VortexMag
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle
No Result
View All Result
VortexMag
No Result
View All Result
Home Notícias

Uma das mais típicas e bonitas aldeias do Gerês

Soajo, no Gerês, tem 24 espigueiros em granito datados de 1782 ainda em uso, um pelourinho com cara sorridente e cabrito à moda local. Uma das aldeias mais intactas do Parque Nacional.

VxMag by VxMag
Jun 7, 2026
in Notícias
0
Soajo Gerês

Soajo

Partilhar no FacebookGuardar no Pinterest

ArtigosRelacionados

Freixo de Numão: castelos e ruínas romanas para descobrir no Norte de Portugal

Freixo de Numão: castelos e ruínas romanas para descobrir no Norte de Portugal

Jun 7, 2026
Figueiró da Granja

A aldeia que foi vendida por D. Afonso Henriques a troco de um cavalo e uma mula em 1146

Jun 7, 2026
Pia do Urso: um pequeno segredo para descobrir perto de Lisboa

Pia do Urso: um pequeno segredo para descobrir perto de Lisboa

Jun 7, 2026
Provavelmente, uma das aldeias mais bonitas da Serra da Estrela

Provavelmente, uma das aldeias mais bonitas da Serra da Estrela

Jun 6, 2026

Em Arcos de Valdevez, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, a aldeia do Soajo tem um cartão de visita imediato: 24 espigueiros dispostos numa enorme laje granítica no Eido do Penedo, cada um encimado por uma cruz, alinhados com a precisão de quem os construiu para durar.

O mais antigo data de 1782. Ainda são usados pela população para armazenar milho — a função original, mantida até hoje.

É uma das imagens mais fotografadas do Gerês. E uma das que melhor explica o que foi a vida comunitária nestas aldeias de montanha.

A aldeia e o que o granito define

Soajo remonta ao século XVI como sede de concelho — cargo que manteve até meados do século XIX — mas a sua origem é muito anterior. As antas e mamoas dispersas nas imediações, e o Santuário Rupestre do Gião, situam a presença humana aqui em tempos pré-históricos.

Entrar na aldeia é percorrer uma concentração de granito que não deixa dúvidas sobre o material que definiu tudo: as casas, as ruas, os muros, os espigueiros, o pelourinho.

A Casa da Câmara, a Igreja Paroquial, a Casa de Eanes e o pelourinho no Largo do Eiró ficam num raio pequeno e coexistem com as casas de turismo rural que foram chegando sem desfigurar o conjunto.

O pelourinho com pão na ponta

O pelourinho de Soajo não tem data conhecida — as teorias apontam para o século XVI. É simples na forma, com uma decoração mínima no topo: uma espécie de cara sorridente que a tradição local diz ser um pão a esfriar na ponta de uma lança. Não há outra explicação documentada. A imagem ficou, e com ela a história que a aldeia escolheu para a explicar.

Os espigueiros de Lindoso

A poucos quilómetros, Lindoso tem cerca de 60 espigueiros — o maior conjunto da região. A visita ao Soajo e a Lindoso no mesmo dia é a forma mais direta de perceber a escala e a importância desta arquitetura de armazenamento comunitário no Alto Minho. Em Lindoso há também castelo medieval e o Castro de Cidadelhe, e o trilho dos Moinhos de Parada, com sete quilómetros ao longo do rio.

O Poço Negro e o Mezio

Perto do Soajo, o Poço Negro é uma lagoa profunda — até cinco metros — que nos meses de inverno forma cascata com a força das águas. O acesso faz-se seguindo em direção a Paradela ou Cunha a partir da aldeia.

A porta do Mezio, uma das cinco entradas do Parque Nacional, fica nas proximidades. O percurso pedestre do Mezio até à Branda de Mosqueiros e ao respetivo miradouro demora cerca de uma hora, passa por monumentos pré-históricos e não exige preparação especial. O ponto de partida é o Centro de Interpretação do Mezio.

À mesa

O cabrito à moda do Soajo, os enchidos, o arroz de cabidela e os charutos de ovos moles definem uma cozinha de montanha que não precisa de apresentação turística para existir. O vinho verde fecha a refeição com a naturalidade de uma região onde a vinha sempre coexistiu com o granito.

O Soajo não tem a afluência dos pontos mais visitados do Gerês — e é isso que mantém os espigueiros no lugar onde sempre estiveram, sem grades nem horários de visita.

A laje de granito continua a ser o chão deles, o milho continua a ser a razão deles, e a aldeia em redor continua a ser a comunidade que os construiu e que ainda os usa.

VxMag

VxMag

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Freixo de Numão: castelos e ruínas romanas para descobrir no Norte de Portugal
Notícias

Freixo de Numão: castelos e ruínas romanas para descobrir no Norte de Portugal

by VxMag
Jun 7, 2026
0

Freixo de Numão pertence ao concelho de Vila Nova de Foz Côa, numa zona onde o Douro e o Côa...

Read moreDetails
Figueiró da Granja

A aldeia que foi vendida por D. Afonso Henriques a troco de um cavalo e uma mula em 1146

Jun 7, 2026
Pia do Urso: um pequeno segredo para descobrir perto de Lisboa

Pia do Urso: um pequeno segredo para descobrir perto de Lisboa

Jun 7, 2026
Soajo Gerês

Uma das mais típicas e bonitas aldeias do Gerês

Jun 7, 2026
Provavelmente, uma das aldeias mais bonitas da Serra da Estrela

Provavelmente, uma das aldeias mais bonitas da Serra da Estrela

Jun 6, 2026
5 formas de refrescar a casa no verão sem ligar o ar condicionado

5 formas de refrescar a casa no verão sem ligar o ar condicionado

Jun 6, 2026

© 2024 Vortex Magazine

Mais infomação

  • Ficha Técnica
  • Quem somos
  • Política de privacidade
  • Estatuto editorial

Redes Sociais

No Result
View All Result
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle

© 2024 Vortex Magazine