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Os 12 melhores locais para visitar em Lamego e arredores

É uma das cidades mais antigas de Portugal e está intimamente ligada à história do nosso país. Estes são os melhores locais para visitar em Lamego.

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Lamego
Lamego

Praticamente toda a gente em Portugal associa Lamego ao Santuário da Nossa Senhora dos Remédios. É a imagem de marca desta cidade, mas nem por isso é o único local digno de uma visita a Lamego. Situada a cerca de 12 km das margens do Douro, Lamego conheceu, no séc. XVIII, um tempo de grande prosperidade quando aqui se produzia um “vinho fino”, que esteve na origem do afamado vinho do Porto. Cidade muito antiga, já os Visigodos no séc. VII haviam elevado Lamecum a sede de bispado.

Lamego
Lamego

Depois, teve sorte igual a tantas outras localidades que mais tarde viriam a ser portuguesas: foi tomada pelos Mouros, reconquistada para os Cristãos, voltou à posse dos Mouros, até que em 1057, Fernando Magno de Castela, bisavô de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, a reconquistou definitivamente. Dos tempos medievais dão testemunho o castelo, no alto da cidade, a Sé e a pequena igreja de Santa Maria de Almacave.

A predominância da influência da Igreja ao longo de muitos séculos, que a extinção das Ordens Religiosas em 1834 viria a restringir, dotou Lamego de numerosos templos que revelam a influência clássica do tempo da sua construção nos sécs. XVI e XVII. Histórias contadas nos azulejos que revestem as paredes, pintura sacra e belas decorações em talha de ouro acrescentadas na época barroca são motivos para entrar quando passar por elas. A localização de Lamego tão perto das margens do rio Douro proporciona passeios onde se podem admirar admiráveis panoramas dos extensos vales onde nasce o vinho do Porto. Estes são os melhores locais para visitar em Lamego e arredores.

 

1. Nossa Senhora dos Remédios

De uma avenida central de Lamego (Dr. Alfredo de Sousa) sobe até ao alto de um morro uma imponente escadaria barroca com 686 degraus que termina num santuário rocaille, erguido em meados do séc. XVIII à veneração de Nossa Senhora dos Remédios, que só em 1905 ficaria totalmente acabado. A íngreme geologia do terreno acentua a grandiosidade do conjunto, rodeado pela mística do denso arvoredo que forma o Parque de Santo Estevão, um local muito aprazível. Nicolau Nasoni, autor das pinturas que revestem as abóbadas da Sé de Lamego, desenhou algumas das obras barrocas que decoram o conjunto nomeadamente uma belíssima fonte em granito que se encontra ao lado do Santuário.

Lamego
Lamego

Diversos patamares enriquecem o monumental escadório com interessantes obras escultóricas que amenizam a longa subida, salientando-se a fonte do Pelicano e uma pequena capela octogonal erguida no s. XVI em honra da Virgem a mando do Bispo D. Manuel de Noronha. Num dos patamares, erguem-se dezoito estátuas representando Reis e patriarcas da Judeia, elevando-se no centro de uma monumental taça de água um obelisco com 22 m de altura, decorado e sustentado por míticos atlantes. Finalmente, alcança-se o santuário, epítome do conjunto, dedicado à padroeira. O túmulo do fundador, o cónego José Teixeira Pinto, falecido em 1784, encontra-se à entrada da nave do templo.

 

2. Sé de Lamego

A fachada e o interior da Catedral de Lamego integram estilos arquitectónicos de várias épocas, impondo simultaneamente uma sensação de beleza e de monumentalidade. A primeira referência ao bispado de Lamego data do ano 572, quando o bispo Sardinário esteve presente no II Concílio de Braga, mas a diocese só foi restaurada após a derrota dos invasores árabes, tendo ressurgido no século XII. O edifício que hoje existe começou a ser construído em 1159 sobre uma antiga capela dedicada a São Sebastião, erigida algumas décadas antes. Em 1175 foi consagrada e dedicada a Santa Maria e São Sebastião.

