Início Sociedade Raças de cães portugueses

Raças de cães portugueses

Faz ideia de quantas raças de cães portugueses existem? Talvez sejam bem mais do que as que imagina. Do Rafeiro Alentejano ao Serra da Estrela, confira.

125584
1
Rafeiro do Alentejo

Desde que um cão de raça portuguesa se tornou no animal de estimação do Presidente dos Estados Unidos que muitos de nós começaram a dar mais atenção às raças que têm origem no nosso país. Portugal possui muitas mais raças de cães do que se poderia pensar. Muitas dessas raças carecem da devida protecção e reconhecimento e são mantidas, sobretudo, graças ao empenho de uns quantos criadores dedicados. Conheça 11 raças de cães portugueses.

 

1. Cão de água Português

Raças de cães portugueses
Cão de água Português

O Cão D’água Português é um cão resistente e elegante. Muito companheiro, os exemplares da raça são conhecidos por suas habilidades originais, o nado e o mergulho. O Cão D’água Português é muito forte, corajoso, tem óptimos olfacto e visão. É um cachorro que precisa exercitar-se, principalmente enquanto filhote. É considerado alegre, tenaz e voluntarioso.

O Cão D’água Português, definitivamente não é um cachorro que se adapta a viver confinado em um canil. Gosta de companhia, adora a família e precisa sentir-se parte dela. A pelagem do Cão D’água Português é também muito resistente, ajudando o cachorro a executar suas tarefas na água.

O tamanho dos cães machos da raça Cão D’Água Português é, em média de 54 cm, e de 46 cm, em média, para as cadelas.

 

2. Cão da Serra da Estrela

Raças de cães portugueses
Cão da Serra da Estrela

Utilizado principalmente como guarda de pastoreio, o Cão da Serra da Estrela é uma raça de origem portuguesa e é, hoje em dia uma das mais populares raças de cães em Portugal. O Cão da Serra da Estrela é um cachorro de grande porte, um mastim do tipo molossóide. Com aparência rústica, o Cão da Serra da Estrela é uma raça bem proporcionada e demonstra atitude imponente. Esta raça possui um olhar expressivo e doce.

O Cão da Serra da Estrela é um magnífico guardião de fazenda e casa, desconfiado com estranhos e tipicamente dócil com seus donos. A pelagem é ligeiramente grossa, abundante, com textura semelhante ao pelo de cabra. O subpelo é fino e curto, normalmente mais claro que a pelagem de cobertura. O Cão da Serra da Estrela possui duas variedades de pelagem; pelo longo e pelo curto. As cores típica da raça são o Sólido (amarelo, fulvo e cinza em qualquer tom e intensidade); o Cinza Lobo (fulvo com tons de amarelo e cinza); e o Tigrado (cor básica fulvo, amarelo ou cinza com listras pretas).

A altura média dos cães machos da raça fica entre 65 e 73 cm, medidos sempre a altura da cernelha. As fêmeas devem medir entre 62 e 69 cm. O peso deste cão pode variar de 35 a 60 kg.

 

3. Cão Fila de São Miguel

Raças de cães portugueses
Cão Fila de São Miguel

O Cão Fila de São Miguel é um cão boiadeiro originário da Ilha de São Miguel, em Açores. É também considerado um excelente cão de guarda de propriedade e defesa pessoal. De temperamento muito forte com estranhos, o Cão Fila de São Miguel deve ser socializado desde filhote para se tornar um bom animal de estimação. É uma raça muito inteligente, receptiva e dócil com o dono.

O Cão Fila de São Miguel apresenta pelagem curta, lisa, densa, com textura áspera. A cor da pelagem pode ser o fulvo, fulvo claro com capa preta, cinza e tigrado, com ou sem manchas brancas no peito, na testa ou nas patas.

De porte grande, a altura média dos cães machos da raça fica entre 50 e 60 cm, medidos sempre a altura da cernelha. As fêmeas devem medir entre 48 e 58 cm.

