VortexMag
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle
No Result
View All Result
VortexMag
No Result
View All Result
Home História

A aldeia da Indonésia onde se dança o Vira e se canta em Português

A muitos quilómetros de distância, em Tugu, uma aldeia da Indonésia, há uma comunidade que descende de portugueses e que mantém vivas as suas tradições.

VxMag by VxMag
Mai 2, 2021
in História
1
aldeia da indonésia tugu

Traje Português

Partilhar no FacebookGuardar no Pinterest

ArtigosRelacionados

Limpar a máquina de lavar louça: o local onde a sujidade se esconde e entope o aparelho

Como limpar a máquina da loiça por dentro: os pontos críticos que ninguém limpa (e deveria)

Mar 16, 2026
Duarte Pacheco Pereira

Duarte Pacheco Pereira: o navegador que poderá ter descoberto o Brasil antes de Cabral

Set 22, 2025
Suevos

A herança e a importância dos Suevos na história de Portugal

Set 21, 2025
Filipe II

Filipe II: o Rei espanhol que amava Portugal

Set 21, 2025

Em 1641, os holandeses conquistaram Malaca, na Indonésia, a Portugal, escravizando os sobreviventes portugueses e os seus descendentes. Alguns destes escravos foram levados para Jacarta, que foi rebatizada pelos holandeses com o nome de Batavia (nome que os romanos tinham dado à Holanda). Batavia tornou-se o centro de atividades da Companhia Holandesa das Índias Orientais. Aos escravos portugueses vindos de Malaca, juntaram-se outros portugueses e descendentes, vindos da Índia, Ceilão e de outros destinos.

Em Batavia, os holandeses tentaram ao máximo apagar as tradições portuguesas destes escravos, fazendo-os adotar nomes holandeses ou com sonoridade holandesa, e forçando-os a trocar o catolicismo pelo calvinismo. Estes escravos foram obrigados a viver num pequeno pedaço de terra situado a 10km do centro de Batavia, a que deram o nome de Tugu (Toegoe, em holandês), e que hoje se chama Kampung Tugu. 

Estes escravos foram libertados em 1661, passando a ser chamados de Mardijker, palavra que significa “libertos”. Curiosamente, é desta palavra que deriva a palavra indonésia para liberdade: merdeka.

Tugu
Tugu

Apesar dos esforços holandeses, esta população conservou vários vestígios da sua herança portuguesa até aos nossos dias. Trezentos e setenta anos depois de os laços com o nosso país se terem cortado, a população ainda acarinha Portugal, um país do outro lado do mundo, mas que muitos consideram como seu. 

Não é fácil chegar a Tugu, a nordeste de Jacarta, capital da Indonésia. Mesmo ao fim-de-semana, o trânsito que liga à aldeia é caótico, devido à proximidade do porto de Tanjung Priok, o principal do país, com cerca de 430 hectares.

Apesar dos inúmeros camiões que entopem a estrada principal, sente-se uma tranquilidade ao chegar a Tugu, um ex-líbris de Portugal. Junto ao cemitério e à igreja branca datada do século XVII, há um espaço aberto e arvoredo que lembra o centro de algumas aldeias portuguesas, até pelos idosos que por ali vão deixando cair o tempo.

Tugu
Tugu

Esta reportagem que aqui lhe deixamos, de uma estação televisiva indonésia, é uma prova da herança portuguesa forte na Indonésia. A reportagem está em indonésio, contando com a intervenção em inglês do embaixador de Portugal em Jacarta e de uma leitora de português de uma universidade local.

Apesar de não entendermos uma palavra da reportagem, só as imagens já são eloquentes o suficiente para percebermos o sentimento dos Tugus relativamente a Portugal:

Falava-se o Papiá Tugo dentro da população, um crioulo de origem portuguesa muito semelhante ao Papiá Cristão que ainda hoje é falado em Malaca. Infelizmente, já ninguém sabe falar Papiá Tugu em Jacarta, com exceção de uma ou outra palavra avulsa. O último falante deste crioulo, chamado Jacob Quiko, faleceu em 1978. O Papiá Tugu apenas subsiste em alguns poemas e canções, como a canção que aqui lhe deixamos: 

Muitas músicas são ainda cantadas, apesar de já não serem entendidas. Como a Bastiana ou a Moresco, entre outras. A Contribuição de Tugu para a musica indonésia foi muito grande. A música nacional da Indonésia, o Krontjong ou keroncong, derivou das cantigas sonolentas e saudosas da aldeia de Tugu.

O Cafrinho terá vindo com os indo-portugueses de Ceilão. E ainda hoje os melhores cantores de Krontjong continuam a ser requisitados da aldeia. É de notar que essa influência não se limitou ao estilo mas manteve-se também no vocabulário dos temas e nos instrumentos.

VxMag

VxMag

Comments 1

  1. valdemar sousa says:
    5 anos ago

    Muito interessante. Belo trabalho de divulgação. Parabéns!

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pudim de ovos caseiro
Notícias

Pudim de ovos à antiga: simples, tradicional e sem margem para erro

by VxMag
Abr 9, 2026
0

Poucos doces são tão portugueses quanto este. O pudim de ovos não precisa de apresentação elaborada nem de ingredientes fora...

Read moreDetails
Cascata e Santuário da Peneda Gerês

Santuário da Peneda: a cascata de 300 metros, a pastorinha de 1220 e a romaria que vem da Galiza

Abr 9, 2026
ervas aromáticas

10 ervas aromáticas para cultivar em vasos na cozinha (e transformar os seus pratos)

Abr 9, 2026
Alimentar animais na rua pode dar multa até 1.500 euros: o que está em causa

Alimentar animais na rua pode custar até 1.500 euros – e há boas razões para isso

Abr 9, 2026
Pudim de pão à moda antiga: aprenda a fazê-lo como a sua avó fazia

Pudim de pão à moda antiga: aprenda a fazê-lo como a sua avó fazia

Abr 9, 2026
Kit de emergência para 72 horas: o que deve mesmo ter em casa para uma situação crítica

Kit de emergência para 72 horas: o que a UE recomenda que tenha em casa

Abr 9, 2026

© 2024 Vortex Magazine

Mais infomação

  • Ficha Técnica
  • Quem somos
  • Política de privacidade
  • Estatuto editorial

Redes Sociais

No Result
View All Result
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle

© 2024 Vortex Magazine