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Palácio das Águias: um dos palácios mais bonitos de Lisboa está completamente abandonado

O Palácio das Águias, na Rua da Junqueira em Lisboa, tem trezentos anos de arquitetura barroca e está abandonado. Comprado pelo Estado em 1942 com condição cultural - nunca cumprida.

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Mai 19, 2026
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Palácio das Águias

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Na Rua da Junqueira, as grades de ferro do portão principal ainda têm as duas águias que deram nome ao palácio. Por entre os barrotes, vê-se a fachada — colunas, frontões, balaustradas, a simetria barroca que Carlos Mardel deixou no edifício no século XVIII. O telhado cedeu em vários pontos. Os jardins perderam o traçado. O interior foi saqueado.

O Palácio das Águias é Imóvel de Interesse Público desde 1978. Está classificado há quarenta e seis anos. E está a cair.

A origem e o arquiteto que o transformou

A história começa em 1713, quando Manuel Lopes Bicudo, advogado da Casa da Suplicação, mandou construir uma casa de campo na Junqueira — zona tranquila à beira do Tejo, fora da agitação da cidade.

Em 1731, a propriedade passou para Diogo de Mendonça Côrte Real, secretário de Estado de D. José I, que chamou Carlos Mardel para ampliar e redesenhar o conjunto.

Mardel era um dos arquitetos mais importantes do seu tempo em Portugal — responsável pelo Aqueduto das Águas Livres e pela Basílica da Estrela, entre outras obras.

O que fez na Junqueira ficou: fachada simétrica, colunas, frontões, balaustradas, e no interior painéis de azulejos com cenas mitológicas, históricas e campestres, uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição com retábulo de talha dourada.

Os séculos seguintes e a condição que nunca foi cumprida

No século XIX, José Dias Leite Sampaio — mais tarde visconde da Junqueira — comprou o palácio, acrescentou influências italianas e reforçou a presença das águias no portão.

Em 1918, o médico Manuel Caroça adquiriu-o, recuperou-o e transformou-o num museu privado com uma coleção de arte e antiguidades. Em 1937 abriu ao público.

Depois da morte de Manuel Caroça, o palácio foi vendido ao Estado em 1942 — com uma condição expressa no contrato: uso cultural ou educativo. A condição nunca foi cumprida.

O que se seguiu foi o percurso típico dos edifícios que o Estado compra sem plano: abandono progressivo, saque, vandalismo, ocupação ilegal. Os telhados cederam, os jardins perderam o traçado original, os azulejos de Mardel sofreram danos que nenhuma restauração futura conseguirá reverter completamente.

O que resta visível da rua

As águias do portão continuam no lugar. A fachada está de pé, com os elementos barrocos reconhecíveis apesar do estado de degradação. É possível perceber, através das grades, o que o edifício foi — e o que está a deixar de ser a cada inverno que passa sem intervenção.

O Palácio das Águias faz parte da paisagem da Junqueira há trezentos anos. Quem passa de carro ou a pé vê-o todos os dias, fechado, com a classificação de Interesse Público gravada algures num despacho que não impediu nada.

Há uma diferença entre um palácio que o tempo destruiu e um palácio que o Estado deixou destruir. O das Águias é o segundo caso — e a condição que Manuel Caroça pôs na venda, em 1942, continua por cumprir.

As águias no portão olham para a rua como olharam sempre. Por detrás delas, o barroco de Mardel continua a desaparecer, devagar, sem urgência de ninguém.

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