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Candal: uma belíssima aldeia de xisto para descobrir na Serra da Lousã

Na Serra da Lousã, o Candal combina casas de xisto, miradouros, trilhos e gastronomia típica num cenário de natureza e silêncio.

VxMag by VxMag
Fev 25, 2026
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Na encosta soalheira da Serra da Lousã, a pouco mais de dez quilómetros da vila da Lousã, o Candal desenha-se em socalcos de pedra escura voltados ao vale.

É uma das imagens mais reconhecíveis da rede das Aldeias do Xisto, mas a popularidade não lhe retirou escala nem identidade. Aqui, o xisto dita a arquitetura, a água marca o compasso e a serra impõe silêncio.

Muitas visitas começam com a ideia de subir ao Trevim, ponto mais alto da serra, mas o Candal justifica paragem demorada.

O acesso é simples, a recuperação do casario foi feita com critério e o equilíbrio entre turismo e quotidiano mantém-se visível nas ruelas inclinadas, onde as fachadas recuperadas convivem com portas antigas e pequenos apontamentos floridos.

Entre a ribeira e os moinhos

O primeiro impacto é visual: casas compactas, muros robustos, varandas discretas voltadas ao sol. A intervenção recente respeitou a traça original e trouxe novas funções ao interior — alojamentos, espaços de apoio, pequenas lojas — sem descaracterizar o conjunto.

No centro, o chafariz lembra o tempo em que a água organizava rotinas. A ribeira atravessa a aldeia e alimentava cinco moinhos, testemunhos de uma economia agrícola e comunitária que moldou o território. Seguir o som da água é perceber como o Candal cresceu em diálogo permanente com a montanha.

A curta distância, a Cascata do Candal surge como pausa natural. O acesso faz-se por trilho irregular, mas a pequena queda de água, enquadrada por vegetação densa, compensa o cuidado na descida — sobretudo nos dias quentes, quando a sombra se torna abrigo.

Miradouros e caminhos com vista

No topo da aldeia, o Miradouro do Candal ajuda a ler a paisagem: o casario encaixado na encosta, o vale a perder de vista, as linhas da serra a desenharem o horizonte. Ao fim da tarde, a luz rasante acentua as tonalidades do xisto e sublinha o traçado das ruas.

Para quem prefere descobrir a região a pé, o trilho PR2 liga o Candal ao Talasnal, atravessando bosques de castanheiros e carvalhos. Há troços exigentes, mas também clareiras que revelam panorâmicas amplas.

Outra opção é seguir a levada, acompanhando os antigos canais que conduziam a água aos moinhos — um percurso mais tranquilo, ideal para observar a envolvente.

O Candal integra ainda um circuito mais vasto pela serra, podendo articular-se com aldeias próximas como Casal Novo ou Chiqueiro, numa sequência que alterna pedra, floresta e vistas abertas.

Natureza e mesa serrana

A envolvente tem elevado valor ecológico. Carvalho-negral, castanheiro e mato serrano estruturam a paisagem, onde o aroma da carqueja se torna presença constante. Ao amanhecer ou ao final do dia, não é raro avistar veados, javalis ou aves de rapina a sobrevoar as encostas.

À mesa, a tradição mantém-se firme. No restaurante Sabores da Aldeia, a chanfana — carne de cabra cozinhada lentamente em vinho tinto, em caçoila de barro — e o cabrito assado são referências da serra. O mel da Lousã (DOP) e os licores artesanais completam a experiência, prolongando o sabor da montanha.

Um ponto de partida para explorar

Apesar da proximidade à Lousã e da estrada que facilita a chegada, o Candal conserva um ambiente resguardado. Entre a ribeira, os trilhos e o casario de xisto, afirma-se como base consistente para descobrir a Serra da Lousã com tempo.

Trata-se de uma aldeia habitada pela memória da água e pela solidez da pedra. Aqui, a montanha impõe ritmo próprio e convida a ficar — nem que seja para ver a luz mudar sobre o xisto ao cair da tarde.

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