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10 factos sobre Portugal que nem os portugueses conhecem

Tem a certeza que conhece bem Portugal? Ao ler este artigo talvez se surpreenda. 10 factos sobre Portugal que nem os portugueses conhecem.

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Julga que sabe tudo sobre a história de Portugal? Como qualquer outro país, Portugal possui episódios na sua história menos conhecidos ou que não são ensinados na escola. Podem ser episódios insólitos ou caricatos e, por vezes, até um pouco humilhantes para os seus intervenientes e para nós todos enquanto nação. Descubra 10 factos sobre Portugal que nem os portugueses conhecem.

 

1. Assim era a nossa primeira bandeira

Primeira bandeira de Portugal
Primeira bandeira de Portugal

Muito mais simples e sem nada a ver com a nossa actual bandeira. Curiosamente, era igual à actual bandeira da Finlândia. As cores azul e branca da bandeira iriam permanecer até à queda da Monarquia, embora a primeira bandeira de Portugal sofresse inúmeras alterações ao longo dos séculos, como a adição da esfera armilar ou dos castelos e escudos.

 

2. Há mais igrejas portuguesas em Roma do que em algumas cidades portuguesas

Roma
Roma

Em diversas Igrejas de Roma podem admirar-se obras de ilustres cardeais portugueses: Túmulo de Dom Antão Martins de Chaves, na Basílica de São João de Latrão; O túmulo do cardeal D. Jorge Costa, o alpedrinha, na Igreja de Santa Maria do Populo (Chiesa di santa maria del popolo); O túmulo do cardeal D. Pedro Fonseca nas catacumbas do Vaticano; etc.

Nesta cidade, entre os monumentos funerários de portugueses são ainda de destacar no século XVII duas capelas: a Capela Fonseca, na Igreja de S. Lourenzo in Luciano, executada por Bernini (Gabriel da Fonseca foi médico do Papa Inocêncio X); Capela da Sylva, na Igreja de Santo Isidoro, também feita por Bernini (Rodrigo Lopes da Silva, cavaleiro de Santiago e a sua mulher Beatriz da Silveira -Condessa da Silva mandaram construir esta capela para eles e os seus descendentes, trata-se de uma família de ricos cristãos-novos).

 

3. Paris é a 2ª cidade do mundo com mais portugueses

Paris
Paris

É conhecida como a cidade da luz ou do amor. Entre as décadas de 50 e 60, Paris foi o destino escolhido por 1,5 milhões de portugueses. Hoje, pelos olhos dos novos emigrantes portugueses, perdemo-nos nas grandes avenidas desta cidade repleta de cultura, história e glamour. Metemo-nos por becos e mercados, bebemos champanhe pelos cabarets e dividimo-nos entre o som do piano dos teatros e o frenesim da noite parisiense.

 

4. Durante 800 anos existiu um pequeno país entre Portugal e Espanha

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Por estranho que possa parecer, é mesmo real! Conhecido por Couto Misto, este pequeno território encravado entre Portugal e Espanha tinha regras próprias e podia acolher refugiados de ambos países. Situava-se na zona de Tourém, em Montalegre e pode saber mais sobre esta história neste artigo: O país que existiu durante 800 anos entre Portugal e Espanha

 

5. O embaixador Sousa Mendes salvou mais judeus do que Óscar Schindler

Aristides de Sousa Mendes
Aristides de Sousa Mendes

Cônsul de Portugal em Bordéus no ano da invasão da França pela Alemanha Nazi na Segunda Guerra Mundial, Sousa Mendes desafiou ordens expressas do ditador António de Oliveira Salazar que acumulava a função de ministro dos Negócios Estrangeiros, e durante cinco dias concedeu milhares vistos de entrada em Portugal a refugiados de várias nacionalidades que desejavam fugir da França em 1940.

