Em muitas autoestradas portuguesas, há um comportamento que se repete diariamente: condutores que seguem longos quilómetros pela faixa do meio, mesmo quando a via da direita está livre.
A prática é comum, mas a lei não deixa margem para dúvidas e as consequências podem ir muito além de uma simples advertência.
A ideia de que a faixa central é mais “segura” ou facilita ultrapassagens ocasionais leva muitos automobilistas a ignorar as regras básicas de circulação. Outros mantêm-se nessa via por imitação ou simples distração.
Em qualquer dos casos, trata-se de uma infração com impacto direto na segurança e na fluidez do trânsito.
O que diz a lei sobre a utilização das faixas
O princípio é simples e está previsto no Código da Estrada: a circulação deve ser feita pela faixa mais à direita. O artigo 13.º determina que as restantes vias só devem ser usadas para ultrapassar ou mudar de direção.
Fora dessas situações, manter-se na faixa do meio ou na esquerda constitui uma infração. As coimas variam entre 60 e 300 euros e podem ser acompanhadas de sanções mais pesadas, como a perda de quatro pontos na carta de condução e a inibição de conduzir entre dois meses e dois anos, uma vez que se trata de uma contraordenação muito grave.
Dentro das localidades, a regra é diferente. O artigo 14.º permite a utilização da via mais conveniente ao destino. Já nas vias rápidas e autoestradas, a obrigação de circular à direita é clara.
Ultrapassar não é permanecer
A ultrapassagem continua a ter regras próprias. Depois de concluída a manobra, o condutor deve regressar à faixa da direita assim que existam condições de segurança.
Ultrapassar pela direita, mesmo quando outro veículo circula indevidamente na faixa do meio, é ilegal e especialmente perigoso. Esta infração é punida com coimas entre 250 e 1.250 euros, reflectindo o risco elevado associado a este tipo de manobra.
Sempre que um veículo permaneça indevidamente na faixa central, a ultrapassagem deve ser feita pela esquerda, retomando depois a via correcta.
Porque este hábito aumenta o risco de acidente
Circular na faixa do meio sem necessidade compromete a fluidez do trânsito e força outros condutores a mudanças constantes de via. Estas manobras adicionais aumentam a probabilidade de travagens bruscas, aproximações perigosas entre veículos e diferenças acentuadas de velocidade.
Quando cada faixa é usada para a sua função — circulação regular à direita e ultrapassagem à esquerda — o trânsito torna-se mais previsível e seguro.
Cumprir a regra mais simples da autoestrada
Respeitar a obrigação de circular pela direita não é apenas uma questão legal. É uma medida básica de segurança rodoviária que reduz conflitos, melhora o escoamento do tráfego e diminui o risco de acidentes.
Num contexto em que muitos comportamentos perigosos começam por pequenos hábitos, escolher a faixa certa pode fazer uma diferença real na segurança de todos.
Sugestões de títulos
- Circular na faixa do meio pode dar multa: o que diz o Código da Estrada
- O erro comum nas autoestradas que custa até 300 euros
- Faixa do meio: porque este hábito é ilegal e perigoso
Metadescrição (até 180 caracteres)
Circular na faixa do meio da autoestrada é uma infração. Saiba o que diz a lei, quais as coimas aplicáveis e porque este hábito aumenta o risco de acidente.