Sé de Lamego
Sé de Lamego

Da arquitectura românica original resta a torre monumental que flanqueia a fachada principal pelo lado sul. Durante a Baixa Idade Média a edificação foi enriquecida com numerosos elementos, entre os quais algumas capelas funerárias, sobretudo de membros do episcopado. Na capela de São Nicolau encontra-se o túmulo do bispo fundador. Entre as diversas dependências que se prolongam a norte da fachada principal, destaca-se o antigo Paço dos Bispos, uma construção do período barroco que, desde 1917, é ocupada pelo Museu de Lamego, onde se conservam algumas das melhores obras de arte religiosa da cidade e os painéis que o conhecido pintor português Grão Vasco (século XVI) pintou para a capela-mor da Sé de Lamego.

 

3. Castelo de Lamego

A ocupação humana de Lamego verifica-se desde a pré-história, com crescimento de importância durante o domínio romano da península, seguindo-se os visigodos e a partir do século VIII, foi dominada pelos muçulmanos. A primitiva fortificação de Lamego pode remontar à época romana, mas o castelo existente quando se iniciou a reconquista cristã da península, faz crer que os árabes, pelo menos, reforçaram as suas defesas. Em 910, as forças da Galiza conquistam o castelo, mas voltaria a cair na mão dos árabes, e só em 1057, Fernando Magno, o consegue conquistar definitivamente.

Castelo de Lamego
Castelo de Lamego

Incluído no Condado Portucalense, por doação a Teresa de Leão, quando casa com D. Henrique de Borgonha, vem ser melhorado no início da independência de Portugal, época em que terá sido construída a Torre de Menagem. Classificado como Monumento Nacional, o castelo teve diversas intervenções a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, procedendo-se à eliminação das habitações encostadas às muralhas. Construído sobre uma planta poligonal irregular, destacam-se a Torre de Menagem, a alcáçova e fora dos muros, a antiga cisterna, com tecto é abobada sustentada por quatro arcos, uma estrutura bem conservada.

 

4. Capela de São Pedro de Balsemão

Alguma vez visitou a igreja mais antiga de Portugal? Este simples mas belo edifício foi testemunha, durante largos séculos, da história de Portugal. Tem mais de 1000 anos e assistiu a todos os episódios mais importantes da nossa história. Em Lamego, região Norte de Portugal foi erguida nos séculos VII e VIII a capela de São Pedro Balsemão. Fica a 4 km para leste, nos vales do rio Balsemão. Considerada a mais antiga Igreja do País, apesar de muito modificada, conserva o santuário do século VII, com origens visigóticas. A sua origem na época da Reconquista é um dos raros exemplares que restam da arquitectura religiosa da Alta Idade Média, assim como a de S. Frutuoso, em Braga (século VII) e S. Pedro de Lourosa, em Oliveira do Hospital (século X).

igreja mais antiga de Portugal
Capela de São Pedro Balsemão

A estrutura primitiva da igreja ficou preservada na entrada da capela-mor, onde se salienta o emprego de pedras de grande dimensão, colocadas no alto do remate dos pés direitos dos muros. O arco ultrapassado com moldura no intradorso referencia a arquitectura moçárabe. A decoração de base geométrica e abundante tem origens suevo-visigóticas. Outros temas helicoidais, rosetas, cruciformes, círculos, meandros, ornatos em dente de lobo e em corda completam a decoração, mas essa profusão de ornamentos tem inspiração asturiana. Sabe-se disso pelas afinidades com as existentes na igreja moçárabe de São Pedro de Lourosa, cuja construção data de 912.

1 COMENTÁRIO

  1. Gostava de saber porque não consigo SUBSCREVER BLOG VIA EMAIL,já tenho tentado imensas vezes sem SUCESSO !!!

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