 

4. Perdigueiro Português

Raças de cães portugueses
Perdigueiro Português

Especula-se que as origens do cão Perdigueiro Português estejam vinculadas as do Braco Italiano, como também acontece com outras raças afins.

Trata-se de um rastejador tenaz, resistente para a marcha. Na caça, cobre o terreno com astúcia e a perseverança de um explorador. Altruísta, associa-se com evidente alegria ao prazer do dono na prática da caça, seja qual for a temperatura e as adversidades do terreno. Sua máxima aspiração é cumprir com precisão e entusiasmo a sua tarefa.

O Perdigueiro Português é um cachorro resistente, forte, de aspecto vivaz, muito sociável e às vezes algo petulante com seus semelhantes. Especialmente apto em desempenhar suas funções na prática da caça desportiva, o Perdigueiro Português é muito inteligente, extremamente obediente e afectivo.

O Perdigueiro Português é um cão de porte médio, tem um focinho longo, largo, a cabeça é proporcional ao tamanho do corpo, apresentando um stop bem visível. Os olhos são cheios, de cor escura. As orelhas do Perdigueiro Português são caídas, de tamanho médio, com aproximadamente 15 cm de comprimento. A pelagem da raça Perdigueiro Português é curta, densa e forte. A cor do pelo é amarelo e castanho, uniforme ou manchado.

De grande porte, o tamanho dos cães machos da raça Perdigueiro Português é de 56 cm, em média. A altura das fêmeas é de 52 cm, também em média, medidos sempre a altura da cernelha. A variação de tamanho dos cães da raça Perdigueiro Português pode ser de 4 cm para mais ou para menos. O peso é de 23,5 kg para os machos, enquanto as fêmeas pesam 19 kg.

 

5. Podengo Português

Podengo Português
Podengo Português

Abundante ao norte de Portugal, o Podengo Português é um cachorro que possui todas as características de um cão de caça. Os maiores exemplares também são utilizados como cães de guarda.

O Podengo Português é um cão bem proporcionado, rústico, dotado de grande vitalidade e inteligência. A pelagem desta raça pode apresentar-se curta ou comprida. O pelo é liso, quando curto ou áspero quando comprido. A as cores predominantes são o amarelo, fulvo (de claro a escuro) ou preto desbotado, uniforme ou com manchas brancas.

Em relação ao tamanho, a raça Podengo Português subdivide-se em três variedades; o pequeno, o médio e o grande. O Podengo Português pequeno tem em média, de 20 a 30 cm, medidos sempre na altura da cernelha e deve pesar de 4 a 5 kg. Os cães adultos da raça de tamanho médio, medem de 40 a 55 cm, e pesa entre 16 e 20 kg. Os cães adultos da raça Podengo Português Grande, medem de 55 a 70 cm de altura.

 

6. Cão da Serra de Aire

Cão da Serra de Aires
Cão da Serra de Aire

A origem do Cão da Serra de Aire não reúne consenso, existindo diferentes teorias quanto aos seus antepassados. De porte médio e com um pelo duro e comprido, que se assemelha ao da cabra, o Serra de Aires é exímio na condução e vigia do gado.

A raça é especialmente popular no Alentejo, sendo conhecida e apreciada pela sua vivacidade e inteligência.

 

7. Cão de Castro Laboreiro

Cão de Castro Laboreiro
Cão de Castro Laboreiro

Da Serra da Peneda, mais propriamente da aldeia de Castro Laboreiro, chega a raça com o mesmo nome. A par do Serra da Estrela, o Cão de Castro Laboreiro faz parte das raças portuguesas mais antigas e é conhecido pelas suas vocalizações características. Apesar do ladrar alto e forte, e da sua expressão severa, o Castro Laboreiro é um cão dócil, brincalhão e bastante familiar.

