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15 fantásticos locais para visitar perto de Tomar

Nos arredores de Tomar, há monumentos, praias e aldeias para descobrir. Estes são os melhores locais para visitar perto de Tomar.

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Tomar
Festa dos Tabuleiros - Tomar

A belíssima cidade de Tomar transformou-se, nos últimos anos, num importante destino turístico nacional e internacional, muito por causa da sua história associada aos cavaleiros templários e do seu Convento de Cristo. Mas existe muito mais para descobrir nos arredores de Tomar. Sendo uma localidade bastante central em relação a importantes monumentos nacionais, a partir de Tomar é possível alcançar, facilmente, o Mosteiro da Batalha, o Mosteiro de Alcobaça e o Santuário de Fátima, por exemplo.

Tomar
Convento de Cristo, Tomar

As praias e as cidades costeiras também não estão longe: Peniche, São Martinho do Porto e Nazaré são apenas alguns dos exemplos. E além de tudo isto, há ainda pequenos tesouros para descobrir, a começar desde logo por Óbidos, sem esquecer Ourém ou Penela. Estes são os melhores locais para visitar nos arredores de Tomar.

 

1. Fátima

De origens remotas, foi o domínio árabe que marcou o desenvolvimento do lugar e lhe deu o nome, Fátima. Segundo a lenda, durante a Reconquista Cristã o cavaleiro templário Gonçalo Hermingues, conhecido por Traga-Mouros, apaixonou-se por Fátima, uma moura cativa durante uma emboscada. Correspondendo ao amor, a jovem converteu-se ao cristianismo tomando o nome de Oureana. No séc. XVI, a localidade foi elevada a paróquia da colegiada de Ourém, integrando-se então na Diocese de Leiria. A localidade desenvolveu-se bastante a partir do acontecimento das Aparições de Fátima, no início do séc. XX, transformando-se num dos maiores centros do culto mariano em Portugal, reconhecido mundialmente pela Igreja Católica.

Santuário de Fátima
Santuário de Fátima

A 1º aparição teve lugar em 1917, no lugar da Cova da Iria, onde se situa actualmente o Santuário. As maiores manifestações dos devotos ocorreram a 13 de Maio (onde se destacam a Procissão das Velas, no dia 12 à noite, e a Procissão do Adeus, no dia 13, que encerra as celebrações) e a 13 de Outubro. No entanto, entre estas duas datas, todos os dias 13 são de devoção. Relacionado com o culto a Nossa Senhora de Fátima, podem visitar-se as casas onde viveram os pastorinhos videntes, na aldeia de Aljustrel. No quintal da Casa de Lúcia, um monumento assinala a 2ª aparição do Anjo da Paz e o fim da Via Sacra, iniciada no Santuário. Ao longo da via existem 14 capelinhas oferecidas pelos católicos húngaros refugiados no Ocidente. Destaca-se a passagem por Valinhos, a 400 metros da aldeia, onde monumentos assinalam o local da 4ª aparição em 1917 e a Loca do Anjo, onde em 1916 os pastorinhos viram o Anjo da Paz da 1ª e 3ª vezes.

 

2. Leiria

Leiria tem um rio que corre para cima, uma torre que não tem Sé, uma Sé que não tem torre e uma Rua Direita que o não é. (Rima Popular). Para D. Afonso Henriques, primeiro conquistador cristão de Leiria em 1135 e o fundador do seu castelo, o local constituía a sentinela avançada para a sua estratégia de conquista de Santarém, Sintra e Lisboa aos Mouros, o que viria a suceder em 1147. Durante mais de meio século Leiria voltaria a ser devastada pelas incursões dos exércitos mouros e a sua conquista definitiva só viria a acontecer no reinado de D. Sancho I no final do séc. XII, dando-lhe o monarca o foral em 1195.

Castelo de Leiria
Castelo de Leiria

Em 1254 D. Afonso III realizou aqui as primeiras Cortes com a presença de todos os procuradores dos concelhos do Reino, facto de extrema importância na História de Portugal, pois foi a primeira vez que o povo pôde exprimir as suas reivindicações junto do Rei. Do Castelo medieval a cidade cresceu fora de muralhas num primeiro tempo marcado pela românica Igreja de São Pedro e depois no séc. XVI com a construção da Sé Catedral e da Misericórdia. A cidade expandiu-se então até ao rio Lis e as suas frondosas margens acolheram diversos edifícios religiosos.

