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A aldeia mais portuguesa de Portugal

Aldeia histórica de Portugal, Monsanto é construída em pedra granítica. Monsanto, avista-se na encosta de uma grande elevação escarpada, designada de o Cabeço de Monsanto (Mons Sanctus). Situa-se a nordeste de Idanha-a-Nova e irrompe repentinamente do vale. No ponto mais alto o seu pico atinge os 758 metros.

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Ícone turístico da região, a Aldeia Histórica Monsanto é uma experiência peculiar para quem a visita. Concederam-lhe foral D. Afonso Henriques, D. Sancho I, D. Sancho II e D. Manuel.

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A parte mais antiga está no ponto mais alto, onde os Templários construíram uma cerca com uma torre de menagem. A esta estrutura é mais tarde adicionada uma outra, ritmada por torres, com dois recintos desnivelados. O primeiro inclui uma cisterna e a Igreja de Santa Maria. Na parte baixa, rasga-se a porta principal da cerca. Fora de muros, o povoado primitivo em torno da Capela de S. Miguel, pequeno tesouro da arquitectura românica, é defendido por uma cerca baixa. Sobranceira ao aglomerado, hoje em ruínas, ergue-se a Torre do Pião.

Foto: Alexandra Gnatoush
Foto: Alexandra Gnatoush

A procissão da festa de Maio, da Divina Santa Cruz, ascende ao castelo como lugar simbólico, num sentido contrário ao processo histórico de ocupação, que se foi transferindo para cotas mais baixas.

Monsanto: José Flacho
Monsanto: José Flacho

No baluarte, ponto de chegada e de partida à aventura, acede-se à aldeia que aqui se instalou progressivamente a partir do século XV. A partir deste ponto surgem múltiplas possibilidades: nas imediações a Igreja Matriz; na subida em direcção ao castelo o velho forno da aldeia; pelo encruzilhado das ruas as capelas do Espírito Santo e de Santo António, junto de duas das velhas portas fortificadas das quais retiram o nome; a torre sineira ou de Lucano encimada pelo galo de prata, imagem de marca da portugalidade; as fontes; as casas senhoriais com os seus brasões, entre os quais os Condes de Monsanto (1460), mais tarde elevados a Marqueses de Cascais.

Monsanto - José Flacho
Monsanto – José Flacho

Na infinidade de ruelas e veredas povoadas de casas, palheiros e furdas, representantes de uma arquitectura popular implantada ao sabor do relevo. A utilização do granito nas construções confere ao conjunto uma grande uniformidade entre o natural e o edificado. Este equilíbrio é, ainda, mais evidente quando os acidentes graní­ticos dão origem a curiosas utilizações de grutas e penedos integralmente convertidos em peças de construção.

Monsanto - Jorge Órfão
Monsanto – Jorge Órfão

No sopé do monte há motivos de interesse a não esquecer. No lado poente, a Capela de São Pedro de Vir-a-Corça, eremitério que teve feira em tempos medievais; a norte, junto à Relva, o extenso arvoredo da Quinta do Burrinho guarda o último souto da região, junto a um extenso parque repleto de espécies exóticas; em direcção a Levante e a Penha Garcia, situa-se a Ermida de Nossa Senhora da Azenha, lugar da última romaria do ciclo festivo anual da região, em Setembro.

Monsanto - Jorge Órfão
Monsanto – Jorge Órfão

Monsanto não se esgota. Para lá da rudeza da pedra há uma vida própria que se deixa observar. Memória de um tempo longo que persiste no seu quotidiano.

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