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5 aldeias abandonadas que merecem a sua visita

Em Portugal, perdidas no tempo, estas aldeias abandonadas merecem a sua visita. E, quem sabe, talvez se apaixone por uma delas e a recupere...

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Drave
Drave (Rui Videira)

 

Infelizmente, o número de aldeias abandonadas em Portugal tem aumentado a cada ano. Apesar dos inúmeros projectos de recuperação para turismo rural que se vão fazendo aos poucos, as aldeias abandonadas persistem em manter-se. E há mesmo quem esteja a vender aldeias abandonadas com a intenção de depois serem recuperadas em projectos de turismo rural, algo que pode ser uma boa aposta para recuperar o nosso património e manter vivas as nossas tradições. Muitas destas aldeias são preciosidades cheias de histórias para descobrir. Encante-se com 5 aldeias abandonadas que merecem a sua visita.

 

1. Anta (Lamego)

Foto: Joana Sá
Foto: Joana Sá

Pelos confins de Lazarim, relativamente perto de Lamego, vários quilómetros depois de muita emoção por empedrado e terra batida encontramos a aldeia semi-abandonada da Anta. Os anteriores habitantes limitam-se agora a cultivar as terras e levar o gado a pastar à antiga aldeia. Entretanto, a oportunidade de negócio que representa, paralelamente à proliferação das antenas eólicas por aqueles montes, deixam antever a recuperação, total ou parcial da aldeia.

 

2. Levadas (Castro Daire)

Foto: Hélio Costa
Foto: Hélio Costa

Em plena Serra de Montemuro, situa-se aldeia de Levadas, pertencente à freguesia de Cabril. É inteiramente constituída por casas de arquitectura tradicional, com paredes em granito e telhados em xisto. Contudo estamos numa aldeia fantasma. Aldeia fantasma pois já aqui não habita vivalma, o que transmite um encanto redobrado a esta povoação. O último habitante partiu há cerca de 8 anos.

 

3. Drave (Arouca)

locais para visitar na Serra da Freita
Drave

Aldeia típica em que as casas são feitas de pedra, denominada pedra Lousinha, sendo a sua cobertura de xisto. Os arruamentos são irregulares e a aldeia situa-se no fundo da montanha. O lugar da Drave, fica situado a mil metros de altitude, praticamente isolado dos lugares vizinhos, com fracos acessos, impraticáveis durante o inverno. Drave foi berço da família Martins, que se conhece desde 1700, tendo o padre João Nepomuceno de Almeida Martins, tomado a iniciativa de realizar neste local em 1946, a primeira reunião familiar, que trouxe até aqui mais de 500 parentes, desde então esta reunião tem-se vindo a realizar de 2 em 2 anos, tendo já sido publicada a monográfica da família.

 

4. Colmeal (Figueira de Castelo Rodrigo)

Foto: João Sousa
Foto: João Sousa

Em 1956, a então proprietária decidiu quebrar os vínculos que tinha com a população que aí residia e decidiu recorrer ao tribunal para expulsar os habitantes. A proprietária acabou por ganhar em tribunal. Os populares não aceitaram e a Guarda Nacional Republicana viu-se obrigada a intervir para expulsar os resistentes no dia 10 de julho de 1957. Segundo os populares houve casas queimadas e registaram-se mesmo alguns mortos entre os populares da localidade. Foi a primeira vez que tal sucedeu em Portugal, uma população ser expulsa colectivamente de uma localidade inteira. Da localidade restam as casas que se encontram abandonadas. Os habitantes despejados das suas casas tiveram que se deslocar para outras localidades do município de Figueira de Castelo Rodrigo.

 

5. Catarredor (Lousã)

Foto: José Gomes
Foto: José Gomes

A aldeia apresenta uma forte unidade de conjunto. É atravessada por alguns trilhos pedonais importantes. Ponto relevante para as actividades de recreio na serra. Miradouro natural sobre a serra e aldeias. A população jovem dinamiza eventos culturais. Os festejos de verão incluem espectáculos de música. Pensa-se que o nome Catarredor se atribui ao facto desta aldeia se situar num ponto alto, de defesa, e proporcionar uma vista abrangente e de grande beleza: “cata-redor”, ou seja, “olha em redor”. Uma preciosidade para visitar na serra da Lousã!

 

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5 COMENTÁRIOS

  1. No caso de Colmeal, tendo em vista o que se passou das duas uma ou se devolvem os bens imóveis (casas, etc) aos que lámoravam e/ou aos seus descendentes ou então que fique relegada aos esquecimento como justa paga de “quem tudo quer tudo perde”.

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