Por muitos considerado um herói, Aristides de Sousa Mendes terá salvado dezenas de milhares de pessoas do Holocausto. Chamado de “o Schindler português”, Sousa Mendes também teve a sua lista e salvou a vida de milhares de pessoas, das quais cerca de 10 mil judeus. Mas segundo, Avraham Milgram historiador da Yad Vashem num estudo publicado em 1999 pelo Shoah Resource Center, International School for Holocaust Studies, a diferença entre o mito dos 30 mil vistos e a realidade é grande.

 

6. Um português foi rei de Myanmar

Filipe de Brito
Filipe de Brito

Chamava-se Filipe de Brito e era um comerciante e aventureiro que tentava fazer fortuna no Oriente. Viu-se envolvido em várias batalhas como conselheiro do Sultão do Pegu, uma região de Myanmar. Devido a essas vitórias a reputação dos portugueses foi tão grande com a gente do Pegu, que rapidamente quiz sêr empregada por eles, até que dentro de um tempo curto puderam receber os serviços de 20,000 naturais.

Esses, em consideração ao êxito alcançado por Filipe de Brito e Nicote, e o seu bom temperamento (por causa do qual eles o chamaram “Changá”, ou “Homem Bom “), proclamaram-no rei. Como ele estava aínda ausente, Salvador aceitou a coroa em seu nome, mas logo que voltou Nicote recebeu o reino em nome do rei de Espanha e Portugal.

 

7. Garcia de Orta recebeu a cidade de Bombaim como presente pelos seus serviços a um Sultão

Bombaim
Bombaim

Foi um médico conceituado em Goa, praticando medicina no hospital e na prisão de Goa. Foi médico de figuras relevantes do meio político e social como o sultão de Ahmadnagar, exercendo igualmente o comércio e outras actividades lucrativas. Apesar de nunca ter visitado a região do Golfo Pérsico ou de ter viajado para oriente de Ceilão, Orta contactou em Goa com comerciantes e viajantes de todas as nacionalidades e religiões.

Graças ao seu serviço e amizade com o vice-rei Pedro Mascarenhas, cerca de 1554 foi-lhe dado o foro da ilha de Bombaim, então sob domínio português. Em Bombaim mandou construir uma quinta ou solar no local onde depois os britânicos erigiram o Forte de Bombaim (actualmente também chamado castelo [castle] e Casa de Orta).

 

8. No século XVI quase todas as cortes da Europa tinham um médico português

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Estávamos em plena era dos Descobrimentos e, além disso, a fama da Universidade de Coimbra estendia-se por toda a Europa. Como consequência, muitos dos Reis europeus da época faziam questão de ter um médico português ao seu serviço, graças sobretudo à boa formação que estes recebiam em Coimbra e aos conhecimentos extra trazidos das ex-colónias portuguesas.

 

9. Temos as fronteiras mais antigas da Europa

Mapa de Portugal
Mapa de Portugal

A fronteira Espanha-Portugal, conhecida pelo epíteto de A Raia (em espanhol: La Raya; em galego: A Raia), é a linha que divide os territórios de Portugal e Espanha. É uma das mais antigas fronteiras da Europa, com alguns limites estabelecidos desde o tempo do Condado Portucalense e do Reino de Leão.

De uma forma mais ampla, a raia é igualmente o espaço geográfico, de um e de outro lado da fronteira política, em que as populações partilham elementos históricos, linguísticos, culturais e económicos.

A história da raia está associada à história da Reconquista na parte ocidental da Península Ibérica. Os acontecimentos determinantes são o Tratado de Zamora, em 1143, que assinala o nascimento de Portugal como reino independente e o Tratado de Alcanizes, em 1297, que estabelece no essencial as fronteiras de Portugal.

 

10. O chá foi introduzido na Inglaterra pelos portugueses

Chá das 5
Chá das 5

Os ingleses ganharam a fama mundial do “chá das 5” mas, na realidade, quem introduziu o chá na Inglaterra foram os portugueses e, além disso, a primeira Rainha inglesa a criar o hábito do “chá das 5” era… portuguesa. Já agora… e porque razão a palavra inglesa para chá é “tea”? Porque os portugueses transportavam o chá em caixas de madeira assinaladas com a letra T, que na língua inglesa se pronuncia “tea”.

 

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