 

3. Mosteiro de Alcobaça

A construção do templo foi iniciada em 1178, tendo como inspiração a abadia de Claraval (em França), sede da Ordem de Cister. O Mosteiro de Alcobaça foi assim construído num estilo a que se chamou Gótico Primitivo, que tem o seu expoente máximo na Catedral de Notre Dame, em Paris. Um dos aspectos mais impressionantes deste monumento é a nave central; simples e pouco ornamentada, é bem demonstrativa do despojamento da época medieval. No entanto, falar no Mosteiro de Alcobaça é falar também da maior história de amor da História de Portugal. A paixão trágica de D. Pedro e D. Inês de Castro está imortalizada naquele local. Os túmulos dos dois amantes recordam, desde o século XIV, que o amor pode ser eterno. Foram colocados frente a frente, para que os dois apaixonados se reencontrem no Dia da Ressurreição.

Mosteiro de Alcobaça
Mosteiro de Alcobaça

Da época medieval são igualmente algumas dependências que permitem imaginar como seria o quotidiano dos monges que o habitaram: o refeitório, o dormitório, a Sala do Capítulo e o Claustro de D. Dinis. Do século XVI é o Claustro do Cardeal, que constitui uma homenagem ao Infante D. Henrique. Posteriores, e seguindo por isso a complexa estética barroca, há espaços igualmente interessantes, como a Sacristia Nova, a Capela Relicário, assim chamada por possuir 89 esculturas-relicário, e a Capela do Desterro, com um interior revestido a azulejos, com episódios bíblico, como a Fuga e o Regresso do Egipto e passos da vida de Jesus.

 

4. Mosteiro da Batalha

Classificado pela UNESCO como Património da Humanidade desde 2007, o Mosteiro da Batalha, ou Convento de Santa Maria da Vitória é uma das maiores jóias arquitectónicas Portuguesas, e também o símbolo mais marcante da Dinastia de Avis. Mandado edificar pelo rei D. João I, Mestre de Avis, como agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota que deu o mote final na difícil crise de 1383-85, os trabalhos de construção iniciaram-se em 1388, atribuídas ao Mestre Afonso Domingues. O Mosteiro da Batalha é hoje o grande monumento do Gótico final português e o primeiro onde se estreou a “Arte Manuelina”. Em 1402 surge a influência Gótica Flamejante, pela mão do Mestre Huguet que se encarrega das obras de construção do Mosteiro, dotando a estrutura de um novo fôlego, iniciando-se a construção da abóbada da Sala do Capítulo, da Capela do Fundador e das Capelas Imperfeitas (panteão do rei D. Duarte).

Mosteiro da Batalha
Mosteiro da Batalha – Dimitry Shaikyn

Sabe-se que ao projecto inicial da construção deste Mosteiro correspondem as diversas dependências monásticas como a Sala do Capítulo, o Refeitório, a Sacristia, a Igreja e o Claustro, entre outros, assemelhando-se em muito em termos estruturais este projecto ao “vizinho” Mosteiro de Alcobaça. De destacar, igualmente, que no Mosteiro da Batalha se encontra o mais importante núcleo de Vitrais Medievais Portugueses, visíveis na Capela-Mor e na Sala do Capítulo, albergando ainda o importante arquivo e o espólio da oficina de Ricardo Leone. Sabe-se hoje que um pequeno e modesto templo, conhecido por Igreja Velha, terá sido construído no início das primeiras obras de construção do Mosteiro, onde se celebravam as cerimónias para todos os operários do estaleiro.

 

5. Óbidos

Óbidos dispõe de um maravilhoso centro histórico, cercado por muralhas com ameias clássicas, composto por um labirinto de ruas calcetadas e casas caiadas de branco, decoradas com flores assim como brilhantes toques de tinta amarela e azul. Esta charmosa vila atinge o seu esplendor durante a tarde, mas há também inúmeras razões para também pernoitar aqui; pois há um excelente ambiente nos bares medievais, assim como um enorme castelo no alto de uma colina, que se tornou uma das pousadas mais luxuosas de Portugal.

Óbidos
Óbidos

Passear pelo seu enredo de ruas antigas e casas caiadas de branco é uma experiência fabulosa em qualquer época do ano, porém ainda mais especial se visitar durante um dos seus muitos festivais. Visitar Óbidos é como regressar ao passado!

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