (Óbidos)
  • Egitânia (Idanha-a-Velha)
  • Aquabona (Coina, Barreiro)
  • Ipses (Alvor)
  • Lacóbriga (provavelmente na zona de Lagos)
  • Lancóbriga (Fiães, Santa Maria da Feira)
  • Lameco (Lamego)
  • Lorica (Loriga, Seia)
  • Longóbriga (Longroiva, Mêda)
  • Malateca (Marateca, Palmela)
  • Métalo Vispascense (Mina de Aljustrel)
  • Miróbriga Celticoro, ou Miróbriga (próximo de Santiago do Cacém)
  • Mondóbriga (Alter do Chão)
  • Moron (próximo de Santarém. Também apontado como Chões de Alpompé)
  • Mírtilis (Mértola)
  • Olisipo Felicidade Julia, Olisipo, Ulissípolis, Felicidade Júlia Olisipo, Ulisseia (Lisboa)
  • Opidana ou Lância Opidana (Guarda)
  • Ossónoba (Faro)
  • Pax Júlia, Pax Augusta, Colónia Pacense (Beja)
  • Porto Alacer (Portalegre)
  • Portus Cale (Porto)
  • Portus Hannibalis ou Porto de Aníbal (Portimão. Nome associado ao general Aníbal Barca.)
  • Salácia (Alcácer do Sal)
  • Sáurio (Soure)
  • Escálabis (Santarém)
  • Segóbriga (Segóvia, Campo Maior)
  • Sélio (Tomar)
  • Sirpe (Serpa)
  • Talabara (Alpedrinha, Fundão)
  • Talábriga (Marnel, Águeda)
  • Tongóbriga (Marco de Canaveses)
  • Trício (Covilhã)
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