 

8. Rafeiro do Alentejo

Rafeiro do Alentejo

De corpulência robusta, de pelo curto e espesso, acredita-se que o Rafeiro do Alentejo tem origens em cruzamentos de cães Serra da Estrela com cães do Alentejo.

Sendo um cão imponente, forte e agressivo para estranhos, rapidamente se tornou num excelente cão de guarda, sendo ainda muito utilizado para vigiar herdades e quintas, especialmente na planície alentejana. Ainda que seja uma das raças portuguesas mais imponentes, o Rafeiro do Alentejo consegue ser um amigo fiel e dócil, especialmente para crianças.

 

9. Barbado da Terceira

Barbado da Terceira
Barbado da Terceira

Barbado da Terceira é uma raça canina tida como um cão de gado por excelência, muito ágil e dinâmico, conduzindo e juntando o gado com grande facilidade, sendo também utilizado no maneio de gado bravo.

De acordo com o Clube Português de Canicultura (CPC). “é utilizado ainda como cão de guarda, função que desempenha com eficácia”, ao mesmo tempo que é “um bom cão de companhia” face ao seu “carácter afável e ensino fácil”.

O Barbado provavelmente evoluiu de cães trazidos pelos povoadores a partir do século XV e que eram usados na recolha de gado bravo.

No seu aspecto geral, surge referência a um cão rústico, com corpo forte e bem musculado, coberto de pêlo comprido, abundante e ondulado. As orelhas quando não são cortadas são pendentes e triangulares. A cauda pode ser amputada admitindo-se também anuros.

Quanto ao comportamento/carácter, é tido como cão companheiro e fiel ao dono, inteligente, de ensino fácil, alegre, meigo e voluntarioso.

 

10. Cão de gado transmontano

Cão de gado transmontano
Cão de gado transmontano

Cão de Gado Transmontano um cão de raça portuguesa, de grande porte, originário da região de Trás-os-montes.

A origem desta raça une-se à história de todos os mastins ibéricos e a sua evolução está ligada à rota da transumância na Península. Companheiro do pastor com funções específicas de guarda contra o ataque do lobo, desde sempre prolífero na zona. Em épocas remotas, este cão fixou-se nas regiões altas de Portugal, nomeadamente em Trás-os-Montes.

Nesta região montanhosa, que se caracteriza por campos íngremes de pastos e de difícil acesso rodoviário, esta raça adaptou-se às condições da região e ao tipo de gado ovino e caprino que, tradicionalmente tem pastagem nestas áreas, evoluindo, até se fixar morfologicamente, em perfeita simbiose com as condições e o tipo de trabalho que lhe foi solicitado.

 

11. Barrocal Algarvio

Barrocal Algarvio
Barrocal Algarvio

Raça oriunda dos tempos faraónicos, de uma raça – o galgo egípcio – que foi difundido por toda a bacia mediterrânica, por fenícios e berberes. Alcançou grande prosperidade entre os habitantes do Algarve, a região mais a sul de Portugal continental, sobretudo a nível da sub-região do Barrocal, que apresenta características geofísicas sui generis.

A sua principal presa, era o coelho bravo, bastante comum na região de pedras e clima inóspito. Este foi o habitat onde ao longo de gerações de caçadores foi-se apurando os instintos cão. Na década de 1960, esteve à beira da extinção devido a introdução em massa de cães de outras raças.

Possui pêlos compridos e macios, em especial na cauda. Notável caçador, tanto em acoamento como montarias, o Cão do Barrocal Algarvio foi usado ao longo dos tempos pelos caçadores do Algarve.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Raça “Castro Laboreiro”. Sem querer contrariar e entrar em conflito, diz-se na história do Soajo (Arcos de Valdevez) que o nome da raça “Castro Laboreiro” é dado de forma errada a esse cão, quando na verdade é um “Sabujo português”. Devem existir documentos naquela terra que o dizem ou confirmam.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here